Brothers & Sisters - Part 2

A IMPORTÂNCIA DA ORDEM DE NASCIMENTO
Numa família, cada indivíduo desempenha um determinado papel, que é distinto dos restantes. Mas porque é que uma criança não pode desempenhar um papel semelhante a um outro irmão? As crianças acreditam que precisam de ser diferentes para terem valor. A partir daqui, desenvolvem crenças erradas sobre si, baseadas na mesma família, como resultado da ordem de nascimento.

É curioso notar que as crianças pertencentes a uma determinada família são verdadeiramente diferentes, apesar de terem os mesmos pais, a mesma casa e a mesma vizinhança. O ambiente pode não ser exatamente o mesmo, mas na verdade o fator que contribui em maior escala para as diferenças no interior da família (papel) é mesmo a interpretação que cada uma delas atribui ao ambiente em que vive, resultado, em larga medida, da forma como os pais interferem nestes comportamentos de fraternidade.

AS CONSEQUÊNCIAS (POSSÍVEIS) PARA DETERMINADAS ORDENS DE NASCIMENTO

Irmãos mais velhos - quando se pensa no tipo de “posição” e comportamentos que possuem junto do(s) seu(s) irmão(s), espera-se que seja responsável, líder, “mandão”, perfecionista, crítico (de si e dos outros), conformista, organizado, competitivo, independente, relutante em correr riscos ou conservador. Neste sentido, e indo ainda ao encontro das conceções erradas que formam, pela posição que ocupam, este tipo de irmãos adota a conceção errada de que a sua importância assenta em um ou dois pilares fundamentais – ser melhor ou ser o primeiro.

Irmãos mais novos - são conhecidos por serem “estragados com mimos”. A conceção que estes, por sua vez, formulam baseia-se na ideia (errada) de que a sua importância se deve à manipulação que conseguem fazer sobre os outros, para obter o que desejam. São geralmente criativos e amorosos, características que canalizam para aquela manipulação.

É imperativo que os pais tomem atenção a esta manipulação para que os filhos não se transformem em indivíduos a quem lhes foi retirada a responsabilidade, auto, autoconfiança e auto-suficiência, quando cedem a todos os pedidos da criança, sem que esta tenha a possibilidade de experimentar tais competências, em atos tão “simples” como acordar e vestir-se sozinho de manhã, ou fazer a cama.

Caso a criança seja superprotegida e ilibada das responsabilidades, os próprios pais correrão o risco de ficarem mais tarde desapontados e frustrados quando se depararem com a falta de desenvolvimento de melhores competências e atitudes por parte dos seus filhos.

Filhos do meio - porque ocupam posições diferentes possuindo, por vezes, a conceção errada de que, por seu turno, têm de ser diferentes dos irmãos para terem o seu valor e sucesso, dando origem a crianças “muito sociáveis”, “tímidas” ou tão-somente “rebeldes”. Desenvolvem então uma enorme empatia com os mais desfavorecidos, identificando-se com eles; podem ser bons promotores da paz e os outros procuram-nos pela simpatia e compreensão.
Este modelo de idealização do tipo de irmão, de acordo com a ordem de nascimento, não deve ser utilizado para rotular ou estereotipar crianças. Tratam-se apenas de linhas orientadoras, na tentativa de compreender por que razão as crianças têm muitas vezes interpretações erradas sobre como encontrar um sentido de pertença/valor, para tomar consciência das formas mais eficazes de as ajudar.

EXCEÇÕES À REGRA
Género Sexual
Analisemos as seguintes situações:
Se o primeiro e segundo filhos, de uma fratria de 3 ou mais filhos, são de géneros diferentes, ambos podem desenvolver características de filho mais velho, no âmbito do seu papel sexual na família.

Contudo, se os dois filhos mais velhos são do mesmo sexo, é de esperar que existam diferenças entre ambos, que podem variar ao extremo, sendo opostos nos comportamentos, como vimos anteriormente.
Repare ainda que se um filho tem a oportunidade de estar numa posição durante mais de quatro anos, já formulou muitas interpretações acerca da vida e de si próprio e de como encontrar valor ou pertença. As interpretações podem ser modificadas, mas dificilmente transformadas, quando a constelação familiar muda.

Ambiente Familiar
Este pode diminuir ou aumentar as diferenças. Quando a competição é valorizada e moderada, as diferenças acentuam-se; contrariamente, quando a tónica é colocada na cooperação, as diferenças diminuem. Assim, quando duas irmãs, que têm uma diferença de idades de apenas 18 meses, têm características semelhantes e não opostas (como vimos em cima), podemos supor que os seus pais as criaram num ambiente de cooperação e não de competição. É importante mencionar que cada característica que acima é mencionada, independentemente do caso, surge no sentido de uma orientação, não de definição de cada qual.

