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O que dizem os estudos

As aulas de música podem ajudar a melhorar a memória e a capacidade de aprendizagem nas faixas etárias mais baixas, uma vez que promovem diferentes padrões de desenvolvimento do cérebro






















"Eu quero ser músico, nha dona!
E chegar à lua toda,
nos tamanhos que ela tem
Quero letras no meu mar
E aprender a ser doutor!"
                                                                                 Elisabete Simões

A Musicoterapia no combate ao cancro

Mesmo quem não costuma ouvir música clássica já ouviu, numerosas vezes, o primeiro movimento da "Quinta Sinfonia" de Ludwig van Beethoven.
Descobriu-se agora que o "pam-pam-pam-pam", que abre uma das mais famosas composições da História, é capaz de matar células tumorais (em testes de laboratório).

Uma pesquisa, do Programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, expôs uma cultura de células MCF-7, ligadas ao cancro de mama, a meia hora da obra. Uma em cada cinco delas morreu. Esta experiência abre uma nova frente contra a doença, por meio de timbres e frequências.

A estratégia, que parece estranha à primeira vista, procura encontrar formas mais eficientes e menos tóxicas de combater o cancro. Em vez da radioterapia, quem sabe não seja possível um dia fazer uso de frequências sonoras. O estudo inovou ao usar a musicoterapia fora do tratamento de distúrbios emocionais.

“Esta terapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas psicológicos, situações que envolvam uma componente emocional. Mostramos que, além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso organismo” - ressalta Márcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, coordenadora do estudo.

Como as MCF-7 se duplicam a cada 30 horas, Márcia Capella esperou dois dias entre a sessão musical e o teste para analisar os efeitos. Neste prazo, 20% da amostra morreu. Entre as células sobreviventes, muitas perderam tamanho e granulosidade.

O resultado da pesquisa é enigmático até mesmo para Márcia Capella. A composição "Atmosphères", do húngaro György Ligeti, provocou efeitos semelhantes àqueles registados com Beethoven. Mas a "Sonata para 2 pianos em ré maior", de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das mais populares em musicoterapia, não teve efeito.

Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o "efeito Mozart", um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal - pondera a pesquisadora. - Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células cancerígenas.”

"Atmosphères", diferentemente da "Quinta Sinfonia", é uma composição contemporânea, caracterizada pela ausência de uma linha melódica. Por que, então, duas músicas tão diferentes provocaram o mesmo efeito?

Em parceria com a uma equipa que inclui um professor da Escola de Música Villa-Lobos, Márcia, agora, procura esta resposta dividindo as músicas em partes. Pode ser que o efeito tenha vindo não do conjunto da obra, mas especificamente de um ritmo, um timbre ou intensidade. 
Quando conseguir identificar o que matou as células, o passo seguinte será a construção de uma sequência sonora especial para o tratamento de tumores. O caminho até esta melodia passará por outros géneros musicais. A partir do mês que vem, os pesquisadores testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais.
Ainda não sabemos que música e qual o compositor que vamos usar. A quantidade de combinações sonoras que podemos estudar é imensa” - diz a pesquisadora. 
Fonte: HypeScience




(Gosto da"Quinta Sinfonia", mas  "Atmosphères" é uma verdadeira viagem auditiva! Oiçam :))

Frase do dia: "Mais depressa se apanha um mentiroso, que um coxo!" [11]

Investigadores encontraram quatro músculos faciais relacionados com as verdadeiras emoções, que podem denunciar culpa ou uma intensa pressão emocional.

A equipa da Universidade British Columbia, no Canadá, concluiu que os mentirosos podem ser “traídos” por subtis movimentos faciais, tais como erguer a sobrancelha ou esboçar um ligeiro sorriso.
Os inocentes, por outro lado, têm tendência a revelar expressões de angústia de forma bastante mais óbvia. 

O estudo, publicado na revista especializada Evolution and Human Behaviour, concluiu que a falta de controlo sobre as expressões faciais revela sentimentos genuínos, muito diferentes dos simulados.
Segundo os psicólogos, a maioria dos humanos consegue controlar os músculos da parte inferior do rosto, nomeadamente para falar ou comer, mas os músculos superiores são difíceis de manipular e manifestam-se involuntariamente.

Leanne Ten Brinke, que liderou o estudo, afirmou que a descoberta revela que as tentativas para encobrir as emoções tendem a falhar quando lidamos com momentos de verdadeira deceção.
“A nossa pesquisa sugere que os músculos faciais não estão completamente sobre o nosso controlo consciente e alguns deles provavelmente trairão um mentiroso, especialmente quando se trata de momentos emocionais muito fortes”, afirmou ao The Daily Telegraph.

