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Frase do dia:"Uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é tristemente míope." [12]

No colégio Wellington (Inglaterra), com o objetivo de ajudar os seus alunos a apreciar o melhor da vida, foi introduzida no plano curricular uma disciplina onde são abordadas temáticas associadas ao bem-estar e otimismo. Os responsáveis são professores com formação em psicologia positiva. A psicologia positiva privilegia o desenvolvimento de perspetivas e posturas mais otimistas e positivas perante as adversidades da vida do quotidiano, promovendo o bem-estar individual. Segundo Anthony Seldon, diretor do colégio, as aulas vêm beneficiar a formação dos alunos, presentemente focalizada nos resultados académicos.

Para mim, a tarefa mais importante em qualquer escola é formar jovens para serem felizes, seguros e confiantes, que é bem mais importante que os rankings publicados pelo Ministério da Educação”. – Anthony Seldon
Não conheço os conteúdos da disciplina, mas tratar-se-á de uma estimulação da Inteligência Emocional.
Infelizmente, olhando para o exemplo português, os programas sobrevalorizam a informação, negligenciando no indivíduo as aptidões básicas para um autoconhecimento:
  • Conhecer as próprias emoções;
  • Lidar com as emoções;
  • Motivar-se;
  • Reconhecer as emoções nos outros;
  • Lidar com os relacionamentos;
  • Lidar com as adversidades/frustrações.
Alguns estudos concluem que o sucesso escolar tem mais a ver com questões sociais e emocionais como:
       01. Autoconfiança          
       02. Interesse, curiosidade
       03. Saber o que se espera de si
       04. Autocontrolo, saber esperar
       05. Procurar ajuda junto dos professores
       06. Expressar as suas necessidades
       07. Capacidade de relacionar-se
       08. Cooperação
       09. Intencionalidade
A quase todos os alunos com insucesso falta pelo menos um destes elementos.
"Uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é tristemente míope". Basta pensarmos na etimiologia da palavra "emoção", que vem do latim motore = mover; com o prefixo "e-" fica "mover para", o que demonstra que as emoções são impulsos importantes para atuar e encarar a vida.

SUGESTÕES

Porquê? Porque sim!...

Em regra, é por volta dos 3-4 anos de idade que se inicia a “fase dos porquês”. E, como é óbvio, está relacionada com a curiosidade da criança em querer saber como tudo acontece.
Porquê?!

Porque esta fase está intimamente ligada à construção da identidade, ou seja, a criança inicia, por esta altura, o seu processo de auto-descoberta, começando a ter noção do seu próprio “Eu”, e, também, da importância daquilo que consegue fazer, daquilo que vê e ouve. Com esta descoberta, os pequenos começam a perceber a sua realidade envolvente e dão ênfase aos porquês de tudo. 

É habitual questionarem-nos repetidamente e encadearem um porquê a outro porquê. Não desesperem!! Aliás, é fundamental ter paciência e respeito por toda essa curiosidade e, na medida do possível, ajudar a esclarecer todas as dúvidas.
Porquê?!

Porque é essa curiosidade, essa tentativa de compreensão do mundo que levará a criança a fazer novas descobertas, “aguçando” a sua perceção, o seu gosto para o aprender.
Se a criança é tolhida pelo adulto, no momento em que faz perguntas, poderá perder o interesse, a vontade de descobrir coisas novas, ficando paralisada no seu processo de aprendizagem por medo ou insegurança.

Uma estratégia para amenizar as perguntas é devolvê-las para que a própria criança tente explicar, ou utilizá-las em momentos em que esta não queira obedecer. Por exemplo, quando diz que não quer tomar banho a mãe poderá perguntar-lhe o porquê, e, assim, mostrar que nem tudo pode acontecer da forma como ela deseja.

E à medida que vai compreendendo o mundo que a rodeia esta fase desaparecerá, tal como surgiu…sem nos darmos conta!
Sobrinho & Tia @ Parque
E quando "Porque sim" é a melhor resposta, ou a mais conveniente!!


Uma das muitas conversas dos porquês com o meu sobrinho (de apenas  2 anos e 4 meses, mas já na fase dos porquês...é verdade!)
Eu: És muito malandro.
Ele: “Poquê”
Eu: Porque só fazes malandrices (e dei exemplos, muitos!!)
Ainda Eu: Explica-me porque és tão malandro?
Ele: “poque xim”
Eu: Isso não vale, tens de me dizer porquê!
Ele: “Já dixe, POQUE XIM”...

SUGESTÃO:
Lourenço, O. (2007). (2007). Psicologia de Desenvolvimento Cognitivo. Teoria, dados e implicações (2ª ed.). Coimbra: Almedina.

