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Frase do dia: "We will be victorious"

Se é verdade que "os tempos de hoje são lixívia, descolorindo os encantos", também é verdade que temos de contrariar a realidade (pelo menos tentar). A passividade estagna-nos. O silêncio apaga-nos.


...It's time the fat cats had a heart attack...
We have to unify and watch our flag ascend
They will not force us
They will stop degrading us
They will not enslave us
We will be victorious...

Muse  - Uprising

"Cada povo tem direito à sua música e ao silêncio. Tem direito a dicidir de que modo quer interromper o silêncio. Direito a escolher que sons quer: que palavra e que nota musical. Mas, repara: não há silêncios populares. Como isso assusta." -- Gonçalo Tavares

Há dias assim...

" - Dói-te alguma coisa?
  - Dói-me a vida.
  - E o que fazes quando te assaltam essas dores?
  - O que melhor sei fazer...
  - E o que é?
  - É sonhar." 


E é tão bom sonhar ao som dos Sigur Rós. A sua música proporciona-me sensações ímpares, remete-me para o onírico, para um mundo mágico... 

O amor é # 3


O amor é o resgate da alma,
de dois corpos sincronizados,
melodicamente envolvidos,
em ritmo perfeito,
numa dança genuína e sensual,
… que enfeitiça, que dá vida.

O amor é o resgate da alma,
de dois corpos que se necessitam.
E que na cumplicidade da entrega:
se fundem,
se libertam…Renascem!

O amor é o resgate da alma,
(mesmo) quando tudo parece mergulhado
no caos...


(Palavras inspiradas na beleza e intensidade do vídeo do tema Valtari, dos Sigur Rós. Talvez dos mais belos a que já assisti.)
Deixo-vos o convite: assistam!

Som da noite

Tema fabuloso. Lindo! 
(Quando for grande quero escrever letras assim!!)
Video filmado num local do qual sou fã: Pensão Amor@Lisboa

Frase do Dia: "You are my sister, And I love you..."

Enquanto vinha para o trabalho, ouvi na rádio que hoje se celebrava o dia dos irmãos. A minha companhia de viagem perguntou (em tom de dúvida): "É hoje?!". Como às 7h da manhã não consigo ter longas conversações (e as respostas são um pouco "atravessadas"), respondi: "Talvez sim, talvez não. Ou, simplesmente, pode ser como o Natal: sempre que uma pessoa quiser!". A minha interlocutora: "Ok. Tens razão (e sorriu). Mas já agora, feliz dia mana Li!"...

Resposta (após duas horas!)

... Feliz Dia Manas!
Foto: Butterflies & Hurricanes
Tina, Li & Sá
@ Azeitão
Quando crianças,
sentíamos a cumplicidade no olhar.
Desses tempos... Muitas recordações. Belas Recordações!
Das brincadeiras.
Das traquinices.
Das zangas.
Das birras.
Das horas das refeições.
Das obrigações.
Das fantasias próprias da idade.
Das conversas até horas tardias…
Conhecidas pelas três "cuquinhas", muito educadinhas!!...
Fomos crescendo.
Junto, o peso da responsabilidade…
A separação,
Outros quereres.
Muitos Sonhos concretizados, outros perdidos na memória…
E o amor que sinto por vocês? Ah manas… esse não se perdeu, cresceu. É eterno.
Gosto-vos.

SOM DO DIA: Antony and the Johnsons - You are my sister (and I love you...)

Este será sempre o meu hino para as manas!

FRASE DO DIA: “Sou um sujeito, procuro um verbo e um bom complemento direto. Quero frases afirmativas e não viver em voz passiva.”

Deixa-me ser e
eu deixo-te ficar.
Simples.
E assim... uma eternidade contigo soa-me a pouco!


SOM DO DIA: "Concordância" Esta letra é de génio!!

