Planifique o seu dia de forma saudável!


Planificação diária ideal, segundo artigo publicado no jornal The Sun
Cada segundo que passa é importante, e ajustar a rotina de acordo com as horas do dia pode ser uma maneira de ter um dia saudável. Segue-se a planificação proposta pelo referido artigo:

7h22 - Despertar
Especialistas acreditam que o organismo fica pronto para acordar após sete ou oito horas de sono. No entanto, pesquisas da Universidade de Westminster descobriram que pessoas que despertam entre 5h22 e 7h21 têm uma maior concentração
da hormona humana do stresse – o cortisol, independentemente do horário a que se foram deitar. A situação aumenta o risco de paragens cardíacas.

7h30 – Para quem tiver tempo!!
Faça amor. O corpo produz uma onda de hormonas sexuais e adrenalina para a pessoa começar bem o dia.

8h10 – Pequeno almoço
A melhor coisa é tomar o café da manhã cerca de uma hora após ter acordado, segundo cientistas Australianos. "O apetite está em alta neste horário", explicou o cientista Brett Harper. Antes disso, o estômago não está pronto para uma correta digestão e absorção dos alimentos.

9h00 – Executar tarefas difíceis
As pessoas estão num estado mais alerta entre a primeira e segunda hora após acordar, segundo pesquisas. Este momento é quando os níveis de setresse e de açúcar no sangue estão mais altos. Por isso, a pessoa tem energia para lidar com situações de dificuldade, de acordo com o professor Simon Folkard, da Universidade de Wales.

10h30 – Pequena pausa
O ideal é estabilizar a queda de energia com um lanche rápido. Comer várias vezes ao dia ajuda o corpo a funcionar de forma mais eficiente do que se concentrar a alimentação em apenas três refeições diárias.

13h30 - Almoço
Os processos de digestão funcionam a todo vapor neste horário, segundo a nutricionista do Hospital St Geroge em Londres, Cath Collins.

14h16 – Coffee/Tea Time
De acordo com uma pesquisa feita pelo fabricante de chá Typhoo, neste horário, o corpo perde a energia. Todos os 2 mil entrevistados disseram ter falta de entusiasmo para qualquer tarefa neste momento. Apenas a esta hora do dia, a cafeína é indicada em doses adequadas.

16h00 – Lanche
Para estabilizar os níveis de açúcar no sangue e evitar comidas em exagero no início da noite, tome um iogurte às 16h. "Escolha iogurtes com baixos índices de gordura", aconselhou a nutricionista Clare Stanbull.

17h00 – Ginasticar :) (porque faz bem ao corpo e à mente!)
Hora do exercício físico. Pesquisas na Califórnia descobriram que a hora melhor para a coordenação é às 17h00. Neste horário, a hormona do setresse - que pode danificar o sistema imunológico – encontra-se em níveis mais baixos.

19h00 – Tome uma taça de vinho
Se aprecia/gosta de tomar uma ou duas taças de vinho, este é o momento. Mas não exagere, apenas deguste. Várias funções do organismo funcionam em ritmo mais lento ao final do dia e o álcool ajuda a relaxar ainda mais.

19h30 – Jantar/refeição leve
Comer carboidratos e comidas gordurosas à noite provocam elevação dos níveis de açúcar no sangue e sobrecarrega o sistema digestivo, o que afeta a qualidade do sono. Prefira vegetais e saladas para o jantar.

22h00 – Um banho bem quente!
A temperatura do corpo precisa estar em ordem para uma boa noite de sono. Um banho quente relaxa o corpo e ajuda a pessoa a adormecer. Não leia, assista televisão ou coma na cama para ter uma noite tranquila. O professor da Universidade de Loughborough, Jim Horne, disse que o hábito irá maximizar a produção de melatonina durante as horas de escuridão e combater os radicais livres.

Concluo que ando com os horários um pouco trocados! Quanto aos hábitos saudáveis... não andam muito longe :)
E VOCÊS?!