O Desenho e o Desenvolvimento Infantil

Os rabiscos ganham complexidade conforme a criança cresce e, ao mesmo tempo, impulsiona o seu desenvolvimento cognitivo e expressivo.

Diogo - 2 anos

No início, o que se vê é um emaranhado de linhas, traços leves, pontos e círculos que, muitas vezes, se sobrepõem em várias “camadas”. Poucos anos depois, já se verifica uma cena complexa, com edifícios e figuras humanas detalhadas.

O desenho acompanha o desenvolvimento das crianças como uma espécie de radiografia. Nele, vê-se como se relacionam com a realidade e com os elementos da sua cultura e como traduzem essa perceção graficamente.

Toda a criança desenha. É algo que ela aprende por imitação – ao ver os pais a escrever ou os irmãos a desenhar, por exemplo. O prazer de produzir um traço sobre o papel faz a criança agir.

No período da produção de rabiscos/gatafunhas, ocorre uma importante exploração de suportes e instrumentos. A criança experimenta, por exemplo, desenhar nas paredes ou no chão e interessa-se pelo efeito dos diferentes materiais e formas de manipulá-los, como pressionar os marcadores com força e fazer pontinhos. Essa atitude de experimentação tem um valor indiscutível. Para a criança “ver é crer”, e o desenho desenvolve-se com base nas observações que ela realiza sobre a sua própria ação gráfica.
De início, desenha pelo prazer de riscar sobre o papel e pesquisa formas de ocupar a folha. Com o tempo, a criança procura registar os elementos do mundo que a rodeia.

Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade que oferece de representação da realidade. Trazer os objetos vistos na sua realidade/mundo para o papel é uma forma de lidar com os elementos do dia-a-dia.
Quando uma criança veste uma roupa da mãe, entende-se que ela esteja a procurar entender/experimentar o papel da mulher. No desenho ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visão e a motricidade.

Margarida - 4 anos

Desenhar é uma forma da criança lidar com a realidade que a cerca, representando situações que lhe interessam. Mais cedo ou mais tarde, todas elas se interessam em registar no papel algo que seja reconhecido pelos outros. No começo, é comum observar o que se convencionou chamar de boneco girino. Uma primeira figura humana constituída por um círculo de onde sai um traço representando o tronco, dois riscos para os braços e outros dois para as pernas.

Matilde - 2 anos e meio (a Matilde e o Papá) 

Depois, essa figura incorpora cada vez mais detalhes, conforme a criança refine o seu esquema corporal e ganhe reportório imaginário ao ver desenhos da sua cultura e dos próprios colegas.


Maria - 6 anos (a Modelo sou eu!)

Uma das primeiras pesquisas das crianças, assim que entram na figuração, é a relação topológica entre os objetos, como a proximidade e a distância entre eles, a continuidade e a descontinuidade e assim por diante. Em seguida, interessam-se em registar tudo o que sabem sobre o modelo ao qual se referem no desenho, e é possível verificar o uso de recursos como a transparência (o bebé visível dentro da barriga da mãe, por exemplo) e o rebatimento (a figura vista, ao mesmo tempo, por mais de um ponto de vista). Assim, a criança vai aproximando-se das noções iniciais de perspetiva e escala, estruturando o desenho numa cena, sem misturar na mesma produção elementos de diferentes contextos. 

Mariana - 5 anos
O desenho é espontâneo ou é fruto da cultura? 

"A única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil são os rabiscos. Tudo o resto depende do contexto cultural", diz Rosa Iavelberg.

Detalhes da figura humana, noções de perspetiva e realismo visual são elementos da evolução do desenho.
O desenho é uma forma de linguagem que tem os seus próprios códigos. Para se aproximar do que ele expressa, é preciso fazer uma escuta atenta enquanto ele é produzido.


A relação entre a aquisição da escrita e a diminuição do desenho ocorre porque a escola dá pouco espaço a este quando a criança se alfabetiza…

Agradeço a todos os pequenos (grandes) artistas que me emprestaram os seus lindos desenhos para a presente publicação.

O Bem-Estar da Criança - PARTE 2

O bem-estar da criança é fundamental para o seu desenvolvimento social e afetivo.


São vários os fatores que influenciam a qualidade de vida das crianças. Nesta publicação, abordo alguns desses fatores organizando-os em dois grandes grupos: características pessoais da criança e características sociais (família, amigos)

O sorriso da linda M é uma verdadeira delícia...e feliz!