Eu sou um pronome
Um pronome pessoal
Sou a primeira pessoa
Do sujeito singular
Ele é um pronome
Igualmente pessoal
E quer que eu me junte a ele
Numa relação plural

Mas onde está o meu substantivo?
E que verbos posso ambicionar?
Chamem-me nomes, maus adjetivos
Se é p'ra pior eu não vou mudar (…)

Mas eu não sou artigo indefinido
Nem um coletivo, nem um numeral
Eu tenho nome e p'ra mim exijo
Mais concordância gramatical

Sou um sujeito
Procuro um verbo
E um bom complemento direto
Quero frases afirmativas
E não viver em voz passiva

Somos sujeitos
Queremos verbos
Bons complementos diretos
Queremos frases afirmativas
E emoções superlativas (…)

Eu sou um pronome
Um pronome pessoal
Sou a primeira pessoa
Do sujeito singular
Ele é um pronome
Igualmente pessoal
E quer que eu me junte a ele
Numa relação plural

Brothers & Sisters - Part 1


“Sibling relationships …  flourish in a thousand incarnations of closeness and distance, warmth, loyalty and distrust.”  - Erica E. Goode, The Secret World of Siblings





De cima para baixo, da esquerda para a direita: Afghanistan, Bhutan, Cambodia, India, India, Tibet, Uzbekistan, 


Fotos: Steve Mccurry's
Fonte: http://stevemccurry.wordpress.com/
***

Nas últimas semanas não tenho tido muito tempo para me dedicar à escrita. Contudo, tenho andado a reunir informação sobre a importância da ordem de nascimento. Será este, portanto, o tema do próximo artigo, onde procurarei responder à questão: “Como é que a ordem de nascimento nos pode ajudar a compreender as crianças e a sermos mais eficazes com elas?”
Sim, sempre sofri da síndrome da irmã do meio!!

Ao conversar sobre o assunto com uma amiga, surgiu uma ideia que me parece muito engraçada: reunir registos fotográficos de irmãos/irmãs (juntos) em crianças (recentes e menos recentes!!).
Já lancei o desafio a alguns amigos - e já me fizeram chegar algumas fotografias magníficas! Agora, generalizo o convite a todos… Querem colaborar? Será uma espécie de "Ode aos Irmãos"!

Caso queiram participar, é só enviar a(s) fotografia(s) para o e-mail: lilasfer@hotmail.com e informarem como querem que seja feita a identificação.

Eu já escolhi uma foto das "Manas Fernandes"! 
Ah! E esta música é para a Tina e para a Sá

Antony and the Johnsons-You Are My Sister

Música evoca emoções positivas

A música pode evocar emoções positivas, que por sua vez podem reduzir os níveis de stress, dá conta um estudo da University of Gothenburg.

Assim, de acordo com a autora do estudo, Marie Helsing, ouvir música todos os dias, pode ser uma forma simples e eficaz de melhorar o bem-estar e a saúde.
Este estudo contou com a participação de 42 indivíduos, metade dos quais ouviam, de acordo com as suas preferências, 30 minutos de música por dia, enquanto que a outra metade foi submetida a um ambiente relaxante durante o mesmo período de tempo.

Os resultados do estudo mostraram que as emoções positivas foram sentidas mais frequentemente e mais intensamente nos indivíduos que ouviam música. Os participantes deste grupo também sentiram menos stress e apresentaram níveis baixos da hormona do stress, o cortisol. Quanto mais os participantes gostavam das músicas que ouviam, menos stress sentiam.

Contudo, Marie Helsing salienta que “quando se estuda as respostas emocionais à música, é importante relembrar que nem todas as pessoas respondem da mesma forma ao mesmo trecho de música e que a mesma pessoa pode responder de um modo diferente ao mesmo trecho em ocasiões diferentes, dependendo dos fatores individuais e das circunstâncias”.
A investigadora revela ainda que “para obter estes efeitos benéficos da música, tem que se ouvir música que se gosta”.

FONTE: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Ainda sobre as emoções evocadas pela música, António Damásio, neurocientista português, escreve em "Ao encontro de Espinosa", p.138: "Pensemos na facilidade com que escutar Bach ou Mozart, Shubert ou Mahler, nos conduz a uma experiência espiritual."
A magnífica composição: Concierto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo, produz em mim esse efeito...

2.º Movimento do "Concierto de Aranjuez" - Adagio, com performance de Paco de Lucía.

Unintented





"Aqui e ali" oiço a frase: "Se se pudesse escolher, mas não se escolhe quem se ama".... E porque se haveria de escolher?
Afinal, em todas as nossas escolhas existe sempre um potencial de engano, de erro. Porque haveria de ser diferente na escolha do amor?
Deixemo-nos de "coisas" (!!). O erro faz parte. Passamos a vida a dizer que errar é aprender, mas no amor deveríamos acertar à primeira... e porquê?!

