A doença dos rituais

Quando uma simples mania toma conta de nós…
Quantas vezes lava as mãos, por dia? Quantas vezes verifica se o gás está desligado? Se desligou o fogão ou se as janelas estão fechadas? Quantas vezes se certifica que a porta está trancada ou se o carro ficou aberto? Quanto tempo perde a organizar a roupa antes de se deitar, ou a secretária antes de começar a trabalhar?
Estas e outras perguntas podem ter uma única resposta: Perturbação obsessivo-compulsiva. Começam por simples “manias”, que não afetam, mas, com o tempo, evoluem para rituais ilógicos capazes de transformar qualquer um em autêntico escravo da sua própria mente.

  • De acordo com a quarta edição do MANUAL DE DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICA DA ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA (DSM-IV), a perturbação obsessivo-compulsiva é uma situação crónica caraterizada pela presença de obsessões e/ou compulsões, que consomem, pelo menos, uma hora por dia, e causam sofrimento ao doente e/ou aos seus familiares.
  • Obsessões são ideias ou impulsos persistentes, que são vivenciados como intrusivos, ou seja, contra vontade do indivíduo e inadequados, causando ansiedade e sofrimento. A pessoa tem a noção de que alguma coisa não está bem com ela, mas que escapa ao seu controlo.
  • Compulsões são comportamentos repetitivos (como lavar as mãos, a híper-organização, rituais de verificação), ou ações “executadas” mentalmente (como repetir frases, contar, repetir palavras em silêncio) cujo objetivo é prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento, ao invés de oferecer prazer ou gratificação. A pessoa sente-se obrigada a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha uma obsessão.
AUMENTO EXPONENCIAL
Os números têm vindo a aumentar e a perturbação obsessivo-compulsiva é já a quarta perturbação psicológica mais frequente. De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde, até ao ano de 2020, estima-se que estará entre as 10 causas mais importantes de doença.
Sim, esta é a minha mania...não a "das grandezas", mas ouvir MUSE...!

Bullying

“Uma pessoa está a ser vítima de Bullying quando se encontra exposta, de forma repetida e ao longo do tempo, a acções negativas por parte de uma ou mais pessoas.”
(Dan Olweus)