“Dicas faciais são um aspeto importante, mas frequentemente ignorado, para avaliar a credibilidade comportamental, especialmente quando o que está em questão são emoções”, acrescentou.
Os cientistas analisaram as expressões faciais de 52 pessoas, metade das quais veio a descobrir-se mais tarde que estavam a mentir – enquanto faziam apelos na televisão de ajuda para encontrar um familiar desaparecido.
Mais de 23 mil fotogramas de vídeos de situações reais foram analisados oriundos da Grã-Bretanha, Canadá e Austrália.

O estudo “Darwin the Detective: Observable Facial Muscle Contractions Reveal Emotional High-Stakes Lies” procurou relacionar as emoções com as expressões faciais, tendo-se verificado que controlar os músculos é difícil em momentos de grande stresse.

Todavia, embora o estudo ajude a identificar um mentiroso, os cientistas ressalvam que “não é tão preciso quanto um nariz de Pinóquio”.
“Nem todos transmitem as suas verdadeiras emoções, algumas pessoas são melhores que outras a adotar expressões falsas, tais como os psicopatas”, concluiu Leanne Ten Brinke.



Ilustração by Mafalda Gomes

Música evoca emoções positivas

A música pode evocar emoções positivas, que por sua vez podem reduzir os níveis de stress, dá conta um estudo da University of Gothenburg.

Assim, de acordo com a autora do estudo, Marie Helsing, ouvir música todos os dias, pode ser uma forma simples e eficaz de melhorar o bem-estar e a saúde.
Este estudo contou com a participação de 42 indivíduos, metade dos quais ouviam, de acordo com as suas preferências, 30 minutos de música por dia, enquanto que a outra metade foi submetida a um ambiente relaxante durante o mesmo período de tempo.

Os resultados do estudo mostraram que as emoções positivas foram sentidas mais frequentemente e mais intensamente nos indivíduos que ouviam música. Os participantes deste grupo também sentiram menos stress e apresentaram níveis baixos da hormona do stress, o cortisol. Quanto mais os participantes gostavam das músicas que ouviam, menos stress sentiam.

Contudo, Marie Helsing salienta que “quando se estuda as respostas emocionais à música, é importante relembrar que nem todas as pessoas respondem da mesma forma ao mesmo trecho de música e que a mesma pessoa pode responder de um modo diferente ao mesmo trecho em ocasiões diferentes, dependendo dos fatores individuais e das circunstâncias”.
A investigadora revela ainda que “para obter estes efeitos benéficos da música, tem que se ouvir música que se gosta”.

FONTE: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Ainda sobre as emoções evocadas pela música, António Damásio, neurocientista português, escreve em "Ao encontro de Espinosa", p.138: "Pensemos na facilidade com que escutar Bach ou Mozart, Shubert ou Mahler, nos conduz a uma experiência espiritual."
A magnífica composição: Concierto de Aranjuez, de Joaquin Rodrigo, produz em mim esse efeito...

2.º Movimento do "Concierto de Aranjuez" - Adagio, com performance de Paco de Lucía.

O Vício das Compras - Oniomania.

Um em cada três europeus compra mais do que necessita. Eis uma das conclusões do recente Relatório Europeu Sobre Problemas Relacionados com Adição ao Consumo, Hábitos Pessoais de Compra e Sobre-endividamento. Mais: 5% da população europeia sofre de oniomania, perturbação do foro psicológico que requer tratamento.


Galerias Vittorio Emanuelle II @ Milão


Becky Bloom, no filme "Louca por Compras", é viciada em compras. E nem o facto de ter a conta bancária a zero, vários cartões de crédito no limite e dívidas em várias lojas lhe serve de alerta para o facto de algo muito grave estar a acontecer na sua vida. Como diz a sinopse das aventuras imaginadas pela escritora Sophie Kinsella, «a sua única esperança é tentar ganhar mais e gastar menos. O seu único consolo é comprar alguma coisa, só mais uma coisinha...»



Por tudo isto está mais que visto que a protagonista desta história se aproxima dos tais um em cada três europeus que compram mais do que precisam, numa conclusão do Relatório Europeu sobre Problemas Relacionados com a Adição ao Consumo, Hábitos Pessoais de Compra e Sobre-endividamento.

Em tempo de crise, o panorama fica ainda mais negro se tivermos em conta outro dado estatístico: 5% da população do Velho Continente sofre de Oniomania, a doença das compras diagnosticada há cerca de 30 anos, perturbação do foro psicológico que requer tratamento. A perturbação afeta quase na mesma medida homens e mulheres. No estudo divulgado pelo jornal espanhol El País, as pessoas que sofrem deste distúrbio demoram em média 10 anos a pedir ajuda.