CRIANÇA EM SI
As crianças que apresentam um bem-estar subjetivo positivo sentem com maior frequência emoções positivas e poucas emoções negativas, além de que avaliam a sua vida global de forma positiva.

Baixos níveis de bem-estar subjetivo trazem consequências negativas, tais como a rejeição e o isolamento, ansiedade e depressão, e risco de comportamentos desadaptados. O autoconceito da criança é um fator importante para a satisfação com a vida e a perceção de felicidade.
Entende-se por autoconceito global a avaliação da criança face às suas características pessoais e competência comportamental.

FAMÍLIA
A criança desenvolve-se no seio de um contexto familiar e é influenciada pelas características de pessoas significativas do mesmo, sobretudo pelas características dos pais. A natureza do desenvolvimento emocional e social precoce é a base ou alicerce do que será o seu desenvolvimento social ao longo da vida. 

A vinculação é uma relação afetiva que se estabelece entre a criança e o seu cuidador primário. Os bebés nascem com a propensão para desenvolverem comportamentos de vinculação a figuras humanas (chorar, olhar, sorrir, etc.), aos quais os cuidadores respondem, protegendo-os dos perigos ambientais e transmitindo-lhes uma sensação de segurança. Durante este período a criança vai desenvolvendo um modelo interno de vinculação que lhe fornece as representações mentais de si e dos outros. Este mecanismo precoce vai influenciar a qualidade das interações posteriores.

Ainsworth & Bell (1970) referem três tipos de comportamentos das crianças face a uma situação estranha:
  • Criança Segura: utiliza a mãe como base de exploração do meio, quando separada da mãe procura o seu contacto;
  • Criança Ansiosa-Ambivalente (ou resistente): não utiliza a mãe como base da exploração do meio, quando separada da mesma não procura o seu contacto e quando se encontram mostra-se zangada e afasta a mãe;
  • Criança Ansiosa-Evitante: não utiliza a mãe como base da exploração do meio, quando separada desta não procura o seu contacto e quando se encontram evita a mãe ou aproxima-se de forma indireta.
Estas classificações de vinculação ao longo da vida podem ser consideradas como um continuum ao nível da regulação emocional face aos afetos, acontecimentos e relações com os outros. E podem originar reações emocionais desadequadas, tais como impulsividade e agressividade verbal ou física, ou respostas extra-controladas com dificuldade em expressar as emoções.

Uma vinculação segura tem um efeito protetor, mesmo em situações psicossociais adversas, assim como suporte social. As características da família, educação e funcionamento familiar estão correlacionados com o bem-estar socio-emocional da criança, nomeadamente a sensibilidade e resposta às necessidades desta, o investimento, a perceção de competência parental por parte dos pais, em vez da agressividade, hostilidade, comportamentos punitivos e manipulativos.

Três aspetos do comportamento parental têm-se mostrado relacionados com o comportamento da criança: disciplina consistente, supervisão do seu comportamento e compreensão e carinho nas interações pais-criança.
As expetativas dos pais são um fator importante no desenvolvimento das crianças. Se os desejos e expetativas são congruentes com as características dos filhos, haverá um desenvolvimento mais positivo, caso contrário estes poderão vir a ter problemas de desenvolvimento e ajustamento.

AMIGOS
As amizades são cruciais para o desenvolvimento social da criança. A relação com os pares é especialmente significativa na infância e adolescência, uma vez que contribui para o ajustamento psicossocial, nomeadamente com o ajustamento escolar, a saúde psicológica (solidão/isolamento) e problemas de comportamento, pois estabelece-se uma relação clara entre aceitação por parte dos pares e ajustamento psicossocial.

A aceitação e a pertença a um grupo de pares têm um papel importante na forma como a criança se comporta e no seu bem-estar. As relações de amizade servem para aumentar o conhecimento sobre si própria e funcionam como suporte social.
A interação com os pares fornece um importante contexto para aprender competências sociais, competências de resolução de problemas e conhecimento social; as interações sociais duranta a brincadeira contribuem para o desenvolvimento da amizade, da autoestima e aceitação social.

Teste o seu conhecimento sobre o bem-estar global do(a) seu/sua filho(a) AQUI

Sim, as histórias para crianças deveriam ser de leitura obrigatória para os adultos!

E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?
José Saramago

Desenvolvimento cerebral: carinho das mães é importante



As crianças em idade pré-escolar que são criadas com afeto têm um hipocampo maior, uma área do cérebro que está envolvida na aprendizagem, memória e resposta ao stress, quando atingem a idade escolar, sugere um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Para o estudo os investigadores da Washington University School of Medicine em St. Louis, nos EUA, colocaram crianças entre os três e os seis anos perante uma situação frustrante. As crianças e as mães foram colocadas numa sala perante uma caixa de embrulho brilhante. As crianças foram informadas que poderiam abrir o presente, mas tinham que esperar que as mães acabassem de preencher vários formulários.

