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A Aldeia Olímpica será, nos próximos 15 dias, a Aldeia mais Multicultural do Planeta!

... com cerca de 11 mil atletas de 192 países e 13 territórios. 
Como deve ser interessante conviver com toda aquela diversidade. Principalmente, por "coabitarem" num espaço que é de todos, ninguém domina sobre sobre ninguém, ou melhor, onde só a diferença domina!...Para além do desafio associado à competição, os atletas enfrentam outro grande desafio: o desafio de aceitar e respeitar essa mesma diferença...Uma experiência única, pois aceitar e conviver com outras culturas, outras formas de estar e de pensar a realidade torna-nos mais capazes para nos aproximarmos e compreendermos o outro… torna-nos mais tolerantes...
"E se eu fosse..." Visitem o blog da talentosa Mafalda Gomes AQUI

A Multiculturalidade implica interculturalidade: “O conhecimento e a apreciação de diferentes culturas e o estabelecimento de relações de trocas positivas e de enriquecimento mútuo entre os elementos das diversas culturas, tanto no interior de um país como do mundo”.
(Conselho da Europa, 1994:8)
Acrescento, sem despersonalizar nem aculturar...

Este entendimento de interacções culturais, trata-se, não de uma situação de dádiva, por parte de uns, e recepção, por parte de outros, mas sim de um diálogo intra e entre-culturas onde cada uma se valoriza através de práticas que permitem um melhor conhecimento de si e o (re)conhecimento dos outros.


Podemos ser todos iguais se soubermos respeitar as nossas diferenças!

No More Trouble (Original de Bob Marley) - Playing for Change, com participação especial de Bono Vox.

E tens tu o descaramento de me chamar de cor?

"Cara Branca Fella,
Pequenas coisas que deverias saber:
Quando nasci, nasci preto
Quando cresci, cresci preto
Apanho sol, sou preto
Tenho frio, sou preto
Assusto-me, sou preto
E quando eu morrer, continuarei preto

Tu Branca Fella,
Quando nasceste, eras cor rosa
Quando cresceste, ficaste branca
Apanhas sol, ficas encarnada
Tens frio, tornas-te azul
Assustas-te, tornas-te amarela
Adoeces, viras verde
E quando morreres, ficarás cinzenta

E tens tu o descaramento de me chamar de cor?

(Autor desconhecido - Idioma dos Aborígenes Australianos)

Os desafios da diferença


“Somos todos filhos do cosmos, mas transformamo-nos em estranhos através do nosso conhecimento e da nossa cultura”. -- Edgar Morin
No século XVIII, Voltaire, disse: “os chineses são iguais a nós, têm paixões, choram”. Herbert, o pensador alemão, afirmou:” entre uma cultura e outra não há comunicação, os seres são diferentes”. Afirmações polémicas?...Os dois tinham razão, mas na realidade essas duas verdades têm que ser articuladas. Nós temos os elementos genéticos da nossa diversidade e, é claro, os elementos culturais da nossa diversidade.
Hoje, perante uma sociedade multicultural, é preciso lembrar que rir, chorar, sorrir, não são atos aprendidos ao longo da educação, são inatos, mas modelados de acordo com a educação/cultura…
Falar de multiculturalidade é falar de diferenças: de língua, de religião, de costumes, …; é falar de uma cultura que acolhe outras culturas.
PALAVRA-CHAVE: Diferença. E a diferença constitui-se como um desafio.
O desafio de aceitar e respeitar a diferença. Perceber que não há culturas melhores que outras, mas que há apenas culturas diferentes.
A diferença é um valor que nos enriquece. Conhecer outras culturas, outras formas de estar e de pensar a realidade só nos valoriza e torna-nos mais capazes para nos aproximarmos e compreendermos o outro.
O respeito não passa só pela cultura que recebe, pela sociedade que acolhe. O respeito passa também pela cultura que é recebida, pelo indivíduo que é acolhido. Também ele tem de respeitar as regras da cultura, da sociedade que o acolhe.
O respeito é mútuo. Cabe a cada uma das partes não gerar um confronto de culturas, mas fomentar e construir um encontro de culturas e saberes.



  LÁGRIMA DE PRETA

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)
                                                        e cloreto de sódio.    (António Gedeão)

SUGESTÃO: http://www.acidi.gov.pt/