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CRIATIVIDADE

© Fotografia| Butterflies & Hurricanes - Liliana Fernandes

Presépio feito com garrafas e copos de plástico @ Vila Nova de Cerveira


Curiosidade...

Descobriu-se que os sistemas cerebrais envolvidos na divagação mental estão ativos precisamente antes de as pessoas chegarem a uma intuição criativa - e estão invulgarmente ativos nas pessoas com distúrbio de atenção. Os adultos com distúrbio de défice de atenção, por comparação com os que não o têm, mostram também níveis mais elevados de pensamento criativo original e mais realizações criativas concretas.

Os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças dizem que 10 por cento das crianças ssofrem desse distúrbio, misturado com hiperatividade. Nos adultos, a hiperatividade atenua-se, permanecendo o distúrbio; cerca de quatro por cento dos adultos parecem ter esse problema. Quando colocados perante o desafio de uma tarefa criativa, por exemplo, como encontrar novos usos para uma garrafa de plástico, os indivíduos com distúrbio do défice de atenção saem-se melhor, apesar de se dispersarem - ou talvez por causa disso mesmo.

Todos nós podemos aprender algo com isto. Numa experiência em que os voluntários eram desafiados com uma tarefa de novos usos, aqueles cujas mentes tinham divagado - quando comparados com aqueles cuja atenção tinha estado completamente focada - apresentaram quarenta por cento mais respostas originais. E quando pessoas que tinham executado produções criativas como um romance, uma patente ou um espetáculo foram testadas para ver se conseguiam afasyar informação irrelevante para se focarem numa tarefa, as suas mentes divagavam mais frequentemente do que as dos outros - indicativo de uma consciência aberta que lhes poderá ter servido para o seu trabalho criativo.

Nos nossos momentos criativos menos frenéticos, mesmo antes de uma intuição dessas, o cérebro, em geral está assente num foco descontraído e aberto, o que é indicador de um estado de devaneio acordado. Uma vez que o cérebro armazena diferentes tipos de informação numa rede de circuitos de longo alcance, uma consciência livremente errante eleva as hipóteses de combinações originais...

O acaso, conforme disse Louis Pasteur, favorece uma mente preparada. O sonhar acordado gera a descoberta criativa.

Criatividade


Não são os momentos mais depressivos que me inspiram. Mas também não são os mais felizes. Acho que as pessoas são mais criativas quando se 
encontram um pouco desestabilizadas.
Jean Paul Gaultier

Criatividade… [2]


Terá a criatividade  uma base biológica?

Os cérebros das pessoas criativas parecem estar mais recetivos aos estímulos provenientes do meio ambiente circundante, enquanto os cérebros das outras pessoas parecem fechar-se a essa mesma informação. Estas últimas têm a capacidade de ignorar os estímulos considerados irrelevantes (processo a que nós psicólogos designamos de “inibição latente”). Assim, Jordan Peterson (University of Toronto), Shelley Carson (Harvard University) e Daniel Higgins (Harvard University) consideram ter identificado uma das bases biológicas da criatividade.

As pessoas criativas possuem níveis mais baixos de inibição latente, o que implica um trabalho contínuo de recolha da informação adicional, proveniente do exterior, com que são constantemente bombardeados. Em oposição, as pessoas pouco criativas classificam um objeto e posteriormente esquecem-no, mesmo que este seja mais complexo e interessante que aquilo que elas pensam.

Uma das questões que ocupam há mais tempo os cientistas é a relação entre loucura e criatividade. Ao que parece, os baixos níveis de inibição latente e a flexibilidade de pensamento excecional podem predispor para a doença em determinadas condições e para a criatividade noutras. Por exemplo:  nas etapas iniciais de doenças como a esquizofrenia, muitas vezes acompanhadas por sentimentos de profundo insight, conhecimento místico e experiências religiosas, ocorrem alterações químicas que fazem desaparecer a inibição latente.

Criatividade... [1]

As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, criam-nas.
Bernard Shaw (filósofo)

criatividade pode ter várias definições dependendo do ponto de vista com que é questionada. Sob o ponto de vista humano, a criatividade é uma qualidade adquirida e iniciada na infância. É Durante essa fase que o potencial criativo é ou não ativado. Esse, que é a capacidade de produzir e transformar o ambiente segundo as necessidades, desenvolve-se graças aos estímulos e elogios que a criança recebe dos outros.

É uma qualidade adquirida por pessoas curiosas que procuram inspiração em informações e têm a sensibilidade de percebê-las de forma diferente. Características das pessoas criativas? Em regra, são muito curiosas, são persistentes, são bem humoradas, são independentes nos seus atos e responsáveis pelos mesmos, possuem rápida desenvoltura em atividades, fácil perceção, habilidade na aprendizagem e são, também, visionárias.

... mas a criatividade  é uma qualidade que pode também desenvolver-se após a infância...
Para isso deve-se adquirir hábitos como dormir no mínimo oito horas, anotar ideias que surgem no decorrer do dia para executá-las, caminhar ao ar livre, evitar locais que enfraquecem o cérebro com barulhos e excessos, traçar objetivos, utilizar o tempo ocioso a favor da criatividade, fazer sempre anotações, ser curioso em todos os aspetos.
Como dizia Thomas Edison “as minhas invenções são fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração”.