Os investigadores observaram como as mães e os filhos reagiram perante esta situação, a qual foi concebida para replicar o stress típico dos pais diariamente, ou seja, enquanto a mãe está a realizar uma tarefa, a criança precisa de controlar os seus impulsos apesar de ser confrontada com algo que ela quer naquele preciso momento.

As mães que deram apoio e ajudaram os seus filhos a controlar as suas emoções foram classificadas como carinhosas. Enquanto as mães que ignoraram ou reprenderam as crianças foram classificadas de outra forma.

Quando as crianças atingiram entre os sete e os dez anos de idade, os investigadores submeteram 92 crianças que tinham participado na experiência anterior a ressonâncias magnéticas.

O estudo revelou que as crianças que recebiam carinho das mães tinham um hipocampo 10% maior do que as crianças aos quais não tinha sido demonstrado este tipo de afeto.

Durante décadas a ciência tem demonstrado a importância da interação entre a criança e o seu cuidador, seja ele a mãe, pai, avó ou mesmo pais adotivos, no desenvolvimento emocional e comportamental da criança, revelou, em comunicado de imprensa, a autora do estudo Joan Luby. Contudo, este é o primeiro estudo que mostra claramente que “uma região chave do cérebro é mais saudável e mais bem desenvolvida nas crianças criadas com carinho e afeto”, acrescenta a investigadora.

Contudo, hoje em dia muitos pais não conseguem, como desejariam, demonstrar o seu afeto perante os filhos devido a inúmeras situações stressantes como a falta de tempo e dificuldades financeiras, ou serem mesmo pais solteiros, explica um professor de psiquiatria e do comportamento humano da University of California, Robert Myers.

“Abraçar o seu filho, ajudando-o a aprender a acalmar-se, ou passar 15 a 20 minutos por dia com ele na realização de tarefas divertidas, ajuda a manter o vínculo da relação forte. Por outro lado, as mães não devem ser tão exigentes com elas próprias. Ocasionalmente, perder a paciência não causará uma diminuição do hipocampo do seu filho. Os cérebros desenvolvem-se ao longo de anos, por isso é a qualidade geral da relação pai-filho que tem relevância”, acrescenta Robert Myers.

O Bem-Estar da Criança - PARTE 1



O seguinte teste não tem validade científica. Contudo, como estou a trabalhar no próximo post intitulado:"O bem-estar da criança é fundamental para o seu desenvolvimento social e afetivo", pareceu-me interessante introduzir o tema de uma forma diferente e mais "prática"...

TESTE O SEU CONHECIMENTO SOBRE O BEM-ESTAR GLOBAL DO(A) SEU(SUA) FILHO(A).
06. Tem desenvolvido atividades com o(a) seu(sua) filho(a) que o(a) divirtam e façam sentir-se feliz?
a)     Sim
b)     Não
01.  Costuma conversar com o(a) seu(sua) filho(a) sobre as atividades que ele(a) desenvolveu durante o dia?
a)      Sim
b)      Não
07.  Tem conhecimento do envolvimento escolar do(a) seu(a) filho(a) com: colegas, professores, aprendizagens, futuro?
a)   Sim
b)   Não

02.  Tem conhecimento das relações e das atividades que o(a) seu/sua filho(a) desenvolve com os colegas da escola?
a)      Sim
b)      Não
08.   Sabe se o(a) seu(sua) filho(a) está contente com os seus pertences (roupas, jogos, etc) em relação a outros colegas e amigos?
a)   Sim
b)   Não
03.  Sabe se o(a) seu(sua) filho(a) se sente feliz com a sua própria vida?
a)      Sim
b)      Não
09.  Sabe se o(a) seu(sua) filho(a) gostaria de mudar alguma coisa no seu aspeto físico?
a)      Sim
b)      Não
04.  Conhece quais são os maiores medos do(a) seu/sua filho(a)?
a)      Sim
b)      Não
10.  Considera que o(a) seu(sua) filho(a) sente que os pais o compreendem?
a)      Sim
b)      Não
05.  Conhece quais são os principais objetivos e expetativas do(a) seu/sua filho(a)?
a)     Sim
b)     Não
11.   Sabe se o(a) seu(sua) filho(a) considera que os pais têm tempo suficiente para ele(a)
a)      Sim
b)      Não


10/11respostas SIM - Tem um excelente conhecimento acerca do bem-estar  do(a) seu(a) filho(a), aos mais vários níveis (pessoal, familiar, escolar e amigos). Continue a estar atento e a conversar com ele(a), de modo a manter e optimizar a vossa relação. Mas atenção: o(a) seu(sua) filho(a) precisa de espaço pessoal para desenvolver a sua autonomia.

