Tomadas de decisão

Parar para pensar...
Tomar decisões faz parte do nosso dia-a-dia.
Este processo, no qual é necessário avaliar as diversas alternativas existentes de forma a poder escolher as mais apropriadas, é elaborado, normalmente, através de atalhos cognitivos que determinam o nosso “percurso” até à tomada de decisão. E estes perante a dimensão e a complexidade de alguns problemas, são baseados na intuição e no conhecimento empírico acumulados, que sabemos não serem suficientes para tomar as melhores opções.
O estudo de Herbert Simon, 1957, pelo qual lhe foi atribuído o Prémio Nobel da Economia, em 1978, demonstrou que, usualmente, somos pouco sistemáticos e racionais na tomada de decisão, que apresentamos uma capacidade limitada para processar e avaliar as informações das diversas alternativas possíveis e que tendemos a usar estratégias elementares invocando apenas alguns aspetos das noções disponíveis.
Segundo a sua teoria sobre a racionalidade limitada, ao usarmos este tipo de estratégias, devido às nossas limitações cognitivas acabamos por adotar decisões “irracionais” que se revelam, por vezes, pouco acertadas ou até irresponsáveis quando efetuadas sob circunstâncias de incerteza. Estas limitações reforçam a ideia de parar para pensar. É indispensável que qualquer decisão que tomemos tenha como base uma atitude de humildade, na qual procuramos adquirir o conhecimento necessário para desencadear um pensamento crítico e criterioso, que passa por pôr em questão todos os argumentos que utilizamos e despender o tempo e o esforço necessários para pensarmos por nós próprios de uma forma racional. Porque as decisões devem ser tomadas sem subterfúgios como crenças, demagogias ou uma falsa consciência grupal.
Não estamos apenas a tentar interpretar o mundo e a dar uma mera opinião, mas sim a participar na sua transformação.


O próximo video, de apenas 51 segundos, demonstra como é habitual recorrermos a "atalhos mentais" nos nossos julgamentos...

...de certeza que pensei o mesmo que vocês!

Uma chávena de café por dia, não sabe o bem que lhe faz(ia)!


A cafeína pode vir a tratar as doenças de humor, nomeadamente a depressão, considerada um dos mais graves problemas de saúde da sociedade atual, afetando uma em cada quatro pessoas.

Um grupo de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra afirma ter aberto uma nova linha de investigação centrada nas doenças de humor, na sequência dos seus estudos com café para tratamento de doenças do cérebro.

"Alguns estudos iniciais mostraram que populações de risco, como os enfermeiros dos serviços de urgência, toleram muito melhor ao longo do tempo situações de stress repetido quando consomem café de forma regular, em doses toleráveis e normais, do que profissionais com funções semelhantes, mas que não tomam café regularmente", sublinha Rodrigo Cunha, da Faculdade de Medicina de Coimbra.

Além dos testes psicológicos, é possível verificar estes resultados em testes biológicos com os níveis de cortisol, que confirmam esta impressão, de que há um benefício em termos de controlo de humor associado à toma regular de doses moderadas de cafeína.
Um estudo levado a cabo por uma equipa da Harvard Medical School, analisando os ritmos de vida de 50 mil enfermeiros, e agora publicado pela Archives of Internal Medicine, chega às mesmas conclusões. Acrescentando, ainda, que aqueles que consomem café regularmente estão menos propensos a ter peso acima da média, pressão alta e apresentar diabetes.
Parece que a minha amiga cafeína provoca sentimentos de bem-estar e energia!

Precisam-se de "Pais e Professores com clareza, graça, elegância e estilo!"...

Parafraseando Orlando Lourenço (1996), sou da opinião que devemos educar as crianças para a: Clareza, Graça, Elegância e Estilo… para poderem ir longe em termos de desenvolvimento: Intelectual, Sociomoral, Emocional e Estético.