A vítima de oniomania adquire objetos que não têm a menor utilidade, compra porque sim. «Quando a compra não é realizada, há uma sensação de angústia e mal-estar», definem os especialistas. O consumismo compulsivo pode ser desperto pela necessidade extrema de nos sentirmos especiais e/ou pode servir como forma de combater a solidão. O pior é que nenhuma destas alíneas fica satisfeita e o resultado é o agravamento de tal comportamento. À semelhança de outros vícios, os consumidores compulsivos vivem numa montanha-russa de sensações: à euforia inerente à compra segue-se a ansiedade e a desilusão.

Quando a doença piora, ou começa a chamar a atenção de amigos e familiares, a tendência é para começar a comprar às escondidas. De qualquer forma não há conta bancária ou armário lá de casa que aguentem. É então que começa o ciclo da vergonha, das mentiras e da autonegação e, com isso, a deterioração das relações sociais.

As consequências da oniomania podem ser devastadoras: casamentos falhados, carreiras destruídas, bancarrota, solidão. Crê-se que a causa da doença é uma conjugação de fatores biológicos e psicológicos. Privação emocional na infância, incapacidade para gerir sentimentos negativos, necessidade de preencher um vazio… estão na origem do problema. Uma vez diagnosticado, além de cortar todas as formas de crédito (cheques e cartões), o ideal é que alguém da família ou um amigo assuma o controlo das finanças do doente. Este deve procurar ajuda psicológica ou frequentar grupos de apoio, ao jeito de uns AA.

É importante lembrar que nem todas as pessoas que consomem muitos supérfluos sofrem de oniomania. Pessoas com bom poder de compra que não sacrificam as suas vidas para ir às compras não são necessariamente "consumistas compulsivas".



(Confesso que estou a fazer um "exame de consciência"!!...)


[oniomania (grego onê, -ês, compra + -maniaPsicopatologia:  Mania de comprar muita coisa ainda que seja desnecessário. =ONEMANIA, ONEOMANIA, ONOMANIA]

Desenvolvimento cerebral: carinho das mães é importante



As crianças em idade pré-escolar que são criadas com afeto têm um hipocampo maior, uma área do cérebro que está envolvida na aprendizagem, memória e resposta ao stress, quando atingem a idade escolar, sugere um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Para o estudo os investigadores da Washington University School of Medicine em St. Louis, nos EUA, colocaram crianças entre os três e os seis anos perante uma situação frustrante. As crianças e as mães foram colocadas numa sala perante uma caixa de embrulho brilhante. As crianças foram informadas que poderiam abrir o presente, mas tinham que esperar que as mães acabassem de preencher vários formulários.

Os investigadores observaram como as mães e os filhos reagiram perante esta situação, a qual foi concebida para replicar o stress típico dos pais diariamente, ou seja, enquanto a mãe está a realizar uma tarefa, a criança precisa de controlar os seus impulsos apesar de ser confrontada com algo que ela quer naquele preciso momento.

As mães que deram apoio e ajudaram os seus filhos a controlar as suas emoções foram classificadas como carinhosas. Enquanto as mães que ignoraram ou reprenderam as crianças foram classificadas de outra forma.

Quando as crianças atingiram entre os sete e os dez anos de idade, os investigadores submeteram 92 crianças que tinham participado na experiência anterior a ressonâncias magnéticas.

O estudo revelou que as crianças que recebiam carinho das mães tinham um hipocampo 10% maior do que as crianças aos quais não tinha sido demonstrado este tipo de afeto.

Durante décadas a ciência tem demonstrado a importância da interação entre a criança e o seu cuidador, seja ele a mãe, pai, avó ou mesmo pais adotivos, no desenvolvimento emocional e comportamental da criança, revelou, em comunicado de imprensa, a autora do estudo Joan Luby. Contudo, este é o primeiro estudo que mostra claramente que “uma região chave do cérebro é mais saudável e mais bem desenvolvida nas crianças criadas com carinho e afeto”, acrescenta a investigadora.

Contudo, hoje em dia muitos pais não conseguem, como desejariam, demonstrar o seu afeto perante os filhos devido a inúmeras situações stressantes como a falta de tempo e dificuldades financeiras, ou serem mesmo pais solteiros, explica um professor de psiquiatria e do comportamento humano da University of California, Robert Myers.