O Bullying é um problema mundial,

um problema do ser humano imaturo, um fenómeno encontrado em qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária, básica ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana.
A intencionalidade de fazer mal e a persistência de uma prática violenta a que a vítima é sujeita é o que diferencia o Bullying de outras situações ou comportamentos agressivos.
CINCO TIPOS DE BULLYING
(1) Físico – violência física;
(2) Verbal – violência verbal;
(3) Relacional/Racial – exclusão de grupos sociais/comportamentos racistas;
(4) Sexual – utilização de comentários sexuais e até mesmo contactos sexuais e
(5) Cyberbullying – difamação com recurso às novas tecnologias (MSN, Hi5, Mysapace,…)
PESSOAS ENVOLVIDAS: Espetador, Vítima e Agressor
1.   ESPETADOR: aquele que presencia as situações de Bullying. O espectador omite por duas razões: (1) por tornar-se inseguro e amedrontado, uma vez que tem medo de sofrer represálias e (2) por estar solidário com o sofrimento da vítima e não ter coragem de assumir a identidade do agressor.
2.   VÍTIMA: costuma ser uma pessoa frágil e que não dispõe de habilidades físicas e emocionais para reagir, tem um forte sentimento de insegurança e o isolamento social suficiente que a impede de pedir ajuda. Tem também dificuldades para fazer novas amizades ou para se adequar ao grupo.
Sinais de alerta(1) Ira intensa; (2) Ataques de fúria; (3) Irritabilidade extrema; (4) Frustrar-se com frequência; (5) Impulsividade; (6) Auto-agressão; (7) Poucos amigos; (8) Dificuldade em prestar atenção e (9) Inquietude física
Muitas vezes, os pais e professores só notam que se está a passar alguma coisa grave quando observam os efeitos dos danos desta pressão, que se manifestam sob a forma de fobia à escola, baixo rendimento escolar, depressão e sintomas psicossomáticos.
CONSEQUÊNCIAS PARA A(S) VÍTIMA(S)(1) Percepção distorcida da realidade cognitiva; (2) Perda de auto-confiança; (3) Perda de auto-estima; (4) Dificuldade de ajustamento na adolescência e vida adulta, nomeadamente de problemas nas relações pessoais e (5) Morte, muitas vezes suicídio ou vítima de homicídio.
3.   AGRESSOR: os agressores por norma são antipáticos ou arrogantes. Estes de um modo geral vêm de famílias pouco estruturadas, nomeadamente de pobre relacionamento afectivo com os seus membros familiares.
TIPOS DE AGRESSORES: (1) Impulsivo – aquele que tem dificuldades em compreender as emoções dos outros e por isso com uma tendência agressiva maior e (2) Dissimulador – aquele que possui uma excelente cognição social, utilizando-a para manipular e controlar os outros. Desta forma, faz sofrer de uma maneira muito subtil e evita ser descoberto.
CONSEQUÊNCIAS PARA O(S) AGRESSORE(S)(1) Percepção distorcida da realidade cognitiva; (2) Crença na força para resolução dos seus problemas; (3) Dificuldade em respeitar as ordens inerentes à sociedade; (4) Dificuldades na inserção social; (5) Problemas de relacionamento afectivo e social e (6) Incapacidade ou dificuldades de auto-controlo e comportamentos anti-sociais.
TENTE PERCEBER SE O SEU FILHO/EDUCANDO/ALUNO/COLEGA É VÍTIMA DE BULLYING
(1) É muitas vezes alvo de brincadeiras de mau gosto?
(2) Qual é a alcunha que tem na escola?
(3) Há alguma característica na sua personalidade ou fisionomia que o coloca na situação de ser um “alvo fácil”?
(4) Recusa-se a ir à escola ou anda triste?
(5) Parece não ter amigos ou não se sentir à vontade com eles?
(6) Mostra-se muito sensível às brincadeiras e reage, ou chorando, ou de forma agressiva?
O QUE SE DEVE FAZER?
(1) Não ser hiper-protector, mas vigiar com atenção;
(2) Explicar-lhe que é natural sentir medo e vergonha, mas que deve ser capaz de falar sobre o que está a acontecer para que o possam ajudar;
(3) Falar com os pais da criança agressora;
(4) Explicar-lhe que ela não se deve culpar pelo que aconteceu e caso necessário oferecer-lhe um acompanhamento psicológico para que possa elaborar os traumas a que foi sujeita.
PERGUNTA/RESPOSTA
Como fazer com que a criança/adolescente afirme que está a ser vítima de bullying?
É importante dar-lhe segurança, fazê-la perceber que possui capacidades internas para lidar com a situação e que o silêncio não é a solução, que pode parecer, mas que com os outros (pais, professores e amigos mais próximos) se pode pensar em alternativas à sua forma de actuação. Estes elementos são importantes fontes de apoio para a criança.
E os pais que medidas podem tomar?
Os pais devem assumir uma postura de escuta activa e pensar com os seus filhos formas de limitar a situação. Devem ter proximidade com a escola, pois é no espaço escolar que se resolvem estes problemas.
Quais as medidas essenciais para reduzir este mal na sociedade?
É necessário que nas escolas sejam trabalhadas áreas como a cidadania, cooperação, assertividade, competências pessoais e sociais, empatia. É necessário que se tomem medidas para incutir nos nossos alunos a responsabilidade, o viver em comunidade, o direito à diferença e, acima de tudo, a necessidade de preservar uma identidade individual e não uma identidade grupal, pois, muitas vezes, a inserção num grupo de pares “obriga” a tomadas de posição que não são consistentes com o pensar individual.

SAIBA MAIS


Título Original: Bullying
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2010

Bullying Título de um filme espanhol que mostra com detalhes o sofrimento do jovem Jordy, vítima de bullying na escola. O final é trágico. O filme, muito didático, deveria ser visto e debatido em sala de aula.
Perguntas importantes que poderiam ser feitas após a projeção do filme:

• Qual seria a conduta correta da escola para evitar o bullying sofrido por Jordy?
• O que deveria ter feito a própria vítima para se proteger?
• O que deveriam ter feito as testemunhas silenciosas que a tudo assistiam?
• A família de Jordy agiu corretamente?

Aconselho.

Torna-se necessário parar um pouco para voltar a refletir sobre o nosso papel, na sociedade e na vida...

O tempo...
Mais do que certezas em respostas às nossas incertezas de amanhã, qualquer reflexão sobre o futuro traz-nos incertezas às nossas certezas presentes.” (Edgar Morin, in O Método)
O tempo cronológico, também conhecido como a quarta dimensão (da física), é algo indefinido e, tal como a vida, é sempre limitado, mesmo quando não somos capazes de ver o princípio e o fim. Disse limitado, o que não significa necessariamente efémero, porque isso depende, quase só, da força do nosso testemunho forjado na memória do tempo – alquimia de mulheres e homens, sonhos e realidades, sucessos e insucessos… da realização das gerações que cumprem o seu “mandato” existencial.
Mas como se define tempo? ... Intervalo entre dois acontecimentos?
É uma ideia fascinante! O início de tudo. O momento em que tudo começa. Mas, efetivamente, começa o quê? A vida não, certamente. Neste aspeto, tanto físicos como metafísicos estão de acordo – a vida só apareceu mais tarde. Então, insiste-se, o que é que começou de facto? A matéria, a luz, a energia e todas as outras formas de uma mesma realidade, de uma mesma natureza que, temos de admitir, ainda não foi totalmente revelada? Talvez. O que importa reter é que começou. Ou seja, algo mudou naquele instante inicial.
Alguma coisa começou a mudar. Quando algo muda, há o momento da mudança ou, também, a duração da mudança. É a esse momento ou a essa duração que chamamos tempo. O tempo só existe porque existe mudança. Isto resolve, para já (!), uma das dúvidas mais prementes no espírito de muitos: existiu um momento antes da criação do Universo? Não. Antes do início (do big bang, para os espíritos mais científicos), o tempo não existia, uma vez que não havia mudança. Logo, não houve qualquer momento que antecedesse o Início.
Assim, podemos definir o tempo singelamente como sendo “o intervalo entre dois acontecimentos”. Ora, para que alguma coisa aconteça é necessário que algo mude: que se mova, por exemplo, que aumente ou diminua, que altere o seu aspeto, a sua temperatura, o seu estado, a cor, etc. Se nada mudar, o tempo não faz sentido. E não será de mais recordar que medir é sempre comparar!