8/9 respostas SIM - Tem um conhecimento razoável acerca do bem-estar do(a) seu(sua) filho(a), verifique qual/quais dos vários níveis: pessoal, familiar, escolar e amigos deverá aprofundar mais. Melhore a sua atenção, desenvolva atividades de interesse comum e converse mais com ele(a) de modo a manter e otimizar  a vossa relação. Mas atenção: o(a) seu(sua) filho(a) precisa de espaço pessoal para desenvolver a sua autonomia.

7 ou menos respostas SIM - Demonstra algumas falhas a nível do conhecimento que tem acerca do bem-estar do(a) seu(sua) filho(a), verifique qual/quais dos vários níveis: pessoal, familiar, escolar e amigos deverá aprofundar mais. Melhore a sua atenção, desenvolva atividades de interesse comum e converse mais com ele(a) de modo a manter e otimizar  a vossa relação. Mas atenção: o(a) seu(sua) filho(a) precisa de espaço pessoal para desenvolver a sua autonomia.

Educar crianças para serem FELIZES "todos os dias, sem direito a férias, pontes ou feriados"!


Vejo o mundo a cores. Acredito no que as crianças podem trazer de novo. E nunca é demais recordar que: elas "não são o melhor do mundo", mas o melhor de nós mesmos...!



FELIZ DIA DA CRIANÇA :)


...a Felicidade da LINDA Mariana é contagiante!
(Filha de uma amiga.)

"Todas as crianças têm direito a brincar. Todos os dias, sem direito a férias, pontes ou feriados. E a brincar com um dos seus pais, 30 minutos, de segunda a domingo. Têm, também, direito a ser filhos únicos dos seus pais, uma vez por semana, por um bocadinho. E a ter os pais ao jantar e depois dele, sem telemóveis, sem internet e sem televisão, só para a família...sem que tenham de estar sempre quietas e caladas. Porque só quando se pensa com os outros, conversando com os botões e em voz alta, ao mesmo tempo, se aprende a crescer.
E merecem, ainda, o direito a admirar os pais e os avós. Porque só quem admira se torna humilde. E só quem conhece a sua história, e se orgulha dela, conquista o direito a ter futuro..."
Eduardo Sá


(Eu com 3 aninhos!
Fui, sem dúvida, uma criança feliz...)


Sobre as crianças, diz Fernando Pessoa...




Grande é a poesia,
a bondade
 e as danças...

Mas o melhor
 do mundo são as
CRIANÇAS.


                                                                                                                                         (Sobrinha & Afilhada)

Inocente maroteira!...

Depois das causas sociais e económicas, uma das razões que levam ao mau trato das crianças é a crença entre os adultos de que algumas delas são más realmente. Más por dentro e não apenas capazes de se comportarem mal em certas situações!...

É errado interpretar os comportamentos da criança de um ponto de vista da lógica do adulto. E acredite que esta tendência existe em muitos pais, professores e talvez mesmo nalguns psicólogos. Além de, em geral, ser errado de um ponto de vista científico pensar que as crianças são adultos em ponto pequeno, tal crença tem consequências pedagógicas funestas. Uma delas é fazer-lhes exigências lógicas, sociais, ou morais para as quais não estão preparadas. O trabalho infantil é talvez a forma mais condenável da mentalidade adulta aplicada à criança. Outra, de consequências também muito negativas, é pensar que ela é má, quando se trata de inocência ou de saudável maroteira.

Se pensarmos que a criança é má, será inevitável a tendência para tratarmos mal. Física e psicologicamente. Se pensarmos em vez disso que é apenas marota e inocente, então a tendência é para falar com ela. Para lhe explicar, por exemplo, o que é certo ou errado.

Não se esqueçam: quando muito a criança é marota. Ou seja, é ingénua na sua “maldade”, não procurando, por isso, esconder as suas maroteiras.
Einstein dizia que a natureza física é subtil, não maliciosa. Mas se alguém é subtil e não malicioso, as crianças são o candidato mais sério a ocuparem o primeiro lugar.

Olho para o meu sobrinho  e penso:
Más as crianças?!...Nem pensar. Quando muito, são marotas!...
E nisso têm muita graça. MUITA GRAÇA.

Quem o conhece sabe do que falo!!