You Know I'm No Good ♥


Ontem foi dia de rever, na RTP2, "Quando Amy Veio a Dingle"
Este é um filme sobre Amy Winehouse, não é um filme triste e lamechas sobre a tragédia que aconteceu, é um filme sobre a Amy que conhecíamos. Era inteligente, atrevida, generosa, era hilariante e todos conhecemos a sua voz, é um filme sobre essa Amy. Essa Amy de quem eu era (sou) fã.

***

Mas... já agora, quando falo sobre a sua morte prematura, faço sempre dois apontamentos (que podem ser generalizados para outras situações):

  1. Não foi apenas a droga que matou Amy Winehouse. A droga costuma ser apenas a superfície visível do fenómeno, é a topografia da resposta a um estilo de vida autodestrutivo. O vício chegou a um ponto que se justificava por si mesmo: ela já usava substâncias porque precisava, patologicamente, de as usar. Mas por quê? 
  2. Amy vivia cercada por um cortejo de aduladores e aproveitadores do showbiz. Para entender o que causou a sua morte não devemos apenas analisar a química das drogas que ela usou, mas que contingências a levaram a, num histórico de longa data, agir como agiu rumo à morte... Até que ponto não havia todo um meio de pessoas em seu redor que faziam uso de sua imagem de "artista genial e drogada" para criar uma marca, um carisma doentio na cantora, e até incentivavam os seus vícios com esse fim.

Imagine

A dream you dream alone is only a dream, a dream you dream together is a reality. 
John Lennon


A ideia do projeto, Playing for Change, formado por músicos vindos dos 4 cantos do mundo, surgiu da crença de que a música tem o poder de atravessar fronteiras e superar a distância entre as pessoas. Sejam as diferenças geográficas, políticas, económicas, espirituais ou ideológicas, a música tem o poder universal de transcender e unir a todos como um só povo. 
Sou fã do projeto, dos talentos, da ideia... Vejam o vídeo e entendam porquê!

"You Electrify My Life"



Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
 Friedrich Nietzsche


Porque há dias assim...com SAUDADES.

Durante muito tempo pensei que ausência era falta.
Mas depois que partiste percebi que não existe falta na ausência...
Sim, estás ausente... e continuas a caminhar comigo.


Um dia tive um sonho. Sonhei que estava a andar na areia e passavam cenas da minha vida (…) e para trás ficavam sempre dois pares de pegadas (…) Sim, um meu e outro teu.
Reparei que nos momentos em que mais precisava (de partilhar, de carinho, de ti …) apenas existia um par de pegadas na areia.
Foi nessa altura que entristeci e perguntei: Porque me abandonaste?
E tu respondeste: A mãe ama-te, jamais te deixaria nas horas das tuas alegrias, da tua prova e sofrimento. Quando viste apenas um par de pegadas na areia, foi exatamente no momento em que te peguei ao colo e te carreguei.


Distúrbios alimentares. Padrão de Beleza, a quanto obrigas?...

A escravização a que as pessoas das sociedades “civilizadas” se submetem, para enquadrarem determinados padrões de beleza, tem sido um dos fatores socioculturais associados ao incremento da incidência de alguns dos chamados transtornos dismórficos, sejam corporais (anorexia, bulimia) ou musculares (vigorexia) ou obedecendo a dietas naturalistas (ortorexia).
Quando a preocupação com o corpo passa a uma obsessão geradora de sentimentos de insegurança, de introversão, de timidez, o corpo e a mente passam a ser “vítimas” de doenças de foro emocional. Podem ser acompanhadas de ansiedade, depressão, fobias, atitudes e comportamentos impulsivos e repetitivos e que conduzem ao já denominado Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), historicamente conhecido como Dismorfofobia ou medo da fealdade.
DEFEITO IMAGINÁRIO
A DSM-IV (Classificação Americana de Doenças Mentais) diz que a caraterística essencial do Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é uma preocupação com um defeito na aparência, sendo este defeito imaginado ou, se houver uma ligeira anomalia de facto, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva e desproporcional. Esta preocupação deve causar sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social e/ou ocupacional, ou em outras áreas importantes da vida da pessoa.