“Abraçar o seu filho, ajudando-o a aprender a acalmar-se, ou passar 15 a 20 minutos por dia com ele na realização de tarefas divertidas, ajuda a manter o vínculo da relação forte. Por outro lado, as mães não devem ser tão exigentes com elas próprias. Ocasionalmente, perder a paciência não causará uma diminuição do hipocampo do seu filho. Os cérebros desenvolvem-se ao longo de anos, por isso é a qualidade geral da relação pai-filho que tem relevância”, acrescenta Robert Myers.

Levante-se e vá caminhar!

CURIOSIDADE: a ciência diz-nos que um passeio no parque melhora a nossa memória e que um passeio, seja lá onde for, melhora o humor depressivo. 
Investigadores canadianos e norte-americanos demonstraram, recentemente, que um passeio de uma hora num parque tem como resultado uma melhoria de 20% nas competências de atenção e memória – extremamente útil quando sentimos necessidade de libertar recursos intelectuais para um trabalho cansativo, ou precisamos de aumentar rapidamente a capacidade criativa para resolver um problema.

Porquê apenas se for no meio da natureza? Uma hipótese explicativa é de que a calma exterior permite que os nossos processos internos fiquem mais livres, menos assoberbados de informação exterior, mais libertos para serem direcionados para onde for preciso.

O bónus desta descoberta é que passear é gratuito e acessível à larga maioria das pessoas! Além disso, para nós neste cantinho sul da Europa, entre o bom tempo e as nossas belíssimas paisagens, não nos podemos queixar de falta de oportunidade...

Entretanto, os investigadores resolveram ver se o humor depressivo também melhorava com um passeio; uma vez que a depressão se caracteriza por uma atenção que fica presa no interior de pensamentos ruminativos de natureza negativista, talvez a melhoria nos processos de atenção ajudasse a descentrá-la dos processos interiores para um exterior calmante e tranquilo. Além disso, tem vindo a ser repetidamente demonstrado que mexermo-nos, provocando a ativação cardiovascular de uma forma regular, é um poderoso ansiolítico e antidepressivo. E de facto, de acordo com este novo estudo, passear alivia a sintomatologia depressiva, mas os resultados são os mesmos quer o passeio seja num cenário bucólico ou no meio da confusão.

Por isso, se anda em baixo, tem expectativas negativas a respeito de si, dos outros e da vida, por favor, levante-se e vá caminhar! De preferência num parque perto de si mas, se não puder, passeie em qualquer sítio!
(Fonte: Oficina da Psicologia) 


Boas Notícias para uma fã confessa de caminhadas! 
Quanto ao principal cenário das minhas caminhadas... 
@ Salvaterra do Minho/Galiza & Monção



Efeitos terapêuticos de se ser blogger!



Cientistas e escritores há anos que conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stresse, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com SIDA e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia.

Um estudo publicado na revista Oncologist mostra que as pessoas com cancro que escreviam para relatar os seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não desenvolviam este tipo de atividade.

De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade de Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicado neste caso.

A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “colocar a boca no mundo”, expressar insatisfação e partilhar experiências stressantes pode funcionar da mesma forma.

Flaherty, que estuda casos como hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação.
Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomenta a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty.
Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados com a comida, sexo, desejo e iniciativa para a resolução de problemas.

“Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a libertação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos uma música, comemos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.

ENVELHECIMENTO e a Inteligência Emocional



“Quando uma existência digna preparou a velhice, não é a decadência que se recorda, mas sim os primeiros dias da imortalidade”
—Madame de Stael-Holstein

O envelhecimento, enquanto experiência psicoafetiva altamente exigente, está marcado por um conjunto de transformações de natureza diferente. Mudanças corporais que afetam em muitos casos a imagem que os indivíduos têm de si próprios, diminuição de algumas capacidades sensoriais ou lutos de pessoas próximas, que confrontam o indivíduo com a proximidade da sua própria morte, são apenas alguns exemplos dos desafios que uma pessoa de idade avançada tem forçosamente de enfrentar.