***
AQUI Lancei o desafio de efetuarmos uma "Ode aos Irmãos". Bastava uma fotografia. O resultado é este!


 




Obrigada!
Poema de José Luís Peixoto

"ainda que tu estejas aí e tu estejas aí e
eu esteja aqui estaremos sempre no
mesmo sítio se fecharmos os olhos
serás sempre tu e tu que me ensinarás
a nadar seremos sempre nós sob
o sol morno de julho e o véu ténue
do nosso silêncio será sempre o
teu e o teu e o meu sorriso a cair
e a gritar de alegria ao mergulhar
na água ao procurar um abraço que
não precisa de ser dado serão
sempre os teus e os teus e os meus
cabelos molhados na respiração
suave das parreiras sempre as tuas
e as tuas e as minhas mãos que não
precisam de se dar para se sentir
ainda que tu estejas aí e tu estejas aí e
eu esteja aqui estaremos sempre
juntos nesta tarde de sol de julho
a nadarmos sob o planar sereno dos
pombos no tanque pouco fundo da
nossa horta sempre no tanque fresco
da horta que construíram para nós
para que na vida pudéssemos ser
mana e mana e mano sempre." JLP

Boas Festas

A ÁRVORE
Como prometido, a minha árvore com as bolas feitas por mim!  (falei delas AQUI)

OS MEUS VOTOS...

Desejo-vos um Feliz Natal junto daqueles que mais amam... 
Desfrutem da presença e do carinho da vossa família (de sangue, ou não).
Eu penso que não há nada que nos faça sentir tão bem quanto a nossa família. Por mais que existam complicações, maluquices e coisas do género. A nossa família lembra-nos quem somos. Traduz a nossa essência. A família conhece-nos do avesso. Amigos também, é verdade. Mas como os poucos amigos que tenho fazem parte da minha família (então, é justo dizer que estão inseridos aqui, nesse texto e contexto). 
De perto, nenhuma família é normal… A minha não é! Portanto, seja lá como for a vossa família… aproveitem cada momento com ela, amem-na…Afinal, se estamos aqui e somos o que somos é por causa dela.

Desejo, igualmente,  que o Novo Ano vos traga muitas venturas...
Não se agarrem só às esperanças, evitando dar “saltos de fé” mais arrojados e potencialmente mais frutuosos…Vivam, Arrisquem! A felicidade é algo pelo qual temos de lutar e procurar... E nada é mais útil ao homem do que o próprio homem … pois na vida tudo pode acontecer, e sobretudo pode não acontecer absolutamente nada, tudo depende de nós enquanto realizadores (e atores!) do filme da nossa vida.

UMA SUGESTÃO...
 E que tal a companhia da Agenda Heartless para o ano de 2013? Visitem AQUI

TRÊS MÚSICAS...



UM POEMA...

Eu queria ser Pai Natal - Luísa Ducla

Eu queria ser Pai Natal
E ter carro com renas
Para pousar nos telhados
Mesmo ao pé das antenas.



Descia com o meu saco
Ao longo da chaminé,
Carregado de brinquedos
E roupas, pé ante pé.
Em cada casa trocava
Um sonho por um presente
Que profissão mais bonita
Fazer a gente contente!

UMA IMAGEM...
Santa Claus is coming to town!

Há mensagens que merecem ser partilhadas

Music: David Antunes "Miss you" (c) 2012

Tão bonito de se ver...!

Give love, receive love.

Mais um...

Imagem Butterflies & Hurricanes

Sinto um enorme carinho por presépios. 
Cá em casa moram imensos...Uns ficam expostos todo o ano, outros só são vistos nesta época.
Mas todos eles têm algo em comum: são pouco convencionais!

O presépio "benetton" é o mais recente, com assinatura True Colours by Natália Batista.
Não deixem de visitar a página de facebook...

Brothers & Sisters - Part 1


“Sibling relationships …  flourish in a thousand incarnations of closeness and distance, warmth, loyalty and distrust.”  - Erica E. Goode, The Secret World of Siblings





De cima para baixo, da esquerda para a direita: Afghanistan, Bhutan, Cambodia, India, India, Tibet, Uzbekistan, 


Fotos: Steve Mccurry's
Fonte: http://stevemccurry.wordpress.com/
***

Nas últimas semanas não tenho tido muito tempo para me dedicar à escrita. Contudo, tenho andado a reunir informação sobre a importância da ordem de nascimento. Será este, portanto, o tema do próximo artigo, onde procurarei responder à questão: “Como é que a ordem de nascimento nos pode ajudar a compreender as crianças e a sermos mais eficazes com elas?”
Sim, sempre sofri da síndrome da irmã do meio!!