FONTE:
ORLANDO, L. (1996). Educar Hoje Crianças Para O Amanhã. Porto: Porto Editora

A criança que não queria falar

Recentemente, o meu amigo JC ofereceu-me este livro. Afirmou, perentoriamente, que eu iria gostar...Não se enganou (curioso como através de um presente conseguimos perceber se os outros nos conhecem...ou não... ou apenas assim, assim!!!)...
Por ter gostado, e por considerar que é um ótimo livro para colegas de profissão, professores, educadores, pais, ... Deixo a sugestão:
SINOPSE
“Esta é a história verídica e comovente da relação entre uma professora que ensina crianças com dificuldades psicológicas e emocionais e a sua aluna, Sheila, de seis anos, abandonada por uma mãe adolescente e que até então apenas conheceu um mundo onde foi severamente maltratada e abusada. Relatada pela própria professora, Torey Hayden, é uma história inspiradora, que nos mostra que só uma fé inabalável e um amor sem condições são capazes de chegar ao coração de uma criança aparentemente inacessível. Considerada uma ameaça que nenhum pai nem professor querem por perto de outras crianças. Sheila dá entrada na sala de Torey, que costuma ficar com crianças que... não se integram noutro lugar. É o princípio de uma relação tocante, que irá gerar fortes laços entre ambas, e o início de uma batalha duramente travada para esta criança tão solitária poder desabrochar para uma vida nova de descobertas e alegria”.

PRÓLOGO
“(…) Interrogam-me muitas vezes sobre o meu trabalho. Talvez a pergunta mais comum seja: “Não é frustrante?”(…)
Não. Na verdade, não é. Trata-se simplesmente de crianças por vezes frustrantes, como todas as crianças o são. Mas elas também são de uma extrema ternura e de uma incrível perceção (…)
Algumas destas crianças vivem com pesadelos tão medonhos nas suas cabeças, que cda movimento fica imbuído de um terror desconhecido. Algumas vivem debaixo de uma violência e perversidade impossíveis de expressar por palavras. Algumas vivem sem a dignidade concedida aos animais. Algumas vivem sem amor. Algumas vivem sem esperança. No entanto, aguentam. E, na sua maioria, aceitam, por desconhecerem outro tipo de atitude.
Este livro conta a história de uma só dessas crianças. Não foi escrito para despertar piedade. Nem para elogiar o trabalho de uma professora. Nem tão pouco deprimir aqueles que encontraram a paz na ignorância. Trata-se, em vez disso, de uma resposta à pergunta sobre a frustração inerente ao trabalho psiquiátrico. É um cântico à alma humana, porque esta menina é como todas as minhas outras crianças. Como todos nós. É uma sobrevivente”.

Era uma vez, os heróis dos contos infantis...

Con il mio amico Pinocchio
@ Milão

Ler contos infantis durante a infância auxilia o desenvolvimento das crianças a todos os níveis. Esse ato, aparentemente tão simples, pode estimular o desenvolvimento psicológico, cultural e emocional. E, ao permitir que a criança desenvolva a imaginação, vai estimulando, igualmente, a criatividade.
Os contos infantis propiciam à criança uma forma lúdica de aprender. Contribuindo para a sua formação, onde valores e costumes são transmitidos.
O "Era uma vez" dos clássicos contos infantis possibilita a identificação das crianças com as personagens, onde medos, angústias e conflitos podem ser trabalhados.

Qual o "papel" dos HERÓIS dos contos infantis?

Normalmente, os seus nomes são bastante sugestivos e as crianças, se quiserem, podem emprestar-lhes os seus próprios nomes. Alguns são medrosos, covardes e, a maioria deles, fica impotente diante da força, do autoritarismo e da opressão. Outros são vaidosos, preguiçosos, solitários. Outros, ainda, são valentes, destemidos, trabalhadores e amados por todos.

Ou seja, estes heróis possuem qualidades e defeitos como toda e qualquer criança.Vivenciam problemas semelhantes, lutam pelas mesmas coisas, enfrentam medos idênticos, passam pelas mesmas angústias e possuem as mesmas esperanças. Como tal, permitem que as crianças se projetem nelas e as escolham como guias. 

A humanidade desses heróis ensina-as que é preciso lutar, esforçar-se e fazer escolhas para conseguirem aquilo que desejam. Também ensinam que, em toda essa luta, é preciso trilhar o bom caminho, ter ética, ser respeitador, não sobrevalorizar ou menosprezar  as características dos semelhantes, mas compreendê-los e aceitá-los como são. E desta forma, ensinam a todas as crianças os valores morais mais importantes, como a bondade, a honestidade e o respeito pelos outros.