O idoso depara-se nesse sentido com um conjunto de transformações que exigem toda uma série de competências que contribuam para atravessar de forma ajustada esta etapa do seu percurso de desenvolvimento.
Algumas dessas competências estão associadas ao que vulgarmente se apelida de Inteligência Emocional. Apesar de relativamente pouco estudada entre os mais idosos, a IE abarca um conjunto de CINCO competências básicas, a saber:
  1. EMPATIA, que está relacionada com a facilidade da pessoa idosa identificar sentimentos, desejos e problemas dos indivíduos que a rodeiam, através, por exemplo, da leitura de comportamentos não verbais tais como o tom de voz, a postura corporal ou as expressões faciais daqueles com quem interagem;
  2. A SOCIABILIDADE, que consiste na capacidade de iniciar e preservar relações de amizade ao longo dos anos, independentemente da idade, sendo esta rede social de apoio decisiva para melhor se tolerar os desafios impostos neste momento tão sensível do desenvolvimento;
  3.  A AUTOMOTIVAÇÃO,  que está associada à capacidade de elaborar planos para a própria vida com esperança e otimismo, apesar de, no caso da pessoa idosa, se estar a atravessar as derradeiras etapas do ciclo de vida;
  4. O AUTOCONTROLO, que passa pela capacidade de lidar com os próprios sentimentos e impulsos gerados por situações, por exemplo, ligados à impossibilidade de realizar atividades que se constituiam antes como fonte de satisfação;
  5. A AUTOCONSCIÊNCIA, ligada à capacidade de identificar, nomear e avaliar os sentimentos, por exemplo, associados muitas vezes à reforma e à perda de status económico.
Como se desenvolvem estas competências ao longo da vida?
Se, por um lado, a investigação sugere que existe uma componente genética associada à inteligência emocional, pesquisas na área da psicologia do desenvolvimento têm vindo a demonstrar que as experiências relacionais que os indivíduos vão acumulando ao longo da vida modulam decisivamente os índices deste tipo de inteligência. Talvez nunca alcancemos uma resposta cabal a esta questão, mas um dado parece ser mais consensual: a inteligência emocional aumenta com a idade.

Ao contrário do que se passa com o declínio que algumas funções cognitivas sofrem em resultado do envelhecimento normal, grupos de pessoas mais velhas apresentam resultados significativamente superiores aos grupos mais jovens na maioria das dimensões da escala de inteligência emocional.

Mas se assim é, como se explica a cifra avultada de pessoas que sucumbem nesta fase da vida a perturbações psíquicas, como estados depressivos, perturbações de ansiedade e agravamento das perturbações de personalidade?

O que hoje se acredita ao nível da psicogerontologia é que o envelhecimento se constitui como uma etapa marcada por um potencial evolutivo. Torna-se necessário compreender as mudanças que ocorrem netsta altura da vida, à luz dos recursos que cada pessoa foi acumulado em resultado dos diferentes acontecimentos de vida e da forma como se foi organizando em resultado disso, ou seja, em função do nível de desenvolvimento emocional alcançado.

O Desenvolvimento Psicológico não fica portanto estagnado e se, em termos da personalidade, se regista uma tendência em termos da estabilidade, as possibilidades de mudança comportamental continuam em aberto, se bem que pessoas previamente melhor adaptadas encontrem um leque mais variado de alternativas.

Pensar, portanto, a inteligência emocional no âmbito da pessoa idosa passa, sobretudo, por um esforço de individualização, ou seja, mais do que darmos o trabalho por terminado no cálculo do quociente de inteligência emocional, torna-se mais importante que isso, perceber as suscetibilidades e os pontos de maior coesão em termos do funcionamento mental nas diferentes competências que este conceito compreende. Só assim estaremos efetivamente em melhores condições de avaliar o modo como esses recursos serão postos ao serviço do bem-estar psicológico da pessoa idosa, isto é, se se revelam insuficientes para fazer frente aos desafios que o envelhecimento coloca, ou se serão eles os responsáveis por tornar verdade o aforismo de Madame Stael-Holstein.

O desenvolvimento psicológico não fica estagnado e as possibilidades de mudança comportamental continuam em aberto

Homossexualidade e os factores biológicos

As condições do útero materno e o sistema imunitário da mãe podem determinar a orientação sexual do homem, de acordo com um estudo divulgado na publicação científica "Proceedings of the National Academy of Sciences". "Os resultados indicam uma origem pré-natal para a orientação sexual do homem", afirma o responsável pela equipa, Anthony Bogaert da Brock University de Ontário. Para este, o efeito é presumivelmente causado por uma "memória maternal", que se encontra no útero. O corpo da mãe pode perceber um feto masculino como um corpo "estranho", produzindo uma reação que se torna progressivamente mais forte a cada filho rapaz. Os anticorpos produzidos pela reação podem atravessar a placenta, afetando o desenvolvimento do cérebro masculino. Pesquisas anteriores mostraram que quantos mais irmãos mais velhos um homem tem, maiores são as probabilidades deste ser homossexual, mas as razões ainda são desconhecidas. Este estudo sugere que a orientação pode estar mais ligada a fatores biológicos do que sociais. Os pesquisadores estudaram 944 homens homossexuais e heterossexuais. A relação entre irmãos mais velhos e a homossexualidade foi averiguada apenas quando os irmãos mais velhos eram de facto consanguíneos.