Ao conversar sobre o assunto com uma amiga, surgiu uma ideia que me parece muito engraçada: reunir registos fotográficos de irmãos/irmãs (juntos) em crianças (recentes e menos recentes!!).
Já lancei o desafio a alguns amigos - e já me fizeram chegar algumas fotografias magníficas! Agora, generalizo o convite a todos… Querem colaborar? Será uma espécie de "Ode aos Irmãos"!

Caso queiram participar, é só enviar a(s) fotografia(s) para o e-mail: lilasfer@hotmail.com e informarem como querem que seja feita a identificação.

Eu já escolhi uma foto das "Manas Fernandes"! 
Ah! E esta música é para a Tina e para a Sá

Antony and the Johnsons-You Are My Sister

Tarde de trabalhos manuais :)


Este ano, tenho cá em casa um espetador atento às decorações natalícias...o meu gato! 
A árvore, com as decorações dos anos anteriores, facilmente quebráveis, não iria resistir! Assim, hoje dediquei-me a forrar bolas de esferovite com tecido. Uma divertida tarefa.
Para além de me ter divertido, personalizei as decorações com apenas 8€!...
...depois mostro a árvore decorada!

Ah! Visitem a página de fazebook da professora:  Retalhos de Ternura






"Um ano de vida!"


Este blog comemora hoje um ano de vida!

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Agradeço a quem me visita regularmente;
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E, acima de tudo,
o Carinho.




"Quero mudar a minha vida sem mudar a minha vida!"



Não quero mudar a minha vida. Quero mudar a minha vida sem mudar a minha vida. Porque sei que não vou descobrir a felicidade (ou mais felicidade) num lugar distante ou em circunstâncias invulgares; será aqui e agora – tal como na peça de teatro The Blue Bird, em que duas crianças passam um ano a percorrer o mundo à procura do Pássaro Azul da Felicidade, apenas para o encontrar à sua espera quando regressam finalmente a casa.

Não entendo nada de física, nem de escalas temporais. A minha “ciência” é outra! Mas acredito que uma escolha, uma pequena mudança na minha vida, por mais insignificante que possa parecer, pode mudar muita coisa lá na frente – sou 'simpatizante' da teoria do caos! –. A dimensão de tal facto? Não faço ideia, nem serei capaz de medir. Mas, por via das dúvidas, previno-me: controlo as borboletas que voam na minha barriga e exijo-lhes calma. Afinal, nunca se sabe o temporal que somos capazes de criar!

Afinal, a lei é só uma: Ação, Reação, Repercussão. Pense nisso!
Obrigada Querida Sofia  pela imagem!

Tudo anda à volta do "antes de" e do “naqueles tempos”.


Acredito que tudo anda à volta do "antes de" e do “naqueles tempos”, que tudo gira em redor da antecipação do momento, mas não do momento em si, ao contrário do que nos diz a filosofia Zen.
Em alemão, existe uma bela palavrinha para isto: Vorfreude, que é ligeiramente diferente de “deleite” e de “prazer”. Digamos que é o “antes da alegria”, o “pré-gozo”, ou seja, o prazer de esperar pela chegada de um determinado momento, os estados de júbilo do tipo “mal posso esperar”, o esperar-desejar alguma coisa ou alguém…

Os sábios, os Dalai-Lamas, … dizem-nos que tudo está, supostamente, nos momentos – que devemos entesourar o momento e não nos importarmos com a continuação do tempo. Mas desde muito cedo, me apercebi de que, de alguma maneira, a beleza reside no tempo antes, na expectativa, na espera, na imagem imaginária, pintada na perfeição, desse instante no tempo. E então, depois que esse passou, num piscar de olhos, o que permanece connosco é a memória, o reflexo, a lembrança desse tempo.

Esperar pelo primeiro beijo pode dar-nos vagos arrepios de emoção pela espinha, mas quando acontece mesmo é um monte de moléculas em colisão – na verdade uma confusão. Em antecipação, o momento será glorificado pela inocência, pelo não saber. Na recordação, o momento será purificado pelos filtros da memória. E são estas fases, do antes e do depois, que sufocam por completo a monotonia diária (...)

Butterflies & Hurricanes, in "A minha pomposa teoria filosófica!"