ANOREXIA, VIGOREXIA E ORTOREXIA

A Anorexia Nervosa* é um transtorno alimentar caraterizado por limitação da ingestão de alimentos, devido à obsessão de magreza e o medo mórbido de ganhar peso. E este medo, geralmente, não é aliviado pela perda de peso. Na verdade, a preocupação com o ganho ponderal, frequentemente, aumenta à medida que o peso real diminui.
A autoestima dos pacientes com anorexia nervosa depende, obsessivamente, da sua forma e peso corporais. A perda de peso é vista como uma conquista notável e como um sinal de extraordinária disciplina pessoal, ao passo que o aumento de peso é percebido como um inaceitável fracasso do autocontrolo.
Escolhem a comida e o corpo representantes de um afeto que na verdade nada tem a ver com a alimentação no seu sentido mais concreto.
A Vigorexia (ou Complexo de Adónis) ainda não tem critérios definidos claramente pela CID.10 (Classificação Europeia das Doenças Mentais) e pela DSM-IV, mas algumas caraterísticas de personalidade começam a ser evidentes: baixa autoestima; dificuldades de integração social; introversão; rejeitar ou aceitar com sofrimento a própria imagem corporal; obsessão em tornarem-se musculosos; o sintoma central parece ser uma distorção na perceção do próprio corpo.
O culturismo é um desporto que se associa com este tipo de desordem, no entanto, não significa que todos os praticantes da modalidade tenham Vigorexia.
Emocionalmente, a Vigorexia pode ter como consequência um quadro de Perturbação Obsessiva-Compulsiva (POC), fazendo com que o próprio se sinta fracassado e abandone as suas atividades sociais, laborais, com o propósito de treinar e exercitar-se se pausa.
Estas duas doenças, Anorexia e Vigorexia, promovem a distorção da imagem que as pessoas têm de si mesmas: os anoréticos nunca se acham suficientemente magros, os vigoréticos nunca se acham suficientemente musculosos. Ambas podem ser, também consideradas, “patologias do narcisismo”, deficiência de amor próprio na saúde patológica.
A Ortorexia é um quadro onde a pessoa se preocupa muito com os os hábitos alimentares e dedica bastante tempo a planear, comprar e preparar e fazer refeições, ou seja, o exagero das dietas naturalistas, uma espécie de obsessão dietética.

CORPO IDEAL VS. CORPO REAL
O habitual, desejável para o ser humano em equilíbrio, é estar moderadamente preocupado com o seu corpo sem que esta preocupação se converta numa obsessão.
É olhar-se e sentir-se bem, é cuidá-lo.
O ideal, desejável e sadio não é o padrão imposto pelas revistas de beleza e pelos modelos publicitários, mas sim estar satisfeito consigo mesmo e saber aceitar-se como se é. A aceitação do corpo é a aceitação de quem somos, do todo que somos. É aceitar o local onde habitamos.

Referência Bibliográfica
Fonseca, A.F. (1985). "Psiquiatria e Psicopatologia", II Vol. Lisboa: Edições Calouste Gulbenkian.
 * Estou a escrever texto sobre a Anorexia Nervosa e Bulimia, em breve partilho com vocês.

MUSE - Muscle Museum

Histeria



"It's bugging me
Grating me
And twisting me around..."



Histeria é um tipo de neurose que se caracteriza, predominantemente, pela transformação da ansiedade subjacente para um estado físico. A palavra vem do termo grego “hystéra”, que significa útero. A própria palavra sugere o caráter feminino da doença, já que era atribuída a uma disfunção uterina.

As pessoas que sofrem de histeria apresentam uma situação de pânico intensa, traduzida sobre a forma de sintomas físicos, como por exemplo, paralisia, cegueira, surdez, etc., perdendo assim o autocontrole.
Sigmund Freud (1856-1939) estudou os mecanismos psíquicos da histeria, e concluiu que os distúrbios poderiam abranger os sentidos da visão, audição, paladar e olfato e variar desde simples sensações até a anestesia total e intensas dores agudas.

A maioria dos sintomas da histeria apresenta-se de forma combinada com outros tipos de distúrbios neuróticos. Quem sofre de histeria geralmente possui problemas em manter um relacionamento, seja de que natureza for.
O doente deve fazer psicoterapia cognitiva comportamental, acompanhada por tratamento farmacológico. A psicoterapia possibilita que a pessoa entenda os seus próprios sentimentos e simbologias, além de aprender a lidar com eles coordenadamente.