O tempo e a sociedade dos nossos dias...
Vivemos num tempo em que as pessoas dizem não ter tempo para nada e vivem angustiadas, frequentemente, em função disso mesmo: “Ah, se eu pudesse parar o tempo!”, “Tenho que ter tempo para tudo e para todos menos para mim próprio” – (estes são alguns dos desabafos que povoam as consciências do nosso tempo).
As pessoas correm, correm freneticamente em todas as direções, por isto e por aquilo, aos ziguezagues…

Mas para onde estamos a ir?
Sem dúvida sempre em direção à menor fração de tempo. Atrás desta quimera vai o nosso ritmo de vida, cada vez mais rápido. O que dantes se media em dias ou em horas, agora é medido ao minuto (Ex.: ”Telefona-me daqui a 10 minutos, Ok?”- como ainda há pouco uma colega me disse!!). Em certas modalidades de alta competição já se medem os resultados em centésimas de segundo, como no atletismo, e em milésimas de segundo, como no automobilismo. E isto é só o começo! O movimento continua. Vamos certamente continuar a correr, em constante aceleração, perseguindo ou sendo perseguidos pelo tempo, sempre em busca daquela felicidade mítica a que o instinto nos conduz. Será apenas uma questão de tempo? Como alguém dizia, o tempo é um grande mestre. Só é pena que tenha o defeito de matar os seus discípulos!

Torna-se necessário, portanto, parar um pouco para voltar a refletir sobre o nosso papel, na sociedade e na vida.
No entanto, antes de perguntar: como posso esticar o tempo? – tarefa titânica reservada aos deuses do Olimpo -, devo questionar-me sobre quais as prioridades da minha vida, qual o sentido das minhas ações ou, de forma mais tecnocrática, como gerir melhor o meu tempo? (tentarei abordar a gestão do tempo numa publicação futura).
Não sendo capaz de responder a todas as solicitações devo, de entre o universo das possíveis, escolher aquelas que mais poderão contribuir para a minha alegria de viver, para a minha realização pessoal.
Mas este EU tem que ser utilizado com parcimónia, sob a pena de se confundir com egoísmo e, neste caso, voltaremos a ter mais do mesmo, ou seja, uma existência cheia de coisa nenhuma, balofa, pouco útil e sem sentido gregário…

SÍNDROME DE ESTOCOLMO: qual o significado?

Ouvir Muse já se tornou um caso sério de inspiração!!! Desta vez com o tema Stockholm Syndrome.


***
Em Agosto de 2006 os jornais e telejornais de todo o mundo noticiavam a fuga da austríaca Natascha Kampusch, após 8 anos de cativeiro. Recordo-me que às imagens de estupefação e alegria do seu pai, seguiram-se a notícia do suicídio do presumível raptor e, para espanto de todos, as palavras de simpatia da jovem pelo mesmo. Os especialistas apressaram-se a esclarecer que estávamos apenas a presenciar mais um exemplo da “Síndrome de Estocolmo” (= simpatia da vítima pelo seu raptor).