Criatividade… [2]


Terá a criatividade  uma base biológica?

Os cérebros das pessoas criativas parecem estar mais recetivos aos estímulos provenientes do meio ambiente circundante, enquanto os cérebros das outras pessoas parecem fechar-se a essa mesma informação. Estas últimas têm a capacidade de ignorar os estímulos considerados irrelevantes (processo a que nós psicólogos designamos de “inibição latente”). Assim, Jordan Peterson (University of Toronto), Shelley Carson (Harvard University) e Daniel Higgins (Harvard University) consideram ter identificado uma das bases biológicas da criatividade.

As pessoas criativas possuem níveis mais baixos de inibição latente, o que implica um trabalho contínuo de recolha da informação adicional, proveniente do exterior, com que são constantemente bombardeados. Em oposição, as pessoas pouco criativas classificam um objeto e posteriormente esquecem-no, mesmo que este seja mais complexo e interessante que aquilo que elas pensam.

Uma das questões que ocupam há mais tempo os cientistas é a relação entre loucura e criatividade. Ao que parece, os baixos níveis de inibição latente e a flexibilidade de pensamento excecional podem predispor para a doença em determinadas condições e para a criatividade noutras. Por exemplo:  nas etapas iniciais de doenças como a esquizofrenia, muitas vezes acompanhadas por sentimentos de profundo insight, conhecimento místico e experiências religiosas, ocorrem alterações químicas que fazem desaparecer a inibição latente.

Já beberam sumo de fruta, hoje?!

Segundo um estudo publicado na revista especializada "American Journal of Medicine", beber com frequência sumo de fruta e de outros vegetais reduz até 76% o risco de contrair Alzheimer.

Investigadores americanos e japoneses acompanharam quase 2 mil pessoas ao longo de 10 anos e verificaram que as pessoas que beberam sumos de frutas e de outros vegetais, pelo menos 3 vezes por semana, obtiveram 76% menos probabilidades de contrair Alzheimer, comparativamente com aqueles que apenas consumiram uma vez semanalmente. O estudo vem consolidar a teoria de que as substâncias antioxidantes , existentes nos frutos e vegetais (polifenóis), evitam a acomulação, no cérebro, de proteínas que estão ligadas ao Alzheimer. Segundo a porta-voz da britânica Fundação para a pesquisa de Alzheimer, Harriet Millward, "a dieta, que quase sempre tem um papel importante no risco de se ter Alzheimer, é um atrativo para a pesquisa, porque oferece uma alternativa económica de combate à doença". Afirmou mesmo que frutas e vegetais, conhecidos por manterem sob controlo a pressão sanguínea, podem ainda reduzir o risco de Alzheimer, pela sua relação com a dificuldade de circulação do sangue pelo cérebro.

Estímulos visuais afetam poder de decisão!

De acordo com o estudo realizado por pesquisadores belgas e publicado na revista especializada  The Proceedings of the Royal Society B, contemplar uma mulher bonita pode prejudicar a capacidade de um homem tomar decisões. Os autores do estudo realizaram uma experiência e constataram que os homens induzidos por imagens de mulheres bonitas, ou vestidas apenas com lingerie, tiveram um pior desempenho do que os que não tinham visto imagens com conotação sexual. Os resultados indicam que imagens com conotação sexual distraem o raciocínio dos homens e impedem-nos de se concentrarem adequadamente nas suas tarefas, especialmente aqueles que já têm altos níveis de testosterona. Os pesquisadores da Universidade de Leuven seleccionaram 176 voluntários heterossexuais, com idades entre os 18 e 28 anos. " O facto de que homens se distraem mais com estímulos sexuais adequa-se à própria experiência da evolução", afirma George Fieldman, professor de psicologia de uma universidade britânica.
Haverá alguma novidade?!?!

Mentem porque são INTELIGENTES?

Sabia que a capacidade de uma criança contar mentiras pode ser um sinal de inteligência? Foi realizado um estudo no Instituto de Estudos da Criança, da Universidade de Toronto, no Canadá, que envolveu 1200 crianças e jovens, com idades entre os 2 e os 17 anos. Os cientistas responsáveis pela investigação dizem que os complexos processos mentais envolvidos na formulação de uma mentira podem apresentar-se como um indicador de que a criança já atingiu um “importante estado/nível” no seu desenvolvimento cognitivo. Kang Lee, diretor do Instituto, diz que os pais não devem ficar preocupados quando os filhos mentem, dado que “é um sinal de que têm melhor desenvolvimento cognitivo, já que mentem porque são capazes de esconder a pista”. Além disto, este fator não implica desonestidade na vida adulta.