Freud e Breuer falam sobre a Histeria na sua Comunicação Preliminar (1893) e, posteriormente, nos seus Estudos Sobre a Histeria (1895)
"De maneira análoga, as nossas pesquisas revelam que a maioria dos sintomas histéricos são desencadeados por causas que só podem ser descritas como traumas psíquicos. Qualquer experiência que possa evocar afetos aflitivos tais como os de susto, angustia, vergonha ou dor física — pode atuar como um trauma dessa natureza; e o fato de isso acontecer de verdade depende, naturalmente, da suscetibilidade da pessoa afetada (bem como de outra condição que será mencionada adiante). No caso da histeria comum não é rara a ocorrência, em vez de um trauma principal isolado, de vários traumas parciais que formam um grupo de causas "desencadeadoras". Essas causas só puderam exercer um efeito traumático por adição e constituem um conjunto por serem, em parte, componentes de uma mesma história de sofrimento. Existem outros casos em que uma circunstância aparentemente trivial se combina com o fato realmente atuante ou ocorre numa ocasião de peculiar suscetibilidade ao estímulo e, dessa forma, atinge a categoria de um trauma, que de outra forma não teria tido, mas que daí por diante persiste". (Std. Ed. VolII pág.41)

Para ouvir

Completamente rendida a NOISERV

O projecto musical Noiserv (David Santos) tem vindo a afirmar-se como um dos mais criativos e estimulantes, de entre os surgidos em Portugal na última década. O seu percurso tem sido marcado pela criação de peças musicais de um minimalismo capaz de atingir cada individuo na sua intimidade, relembrando-lhe vivências, momentos e memórias intrincadas entre a realidade e o sonho, e por concertos de elevadíssima intensidade, nos quais o público é suspenso a partir de uma teia sonora, criada por um vasto leque de instrumentos inusuais.

Uma Oficina Chamada NOISERV  - Diário de Notícias
Teclados, guitarras, xilofones, instrumento de sopro e percussão convivem com instrumentos tão improváveis como máquinas fotográficas, de escrever, relógios, brinquedos infantis... qualquer objeto, no projeto Noiserv, pode acabar como um instrumento. A composição musical obriga David Santos a explorar sons. muitos do quotidiano, em cima de linhas musicais repetidas.
As paredes da sala onde trabalha estão repletas de recordações de espetáculos passados e de ideias rabiscadas para projetos futuros. Um homem com formação em engenharia, muitos instrumentos e uma sala onde pensa construir muitas mais músicas.




"A day in the day of the days"... a banda-sonora para um dos nossos dias!


Para ouvir o álbum completo, clique em AQUI


Solidão

(...) Antes que o sol se vá
Como um gesto de agonia
Cairás nos olhos meus
Soledad

Indiazinha,
Indiazinha tão sentada
Na cinza do chão deserta
Que pensas, não pensas nada!
Soledad,
Soledad,
Que a vida é toda secreta.

Como estrela,
Como estrela nestas cinzas
Antes que o sol se vá
Nem depois não virá Deus
Soledad,
Soledad,
Nem depois não virá Deus (...)
-- Poema de Cecília Meireles



Pesquisadores da Universidade de Chicago concluem que a solidão é tão prejudicial à saúde, ao bem-estar físico e mental como a obesidade ou o vício de fumar.
A sensação de rejeição aumenta a pressão sanguínea, o nível de stresse e a probabilidade de desenvolver Alzheimer. Os solitários também têm dificuldade para dormir e uma diminuição de glóbulos brancos no sangue – o que prejudica o sistema imunológico. Consequentemente, causam perturbações psicológicas e isolamento social.
SUGESTÃO
Livro: Nagasáqui de Éric Faye, Gradiva Publicações.
Individualismo e solidão. Onde começa um e onde acaba o outro? Convivem de mãos dadas? Este romance fala disso mesmo. Relata a história de um homem que vive isolado numa casa silenciosa, perto dos estaleiros de Nagasáqui. Não gosta do canto das cigarras mas aprecia a ida, diariamente, à estação meteorológica da cidade. Conta escrupulosamente e regista os mantimentos que guarda no móvel da cozinha, até porque ele sabe que neste mundo os imprevistos, ainda que possam ser previstos, acontecem…

Todos temos o mesmo objetivo na vida: SER FELIZ.

Felicidade. Qual a sua definição? Quais as suas causas? Como atingi-la?