Ensinam também que, para que as grandes conquistas ocorram é preciso ter um objetivo e ser perseverante em relação ao mesmo, pois nem tudo pode acontecer do jeito, no tempo e da forma como a criança quer. Ensinam que muitas vezes é preciso ceder em alguns aspetos, retroceder noutros, procurar novos caminhos e, para isso, não podem perder a autoconfiança e a coragem. E, se nada der certo em dado momento, devem recomeçar tudo novamente, sem esmorecer...
E eu continuo a ser uma apaixonada por contos infantis!

Fonte:
BETTELHEIM, Bruno. "A Psicanálise dos Contos de Fadas". R.Janeiro, Ed Paz e Terra, 1980.

Sugestão:
http://butterfliesehurricanes.blogspot.pt/2012/01/nao-sofro-de-sindrome-de-peter-pan-mas.html

Uma criança pode ensinar...

Uma criança pode ensinar três coisas a um adulto:
a ficar contente sem motivo,
a estar sempre ocupado com alguma coisa,
e a saber exigir - com toda a força - aquilo que deseja!...
-- Paulo Coelho
Foto: um dos meus 3 amores!
..."aquela" que não me deixa esquecer estas três lições :)

Prepara o teu filho para a vida, o último livro de Javier Urra


Uma criança, desde tenra idade, tem que saber que o mundo não gira à sua volta, que a frustração é uma realidade. A vida tem muito para nos oferecer, mas a vida não é justa. Devemos transmitir que nem sempre vamos conseguir dos outros o que queremos, e que a nossa própria imagem também não é interpretada pelos outros como nós queremos. Os adolescentes de hoje passam muito tempo nas redes sociais e na internet relacionando-se com os amigos virtualmente… Acredito que não existe nenhum inconveniente em utilizar as novas tecnologias para comunicar, desde que a utilização não seja exagerada e de que não se perca o contacto com o exterior… 
No futuro temos que ter muita criatividade, muita capacidade de adaptação e muito pensamento alternativo. Há também que encarar o futuro relativizando e recorrendo ao sentido de humor. Por outro lado, é muito importante a capacidade de respeitar o outro, há que ter a consciência que eu sou eu e tu és tu. -- Javier Urra


" (...) Este livro significa uma convocatória endereçada a todos aqueles que, afetiva ou profissionalmente, serão envolvidos nestes problemas e se confrontam diariamente com as dúvidas e angústias decorrentes do trajeto de crescimento das crianças e das metamorfoses de vida que as transformam em adolescentes, em jovens e em adultos." In Prefácio

Mentem porque são INTELIGENTES?

Sabia que a capacidade de uma criança contar mentiras pode ser um sinal de inteligência? Foi realizado um estudo no Instituto de Estudos da Criança, da Universidade de Toronto, no Canadá, que envolveu 1200 crianças e jovens, com idades entre os 2 e os 17 anos. Os cientistas responsáveis pela investigação dizem que os complexos processos mentais envolvidos na formulação de uma mentira podem apresentar-se como um indicador de que a criança já atingiu um “importante estado/nível” no seu desenvolvimento cognitivo. Kang Lee, diretor do Instituto, diz que os pais não devem ficar preocupados quando os filhos mentem, dado que “é um sinal de que têm melhor desenvolvimento cognitivo, já que mentem porque são capazes de esconder a pista”. Além disto, este fator não implica desonestidade na vida adulta.

Sobre o tema vale a pena ler: "A verdade da mentira (escrito sobre a mentira em crianças até à pré-adolescência)"


E se as crianças não aprenderem a tolerar as frsutrações?...

(...) Se as crianças não aprendem a tolerar as frustrações, nunca hão de ser engenhosas e nunca hão de aprender com as dificuldades. A dor dói, magoa, mas é uma oportunidade de crescimento e não há dores que venham por bem. As dores são as grandes oportunidades para nos interpelarmos e para nos transformarmos (...) -- Eduardo Sá

Make your influence positive!

A criança/indivíduo é um ser bio-psico-social. Portanto, a nossa personalidade tem uma base biológica, mas, ao longo do nosso desenvolvimento, vamos moldando-a em função do meio (e os primeiros anos de vida são fundamentais) … Como já referi numa publicação anterior, as crianças “não são o melhor do mundo”, mas O MELHOR (ou o pior) de nós mesmos… Children see, children do.

MAKE YOUR INFLUENCE POSITIVE!