Sobre o tema vale a pena ler: "A verdade da mentira (escrito sobre a mentira em crianças até à pré-adolescência)"


Perspicácia feminina?!

Um estudo publicado na revista científica britânica Proceedings of the Royal Society B: Biological Studies revela que uma mulher consegue avaliar a masculinidade de um homem ao olhar apenas para o seu rosto. A pesquisa foi realizada pelas Universidades de Santa Bárbara e de Chicago, nos Estados Unidos, e envolveu um grupo de 39 homens com idades entre os 18 e 33 anos. Os resultados demonstraram que a maioria das mulheres consultadas souberam avaliar exatamente quais os homens que gostavam de bebés, e souberam discriminar os que tinham altos níveis de testosterona dos que não tinham. Segundo Dario Maestripieri, coautor do estudo e professor de desenvolvimento humano comparativo da Universidade de Chicago, o estudo mostrou ainda que "as mulheres valorizam a masculinidade como um fator que contribui para relações de curto prazo e o interesse de homens por crianças como sendo um fator que os torna mais propícios para relacionamentos a longo prazo".

Os efeitos mágicos de um gesto carinhoso...

Sabia que abraçar, beijar, tocar, retarda o envelhecimento, protege a saúde e, acima de tudo, alivia a dor? É o poder dos afetos sobre os nossos mecanismos neurológicos. E a prova é científica. Um estudo realizado pela Associação Britânica para o Avanço da Ciência, revelou que receber um gesto carinhoso tem efeitos mágicos, ao estimular um tipo de fibra nervosa envolvida na sensação de prazeer. Os investigadores acreditam que a depressão pode, em muitos casos, estar associada a um défice de toque.

Cinematerapia

Uma simples ida ao cinema pode ser um bilhete para uma viagem aos meandros da nossa mente. Da sala semi-escura raramente saímos indiferentes. Soltamos gargalhadas, contemos o nó na garganta. Porque o cinema tem esse poder. Choca-nos. Afeta-nos. Sentimos. Pensamos. Criticamos. Esta é a base da cinematerapia. Técnica que pode ser usada como recurso no trabalho terapêutico.
A revista Saúde Mental publicou um estudo, realizado em Portugal, sobre os efeitos da cinematerapia. Tratou-se de uma Investigação realizada pelo Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria, na qual 10 doentes foram submetidos a análise. Ao fim de sete sessões em grupo com duas terapeutas e com filmes pré selecionados que focassem algumas problemáticas emocionais, "conclui-se que os resultados foram positivos e que esta técnica pode ser uma adjuvante ao tratamento Standard".

Lições de 40 Filmes...
As “lições” são retiradas de filmes que vão desde a série Star Wars, Clube dos Poetas Mortos, passando por Matrix, Gladiador, Forrest Gump, Rei Leão, ... e mais 34!

O QUE DIZEM OS ESTUDOS -- O AMOR é uma receita fisiológica e com prazo de validade


Como que por acaso, e naquele lugar, os nossos olhares, que vagos giravam, cruzaram-se… de súbito fui invadida por aquela sensação de ritmo cardíaco a disparar e maças do rosto a corar! Mas nessa hora a viver começamos...
Recordo-me de no nosso primeiro encontro sentir uma ansiedade, um calor no peito que logo se espalhou em calafrios que procurei disfarçar. Um leve suor nas mãos. As palavras tremeram embaraçadas em pensamentos confusos. Joelhos que mal sustentavam o peso do meu corpo. Recordas-te do nosso primeiro beijo?...
E, desde então, quantas vezes nos esquecemos do mundo lá fora...?!