A felicidade não pode ser universalmente definida. Sendo relacionada à alegria e ao prazer, cada um tem a sua maneira própria de a atingir.
Pode-se ser feliz com a riqueza, a beleza, o conhecimento, o reconhecimento, as relações interpessoais...
Provocar e promover felicidade aos outros também pode surgir como fonte de felicidade individual. O nosso amor-próprio não pode ser separado do nosso desejo de ser amado, assim amar e ser amado, ou ajudar e ser ajudado, pode provocar sentimentos positivos, de bem-estar e, consequentemente, felicidade.

A realização da felicidade resulta da satisfação dos nossos sonhos e desejos, depende do sentimento de prazer e desprazer de cada um; e no mesmo indivíduo esse sentimento pode mudar com o tempo.

A felicidade pode resistir às adversidades da vida, só precisamos de sabedoria para avaliar as situações pela perspetiva mais positiva e construtiva.

Todos temos sonhos, projetos, ambições e desafios... a felicidade está no equilíbrio entre esses sonhos e a nossa capacidade em os atingir. Por exemplo, se a distância entre o que queremos e o que conseguimos for excessiva ficamos desiludidos, desanimados, ansiosos, irritados. Se a distância for muito reduzida, numa primeira fase ficamos calmos e tranquilos mas rapidamente ficamos entediados e limitados. Assim, para mim, a felicidade está em encontrar a distância certa entre o que se quer e o que se consegue.

Mas ... a felicidade é efémera, é um processo, é dinâmica, e não é um estado permanente ou um lugar onde se chega e não se faz mais nada.
Depende de nós passar a maior parte do tempo possível a usufruir, saborear e planear novas sensações de felicidade...

Como diria o imortal Tom Jobim: A felicidade é como uma gota de orvalho numa pétala de flor, brilha tranquila, depois de leve, oscila e cai, como uma lágrima de amor (…). A felicidade é como uma pluma que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve: precisa que haja vento sem parar. A minha felicidade está sonhando (…), e como esta noite, passando, passando, em busca da madrugada...
A tristeza não tem fim, a felicidade sim..."


Só para relembrar! A felicidade é algo pelo qual temos de lutar e procurar ... E nada é mais útil ao homem do que o próprio homem … pois na vida tudo pode acontecer, e sobretudo pode não acontecer absolutamente nada, tudo depende de nós enquanto realizadores (e atores!) do filme da nossa vida.

BAD BEHAVIOR

Depois de uma interessante conversa, não recomendada a pessoas mais sensíveis (!), sobre Serial Killers, fiquei com vontade de escrever algo sobre esta temática, ao mesmo tempo sinistra e fascinante. Fascinante? Sim, fascinante… Então como se justifica o sucesso de séries televisivas como: Dexter, Criminal Minds, e tantas outras do género?!...

[Die This Way by Daniel Licht & Jon Licht from the Dexter Soundtrack (Music from the Showtime Series)]


