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Que enorme desafio este de crescer!!...

Disseste-me que gostarias de te chamar Beatriz. Porquê? Não sei. Talvez porque sim… Não temos de ter justificações para tudo, não é verdade?!
Então (Beatriz), porque és uma adolescente linda, e como falar contigo é sempre um prazer... escrevi este texto a pensar em ti, "a partir ti” e para ti…

Os pais dão-nos apoio e afeto…mas às vezes, em certas alturas, ou a partir de certa altura, é mesmo preciso mais…é tão bom que gostem de nós pelo que nós somos, como “pessoas” (e não “apenas” como filhos), é tão bom quando discutimos veemente as nossas ideias uns com os outros, é tão bom quando levamos aquela camisola tão gira e sentimos que olham para nós, é tão bom quando nos derretemos no primeiro beijo (numa altura em que estávamos quase a achar que só os outros andariam aos beijinhos).
Os pais “tomam conta” e preocupam-se, mas não entendem que os nossos amigos não são “contra” eles…são “outra coisa”. Quando os pais se alarmam e começam a impor as regras não partilhadas, mais ditadas pelo receio do que pelo bom senso…tantas vezes aos gritos ou em tom de ameaça…então começam o “braço de ferro”, as discussões, a mentira e o afastamento…

Os adolescentes precisam de pais que os inquiram sobre o seu sentido da vida e do crescimento, que os ouçam sobre os seus desafios e receios. Precisam de pais que vão acompanhando e monitorizando, para que os riscos, com que inevitavelmente vão ser confrontados ao crescer, tenham o mínimo de repercussões negativas possível. Precisam ainda de pais que não temam e ousem definir regras simples mas firmes e tranquilas de gestão da vida lá em casa. Precisam de expressar eles também as suas necessidades.
As palavras-chave são: NEGOCIAÇÃO, CAPACIDADE, AUTONOMIA E RESPONSABILIZAÇÃO em vez de controlo, força ou poder ou, por outro lado, demissão e permissividade.

Prepara o teu filho para a vida, o último livro de Javier Urra


Uma criança, desde tenra idade, tem que saber que o mundo não gira à sua volta, que a frustração é uma realidade. A vida tem muito para nos oferecer, mas a vida não é justa. Devemos transmitir que nem sempre vamos conseguir dos outros o que queremos, e que a nossa própria imagem também não é interpretada pelos outros como nós queremos. Os adolescentes de hoje passam muito tempo nas redes sociais e na internet relacionando-se com os amigos virtualmente… Acredito que não existe nenhum inconveniente em utilizar as novas tecnologias para comunicar, desde que a utilização não seja exagerada e de que não se perca o contacto com o exterior… 
No futuro temos que ter muita criatividade, muita capacidade de adaptação e muito pensamento alternativo. Há também que encarar o futuro relativizando e recorrendo ao sentido de humor. Por outro lado, é muito importante a capacidade de respeitar o outro, há que ter a consciência que eu sou eu e tu és tu. -- Javier Urra


" (...) Este livro significa uma convocatória endereçada a todos aqueles que, afetiva ou profissionalmente, serão envolvidos nestes problemas e se confrontam diariamente com as dúvidas e angústias decorrentes do trajeto de crescimento das crianças e das metamorfoses de vida que as transformam em adolescentes, em jovens e em adultos." In Prefácio

RISOTERAPIA. ” O riso é uma opinião”- Eça de Queiroz


A terapia do riso ou a risoterapia é um método terapêutico existente desde a década de 60, do século passado. Foi propagado pelo médico americano Hunter Adams, conhecido como "Patch Adams", que desde a sua época de estudante já implantava este método em hospitais e escolas. Ele observou os baixos níveis de alegria e de humor dos seus doentes. Então, resolveu introduzir a terapia do riso, um descondicionamento de atitudes e hábitos nocivos enraizados na poersonalidade dos pacientes.
Quem viu o filme Patch Adams conhece bem a história. Era comum vê-lo, por exemplo, a atender os seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço!

Para Patch, o humor é o melhor remédio. Na sua opinião o objetivo do médico não é curar e sim cuidar. Cuidar com muito amor, tocando nos doentes, olhando nos seus olhos, SORRINDO e fazendo sorrir...
VIDEO: Filme Patch Adams
(não há dúvidas de que na atitude do médico estão presentes as habilidades/competências inerentes à inteligência emociaonal)


Eduardo Lambert, autor do livro Terapia do Riso – A Cura pela Alegria, encara o riso como uma terapia complementar que auxilia na melhoria do estado emocional e orgânico das pessoas, em pacientes com os mais diversos tipos de doenças.

Cientificamente, Eduardo considera o riso como um grande estimulador. As substâncias produzidas nos momentos de bom humor, e consequentemente de riso, (as betas endorfinas) são analgésicas, similares às morfinas, mas com “potência” cem vezes maior.

O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma boa gargalhada - e quanto mais intensa melhor - cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional.

Eduardo Lambert reforça que um simples sorriso, uma graça, situações cómicas, bons pensamentos, bons sentimentos, boas lembranças, pensamentos positivos, palavras de apoio e incentivo são fatores importantes à síntese das endorfinas.

Rir é mesmo o melhor remédio. Aumenta a autoestima, afugenta a depressão, alivia as insónias e as doenças psicossomáticas.


DICA: procurem informação em: "Clube do Riso".
 http://yogadoriso.blogspot.com/

E riam, mas riam muito!!!

EMOÇÕES


As emoções são um GPS fantástico…


Acho que somos todos mal-educados. Todos tivemos uma educação judaico-cristã, uma educação positivista que, em muitos aspetos foi importante, mas que criou um vício de forma muito cartesiano que nos leva a imaginar que, quanto mais racionais, melhores pessoas. Fomos todos mal-educados para as emoções. Ainda continuamos a achar que ter raiva é uma coisa feia, como se a raiva não fosse o melhor ansiolítico do mundo. Quem assume que tem ódio de vez em quando? E o ódio só acontece quando alguém que nos ama nos magoa muito. As emoções são um GPS fantástico que temos na nossa vida e nós somos educados para reprimir as emoções. Quando reprimimos as emoções, além dos efeitos neurológicos que isto provoca, vai introduzir uma coisa que é pior: à medida que não transformamos as emoções em palavras, passamos a ficar partidos ao meio. Sentimos tudo, somos tremendamente intuitivos, mas depois deixamos de aprender a falar. Quanto menos somos educados para as emoções, menos educados nos tornamos para as palavras e mais começamos a adoecer.” – Eduardo Sá