Quem nunca sentiu este misto de emoções e sensações? Parece que os cientistas, esses “desmancha prazeres”! Querem-nos convencer de que o AMOR não passa de um conjunto de reações químicas, anatómicas e bioquímicas.
Será? Mas até que ponto a ciência pode, efetivamente, traduzir em experiências químicas o que para muitos é a verdadeira essência do ser humano?
Apesar de tudo, é provável estarmos certos, quando assumimos sentirmos química por alguém. Só que essa química, para os cientistas, traduz-se na seguinte receita (!):
  • Feniletilamina - provoca sensações de exaltação, alegria e euforia;
  • Dopamina - responsável pela sensação de prazer que sentimos, e pelas manipulações físicas, tais como: pele avermelhada, mãos húmidas, … e
  • Ocitocina -  um neurotransmissor associado ao AMOR.
Helen Fisher, antropóloga da Universidade de Rutgers, New Jersey, demonstrou, ainda, que a: instabilidade; exaltação; euforia e falta de apetite, sentidos pelos apaixonados, estão associados a altos níveis de dopamina e norepinefrina, estimulantes naturais do cérebro.
Posto isto, concluímos que para os cientistas o AMOR não passa de uma receita fisiológica de vários compostos físicos que se dá no cérebro de cada um de nós.
Mas, em última análise, porque é que acontece somente entre algumas pessoas e não com todas, porque nos sentimos “atraídos” por determinado indivíduo e não por outro?
Dra. Helen Fisher tenta dar uma resposta: "Normalmente, as pessoas apaixonam-se por alguém com quem interagem, mas, sobretudo, por alguém que considerem misterioso. Depois, a maior parte interessa-se por pessoas com o mesmo background sociocultural e com atitudes, expectativas e interesses paralelos." Verdade ou não, cada um sabe de si!
Mas, então se realmente o amor e a paixão não passam de reações químicas do corpo, será que duram para sempre? Ou pelo contrário existe um limite de tempo para homens e mulheres sentirem o arrebatamento da paixão?
Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell, Nova Iorque: "os seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que o "amor" possui um limite para o seu "tempo de vida". Com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos - e toda a "loucura" da paixão desvanece gradualmente - a fase de atração não dura para sempre. Posteriormente, o casal, habitua-se a manifestações mais brandas de amor - companheirismo, afeto e tolerância…
Em jeito de conclusão, só vos digo que, como explicação do AMOR, esse cúmulo de loucura e sabedoria, continuo a preferir as palavras de Fernando Pessoa:
“Amo como ama o amor.
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.
Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que
TE AMO?”

Solidão

(...) Antes que o sol se vá
Como um gesto de agonia
Cairás nos olhos meus
Soledad

Indiazinha,
Indiazinha tão sentada
Na cinza do chão deserta
Que pensas, não pensas nada!
Soledad,
Soledad,
Que a vida é toda secreta.

Como estrela,
Como estrela nestas cinzas
Antes que o sol se vá
Nem depois não virá Deus
Soledad,
Soledad,
Nem depois não virá Deus (...)
-- Poema de Cecília Meireles



Pesquisadores da Universidade de Chicago concluem que a solidão é tão prejudicial à saúde, ao bem-estar físico e mental como a obesidade ou o vício de fumar.
A sensação de rejeição aumenta a pressão sanguínea, o nível de stresse e a probabilidade de desenvolver Alzheimer. Os solitários também têm dificuldade para dormir e uma diminuição de glóbulos brancos no sangue – o que prejudica o sistema imunológico. Consequentemente, causam perturbações psicológicas e isolamento social.
SUGESTÃO
Livro: Nagasáqui de Éric Faye, Gradiva Publicações.
Individualismo e solidão. Onde começa um e onde acaba o outro? Convivem de mãos dadas? Este romance fala disso mesmo. Relata a história de um homem que vive isolado numa casa silenciosa, perto dos estaleiros de Nagasáqui. Não gosta do canto das cigarras mas aprecia a ida, diariamente, à estação meteorológica da cidade. Conta escrupulosamente e regista os mantimentos que guarda no móvel da cozinha, até porque ele sabe que neste mundo os imprevistos, ainda que possam ser previstos, acontecem…

O QUE DIZEM OS ESTUDOS -- O stresse crónico pode causar depressão

Qual a relação entre a ansiedade, o stresse e a depressão? Será o stresse causa ou consequência da depressão? Pesquisas recentes sugerem que o stresse  crónico pode ser um desencadeador  e não um sintoma da depressão. As pessoas com depressão tendem a possuir níveis elevados de hormona humana do stresse – o cortisol – , contudo não era totalmente claro se tal era causa ou efeito da depressão. Novos estudos com ratos demonstraram que a exposição por períodos prolongados ao cortisol pode de facto levar à depressão. Neste estudo, os ratos foram expostos a doses agudas (24 horas) e crónicas (entre 17 a 18 dias) da hormona do stresse dos roedores – a corticosterona. Comparados com os ratos expostos por um pequeno período de tempo, os resultados sugeriram que os ratos com uma exposição crónica estavam mais receosos e menos dispostos a explorar o seu novo ambiente. Estes demoraram muito mais tempo a sair de um pequeno compartimento escuro para um espaço aberto e bem iluminado (teste comportamental muito utilizado para avaliar a depressão nos animais). Segundo a equipa de investigação de Harvard Medical School, a descoberta pode ajudar a melhorar significativamente o tratamento da depressão.