Mas será assim tão estranha esta simpatia da vítima pelo seu raptor?
Este fenómeno não é estranho e nem sequer é raro, pois também está presente em situações de grande tensão emocional, como são exemplos o abuso infantil e a violência doméstica em geral. Estamos, portanto, perante um processo psicológico desencadeado para que a vítima consiga "suportar" a situação traumática.
A designação “Síndrome de Estocolmo” esclarece-nos, desde já, que algo aconteceu na capital da Suécia. De facto, nesta cidade, em Agosto de 1973, foi assaltada uma dependência do Kreditbanken e durante seis dias os empregados foram mantidos nas instalações pelos assaltantes. Após a sua libertação, e para espanto de todos, estes empregados bancários, em vez de acusarem os seus opressores, defenderam-nos.
Mas o mais estranho estava para chegar. Em Fevereiro do ano seguinte, Patty Hearst, uma herdeira multimilionária educada nas melhores escolas da costa leste norte-americana, é raptada pelo autodenominado Symbionese Liberation Army, que pediu como resgate a distribuição de 6 milhões de dólares de bens de primeira necessidade pelos pobres da cidade de São Francisco. Apesar da família Hearst ter distribuído a quantia, Patty não foi libertada. E 60 dias depois, foi fotografada a participar fortemente armada num assalto a uma dependência do Hibernia National Bank (por acaso propriedade da família da sua amiga de escola Patrícia Tobin).
Um terceiro e último exemplo é o de Yvonne Ridley, jornalista do “Daily Express”, que foi capturada e retida durante 11 dias pelos talibãs no Afeganistão, em Setembro de 2001. Durante a sua estada junto dos talibãs prometeu a um dos seus dirigentes religiosos que iria estudar o Islão se a deixasse regressar a Londres. O que fez, tendo-se convertido em 2003 ao Islamismo mais radical (mas não, ela não se considera uma vítima…).
Explicações para este fenómeno?
A duração parece desempenhar um papel importante. Nos quatro casos relatados, as vítimas/reféns/cativos passam dias, meses ou anos permanentemente com os seus agressores/raptores/guardas.
Os exemplos apresentados e outras situações semelhantes, como o abuso infantil e a violência doméstica, são situações de grande intensidade emocional, em que as vítimas estão constantemente receosas sobre o que lhes vai acontecer.
Um outro fator é a substancial diferença de poder das vítimas em relação aos agressores, possuindo, estes, plenos poderes sobre as suas vidas e a sua liberdade.
Como os exemplos sugerem nos mais diversos contextos culturais, a universalidade destes comportamentos dita a existência de um mecanismo de sobrevivência física mas também psicológica.
  • Será um mecanismo geneticamente desenvolvido para que o indivíduo sobreviva caso seja retirado do seu contexto social?
  • Ou talvez um mecanismo psicológico que auxilia o indivíduo a lidar com uma situação que de outro modo seria insuportável pela objetiva (e subjetiva) completa ausência de controlo?
  • Ou será antes um mecanismo psicológico de defesa que, ao permitir a identificação com o agressor todo-poderoso, garante a proteção e a sobrevivência da vítima? 
EXPLICANDO...
LIGAÇÃO AO CAPTOR
Dado que os comportamentos das vítimas são muito semelhantes, independentemente da sua cultura de origem, alguns autores sugerem que se trata de um mecanismo psicológico adaptativo que possibilitou a sobrevivência nas sociedades primitivas de caçadores coletores, especialmente das mulheres. O rapto de mulheres e criança por outras tribos de caçadores coletores foi um fenómeno comum, pelo que as mulheres nossas antepassadas, que desencadearam comportamentos de maior afeição interna pelos captores, tiveram maior probabilidade de sobrevivência de sobrevivência e passaram à descendência essa característica. Por exemplo, alguns dos bancários da situação original, que deu origem à designação do fenómeno, após o seu resgate organizaram uma recolha de fundos para defesa dos seus captores…

IDENTIFICAÇÃO COM O AGRESSOR 
O agressor é o que possui objetivamente mais poder, que decide sobre a vida e a morte da vítima. Para alguns autores, com base nos modelos psicanalíticos, a identificação com o agressor maximiza a probabilidade de sobrevivência. O caso da jornalista Yvonne Ridley, raptada pelos talibãs, é uma forte demonstração desta identificação, pois atualmente ela acusa os islamitas moderados de servos do ocidente e do capitalismo.

ILUSÃO DE ESTABILIDADE E CONTROLO
O ser humano, de modo a conter a sua ansiedade, necessita de perceber estabilidade no mundo que o rodeia e de sentir algum grau de controlo sobre esse mundo. A vítima está numa situação que, no limite, é cognitiva e emocionalmente insuportável: nunca sabe e não decide o que vai acontecer a seguir, a ligação emocional ao agressor torna mais suportável a sua situação, especialmente quando replica os seus comportamentos, como parece ser a situação vivida por Patty Hearst

Seja qual for a explicação que decida adotar, só há mais um grão a acrescentar à engrenagem: a Síndrome de Estocolmo poderá transformar-se na Síndrome de Lima. Nesta cidade peruana o Movimiento Revolucionario Túpac Amaru ocupou a Embaixada do Japão em finais de 1996, fazendo cerca de 140 reféns, mas aqui o processo psicológico desenrolou-se em sentido inverso, tendo os guerrilheiros ficado gradualmente sensibilizados com a situação vivida pelos seus reféns. Talvez, precisamente, porque o diferencial de poder não se registasse de forma tão dramática como noutras circunstâncias.