Filho único. O risco de criar um pequeno ditador existe

Caprichosos, mimados, egocêntricos. A lista de adjetivos é interminável quando falamos de filhos únicos.
MAS SERÃO ESSAS CACTERÍSTICAS COMUNS A TODAS AS CRIANÇAS QUE CRESCEM SEM IRMÃOS?
Num século em que a maioria dos casais opta por ter apenas um filho, os especialistas sublinham a importância dos limites, regras e afetos na educação. Ao contrário do que se possa pensar, um filho único pode representar um desafio maior do que gerir uma família numerosa. O risco de criar um pequeno ditador existe, mas é contornável com bom senso e imposição de limites. Estejam atentos: transformar o vosso(a) filho(a) numa criança responsável, sociável e com autoestima elevada só depende de vocês.
Não existem “famílias ideais” ou um número ideal de filhos por casal. Um filho único não tem necessariamente que ser um pequeno ditador, impertinente e intolerante. Tudo depende da educação e da relação que se estabelece entre pais e filhos: as pessoas são bastante complexas e, nessa medida, uma característica da história pessoal não dita o futuro.
Há especialistas que têm uma visão mais radical. Na opinião destes, é frequente que os filhos únicos sejam arrogantes e com sentimentos de grandeza. Defendem que (os filhos únicos) têm mais dificuldade em temperar o seu egoísmo natural. Paralelamente, os filhos únicos podem também ser crianças demasiado tímidas e introvertidas, por não terem passado por um processo de socialização que a existência de irmãos permite.
Para contrariar esta tendência, e para que a criança se sinta bem consigo própria, é fundamental que os pais sejam dialogantes e envolventes. Assim, tentem proporcionar ao vosso(a) filho(a) um ambiente rico em estímulos e sentimentos positivos. Transmitam-lhes valores e regras que o(a) ajudem a crescer de forma equilibrada, responsável e aberta ao mundo e, sobretudo, não cometam os exageros comuns da superproteção. Imponham limites, mas concedam também alguma liberdade: tropeçar, cair, errar e voltar a erguer-se são contrariedades que fazem parte do crescimento.
VANTAGEM DE SE SER FILHO ÚNICO: maior atenção e tempo recebidos por parte dos pais.
DESVANTAGEM: isolamento em que a criança pode viver, caso os pais tenham vidas muito ocupadas. Ela terá de brincar e passar muito tempo sozinha, podendo desenvolver sentimentos de desamparo e abandono.
A criança que tem irmãos vive desde cedo a experiência do ciúme e da partilha, uma vez que tem um “rival” face ao amor dos pais, enquanto o filho único concentra em si toda a atenção de ambos, para o bem e para o mal.
Assim, a forma como um filho é desejado e criado não depende da quantidade ou inexistência de irmãos, mas da educação e relação que se estabelece com ele.

Queres namorar comigo?




Quem é que esquece o primeiro amor? A sensação do coração a pular, o ritmo cardíaco a disparar, as mãos suadas a segurar o caderno da escola, as maças do rosto coradas? E o primeiro beijo? E aquele bilhete deixado no livro emprestado à espera de uma resposta que não fosse "vou pensar"? São estes os primeiros passos do namoro, das primeiras paixões. E cada vez mais são cenários reais em crianças de nove anos, ou menos. Deixaram de ser sintomas de adolescentes. Os especialistas têm dispensado diversos estudos sobre o tema e afirmam que as crianças se apaixonam cada vez mais cedo. Entre os 9 e os 12 anos as hormonas já vão causando esse turbilhão de sentimentos.

EMOÇÕES


As emoções são um GPS fantástico…


Acho que somos todos mal-educados. Todos tivemos uma educação judaico-cristã, uma educação positivista que, em muitos aspetos foi importante, mas que criou um vício de forma muito cartesiano que nos leva a imaginar que, quanto mais racionais, melhores pessoas. Fomos todos mal-educados para as emoções. Ainda continuamos a achar que ter raiva é uma coisa feia, como se a raiva não fosse o melhor ansiolítico do mundo. Quem assume que tem ódio de vez em quando? E o ódio só acontece quando alguém que nos ama nos magoa muito. As emoções são um GPS fantástico que temos na nossa vida e nós somos educados para reprimir as emoções. Quando reprimimos as emoções, além dos efeitos neurológicos que isto provoca, vai introduzir uma coisa que é pior: à medida que não transformamos as emoções em palavras, passamos a ficar partidos ao meio. Sentimos tudo, somos tremendamente intuitivos, mas depois deixamos de aprender a falar. Quanto menos somos educados para as emoções, menos educados nos tornamos para as palavras e mais começamos a adoecer.” – Eduardo Sá