“Quando um pai exige obediência ao filho sem lhe explicar qua
l o sentido dessa obediência, está a violar o princípio da clareza.
O mesmo acontece quando as pessoas falam ou escrevem para os outros sem elas próprias saberem muito bem o que lhes querem dizer. Aliás, quando não sabemos bem do que falamos, ou temos pouca, se alguma coisa, para dizer, temos tendência a ser confusos. Pouco claros, portanto.
Quando a mãe é superexigente e não é capaz de desculpar uma falha do/a filho/a, está a violar o princípio da graça. Ao invés, quando é capaz de brincar a propósito de um comportamento menos feliz (dela própria ou do/a filho/a), a sua relação tende a ter graça.
Como tende a ter graça a escrita das pessoas que, por exemplo, tendem a utilizar metáforas e analogias para falar das coisas. É que a brincar dizem-se coisas muito sérias! E a graça está em dizer coisas muito sérias de um modo muito divertido!...
Quando os pais maltratam os filhos estão a transgredir o princípio da elegância. De facto, somos muito pouco elegantes quando ofendemos os outros, que sempre merecem respeito e consideração (...)
Quando os pais se oferecem aos filhos como pessoas muito preocupadas com a submissão e obediência aos seus superiores hierárquicos, estão a violar o princípio do estilo. Ter estilo é ser capaz de dizer não ao conformismo; de dizer que não vamos para não queremos ir; e de assumir que somos assim porque é assim que queremos continuar a ser.
É muito difícil termos estilo se passarmos a vida a receber ordens, ainda que disfarçadas de pedidos. Quem recebe muitas ordens tende a ter de si uma baixa auto-estima e, por conseguinte, a ter pouco estilo (pessoal). Confunde-se em demasia com os outros!...É por esta razão que a interação é, enquanto prática educativa, muito melhor do que o discurso.
Se utilizar sobretudo a interação como prática educativa, é provável que os seus filhos venham a ter mais clareza quando escreverem, falarem ou interagirem com os demais…Sejam capazes de dizer coisas sérias com humor, ironia e graça. É provável, ainda, que venham a ser elegantes. Quer dizer, bastante capazes de estabelecer relações de igualdade e de pós-socialidade com todos aqueles com quem se relacionarem, por mais que discordem deles ou tenham de os criticar. E é possível, finalmente, que sejam capazes de imprimir a sua marca e estilo a muitas das coisas que decidirem fazer.”
ORLANDO, L. (1996). Educar Hoje Crianças para o Amanhã. Porto: Porto Editora.

O QUE DIZEM OS ESTUDOS -- Ter amigos prolonga a vida!

Um estudo efetuado por um centro de pesquisas na Austrália, e publicado no Journal of Epidemiology and Community Health, acentua que ter bons amigos pode prolongar a vida. Intitulado: “Estudo Longitudinal do Envelhecimento na Austrália” (ASLA, na sigla em Inglês), seguiu cerca de 1,5 mil pessoas com mais de 70 anos na cidade de Adelaide.
O objetivo do estudo era avaliar os fatores sociais, físicos e psicológicos envolvidos na longevidade.
Como tal, os idosos foram questionados sobre a sua atividade social (quanto tempo passavam com filhos, netos, amigos), quantos amigos tinham e que tipos de atividades sociais exerciam.
Posteriormente, e após serem submetidas a diversas avaliações, os cientistas perceberam que as pessoas que mantiveram "bons laços de amizade" viveram mais. Para os investigadores, os amigos estimulam os idosos a tomarem conta da sua saúde, atenuando sentimentos de depressão e ansiedade nos momentos difíceis

E por falar em idosos...

"Uma publicidade do complexo vitamínico Centrum, extremamente bem feita e bem humorada. Acima de tudo, chama-nos a atenção para o fato de que não precisamos de envelhecer as nossas "mentes", ainda que os nossos corpos, inevitavelmente, carreguem os sinais da passagem do tempo. Um lição que está ao alcance de todos, tanto dos que tomam vitaminas como dos que, simplesmente, preferem se alimentar de forma saudável."-- (texto descritivo do vídeo no Youtube)