Vou tentar fornecer alguns elementos (sem serem inovadores) que ajudem a perceber a natureza da tortuosidade do ato e da mente que o pratica.
Este é, felizmente, um fenómeno que em Portugal é raro e bastante espaçado no tempo. Historiando, e antes de ir ao cerne da questão, recordo-vos alguns casos ocorridos no nosso país. 
Temos o que foi protagonizado por Diogo Alves, um espanhol residente em Lisboa, que, entre 1836 e 1839, assassinou algumas dezenas de cidadãos da capital no Aqueduto das Águas Livres, atirando-as dali abaixo. Pensa-se que muitos dos seus crimes terão sido instigados pela sua companheira de nome Parreirinha. Foi condenado à morte e enforcado em 1841. Este terá sido, porventura, o mais mortífero dos assassínios em série de Portugal
Já no século XX há vários casos. Na década de 60 e 70, José Domingues Borrego, pastor na região de Penamacor, assassinou vários homossexuais e, mais tarde, um colega de trabalho. Ao ser condenado disse ter sido incumbido de uma “missão purificadora”.
Em 1974, Domingos Pereira matou a mulher e mais duas companheiras. Em 1987, Vitor Jorge, pessoa tida como tranquila e reservada, assassina sete pessoas incluindo a sua amante, dois casais seus amigos, a mulher e a filha mais velha. Estes atos tresloucados ficaram conhecidos como “o crime da Praia do Osso da Baleia”, embora a morte da mulher e da filha tenham ocorrido noutro local (há especialistas que dizem que este crime não reune características psicológicas e de atuação que o permitam declarar como assassínio em série).
Decorria o ano de 1992 e dá-se entre nós o crime mais intrigante e insolúvel de todos (apesar das recentes notícas). É o caso do “Estripador de Lisboa”, que assassina várias prostitutas, algumas seropositivas, retalhando-as e essventrando-as à “boa maneira” do seu homólogo londrino do século XIX “Jack”, que também escolheu prostitutas para consumar os seus hediondos crimes. Nunca o nosso estripador (salvo seja) foi apanhado, apesar da inequívoca eficácia da polícia portuguesa…
Bom, e quanto às caraterísticas dos assassinos em série? Começo por definir o assassino em série dizendo que este é alguém que reincide nos seus homicídios pelo menos três vezes e com intervalos de tempo variáveis, que poderão ir da regularidade (talvez reflexo de uma natureza metódica ou, mesmo, obsessiva) à imprevisibilidade temporal.
Nos períodos que medeiam os crimes estes indivíduos têm, geralmente, comportamentos considerados normais, inserindo-se no seu nicho biopsicossocial de modo, aparentemente, adequado. São, não raro, membros respeitados no meio a que pertencem, cidadãos ativos e preocupados com as problemáticas sociais. É a chamada fase de “cooling-off”, durante a qual apresentam a que podemos chamar uma “máscara de sanidade mental”. A motivação sexual é um dos principais motores deste tipo de crimes, mas nem sempre está presente (vejamos o caso de Diogo Alves, cujo móbil era o roubo). Muitas vezes a razão de base é uma afirmação, doentia, de poder sobre as vítimas.
Os antecedentes pessoais dos homicidas são variados, não se podendo, no entender dos especialistas, falar num modelo único de referência. Assim, alguns revelam grandes dificuldades ao nível da integração social, enquanto outros, tal como já referi, estão perfeitamente integrados no seu meio sociofamiliar e profissional. Por outro lado, há assassinos em série que têm histórias de assedio psicológico e/ou sexual, enquanto noutras nada disso se assinala. Na realidade este tipo de crimes constitui, muitas vezes, um quebra-cabeças para os especialistas, embora a grande maioria se possa incluir no grupo dos psicopatas ou dos sociopatas.
A fantasia patológica parece ser comum a todos os assassinos em série, que muitas vezes começam a manifestar pulsões de morte e destruição durante a infância e a adolescência, sem que isto seja suficientemente evidente ou valorizado para com quem com eles convive (tendência para a destruição compulsiva e/ou zoo-sadismo). Na maioria dos casos os assassinos em série são do sexo masculino. Existem dois grandes tipos: os organizados e desorganizados. Os primeiros são, regra geral, intelectualmente diferenciados, metódicos, simpáticos para as vítimas como forma de as atraírem, cometem o crime num local e depositam os corpos noutro.
Muitos possuem bons conhecimentos forenses e sentem-se orgulhosos dos seus atos que identificam como “missões nobres e incontornáveis”. Pelo contrário, os segundos apresentam-se com baixo grau de diferenciação intelectual e cometem os crimes de forma impulsiva, matando sempre que há oportunidade para tal. Deixam, muitas vezes, pistas inequívocas que permitem a sua rápida captura, ao contrário dos primeiros. Sofrem, com frequência, de bloqueios mnésicos relativamente aos crimes cometidos.
Um número significativo apresenta caraterísticas dos dois grupos. Com o andar dos tempos, e à medida que o número de homicídios aumenta, alguns “organizados” tornam-se, progressivamente, “desorganizados”.
Quando da tentativa para consumar o homicídio optam por uma contacto direto com as vítimas, com o uso de armas brancas, o estrangulamento e o recurso a objetos contundentes a assumirem-se como os meios de eleição. São muito raras as situações de agressão com arma de fogo.
Ao serem capturados, muitos dos assassinos em série confessam sem problemas de maior os seus crimes, manifestando um hedonismo exacerbado. Os atos cometidos têm, muitas vezes, uma “auréola ritualística” bastante evidente.
Apesar de muito ter ficado por dizer, tentei tecer algumas considerações que permitam ter um conhecimento global do fenómeno “assassínio em série”.