"Os superficiais. O que a Internet está a fazer aos nossos cérebros" -- (Nicholas Carr)



Trechos de afirmações proferidas por Nicholas Carr em entrevista à Revista Visão (N.º984)/ Emília Caetano
 “À medida que nos habituamos a ter toda a informação disponível na Internet, o nosso cérebro torna-se mais preguiçoso a criar memórias internas.”
“(…) a Net está provavelmente a reduzir a nossa capacidade de armazenar memória a longo prazo. Só temos de nos lembrar de “googlar” e, para muitos fins, não há mal nenhum nisso. Só existe um risco: a profundidade do nosso conhecimento e a riqueza da nossa vida intelectual depende da capacidade de formar essas memórias a longo prazo. São elas que ligam a nova informação a tudo o que aprendemos, às nossas experiências e emoções.”
 “(…) a Internet  leva-nos a raciocinar de forma superficial. Encoraja-nos a tirar muita informação e muito depressa, mas não nos dá hipótese de pensar sobre ela. Por isso, receio que estejamos a deixar de ser capazes de formular sequer raciocínios que requerem concentração e reflexão. E creio que essas capacidades que a Rede nos está a roubar são os modos de pensar mais humanos e valiosos.”
“(…) o livro deu-nos uma mente mais atenta. Quando se lê um livro, não se passa mais nada à nossa volta. O livro treina-nos a focar num assunto, num artigo ou numa história por um longo período. É uma maneira de pensar contranatura, porque somos naturalmente dados a distrações, interrupções, mudanças de assunto. De certa forma a Internet está a fazer-nos regredir a uma forma de pensar mais primitiva. Inverte a espécie de revolução cognitiva que a imprensa representou para a sociedade.”
“(…) Ganha-se rapidez e a possibilidade de juntar muitos pedaços de informação mas perde-se a capacidade de prestar atenção a uma única coisa e de nos concentrarmos nela muito tempo.”
Nicholas Carr, lançou recentemente o livro (cujo título já foi adiantado no próprio título desta publicação): “The Shallows – What the Internet is doing to our brains” (Os superficiais. O que a Internet está a fazer aos nossos cérebros)
FUNDAMENTAÇÃO DO TÍTULO
“Parti da minha própria experiência. Apercebi-me de que algo estava a mudar, mesmo quando tinha o computador desligado. Por volta de 2007 escrevia sobre tecnologia, usava muito computador e dei-me conta de que estava a perder capacidade de concentração. Ao fim de algumas páginas, começava a achar difícil ler um artigo ou um livro. Sentia que a minha mente não queria prestar atenção, mas sim comportar-se como se eu estivesse ao computador – saltar de um link para outro, ir ao Google, consultar o e-mail ou o twiter. Isso encorajou-me a investigar a forma como o nosso cérebro estava a adaptar-se à tecnologia.”

Opinião de Butterflies & Hurricanes
A Internet está a alterar o nosso cérebro, e o estranho seria se não houvesse qualquer alteração! Modificar o cérebro não é um privilégio da Internet – acontece com qualquer processo de aprendizagem. Por exemplo, quando aprendemos a conduzir, uma área específica do cérebro é ativada. O mesmo acontece quando aprendemos a resolver um “quebra-cabeças”, a fazer um café ou a usar o Google. Por definição, maior atividade cerebral não é problema, pelo contrário. O próprio Carr reconhece que o uso da Internet estimula a Inteligência visual e espacial. Mas alega que isso se dá em detrimento da capacidade de análise, reflexão e pensamento crítico. Este sim é um grave problema, principalmente, para as gerações que cresceram com a tecnologia

Sugestões:



NIHOLAS CARR: “The Shallows – What the Internet is doing to our brains” (Os superficiais. O que a Internet está a fazer aos nossos cérebros)

(como estou a ler vários livros ao mesmo tempo, em relação a este só posso dizer: estou lendo!)








REVISTA VISÃO N.º 984 (PÁGINAS:18-19) Entrevista a Nicholas Carr por Emília Caetano








E PORQUE A BRINCAR SE DIZEM COISAS MUITO SÉRIAS... :)

Todos temos o mesmo objetivo na vida: SER FELIZ.

Felicidade. Qual a sua definição? Quais as suas causas? Como atingi-la?

A felicidade não pode ser universalmente definida. Sendo relacionada à alegria e ao prazer, cada um tem a sua maneira própria de a atingir.
Pode-se ser feliz com a riqueza, a beleza, o conhecimento, o reconhecimento, as relações interpessoais...
Provocar e promover felicidade aos outros também pode surgir como fonte de felicidade individual. O nosso amor-próprio não pode ser separado do nosso desejo de ser amado, assim amar e ser amado, ou ajudar e ser ajudado, pode provocar sentimentos positivos, de bem-estar e, consequentemente, felicidade.

A realização da felicidade resulta da satisfação dos nossos sonhos e desejos, depende do sentimento de prazer e desprazer de cada um; e no mesmo indivíduo esse sentimento pode mudar com o tempo.

A felicidade pode resistir às adversidades da vida, só precisamos de sabedoria para avaliar as situações pela perspetiva mais positiva e construtiva.

Todos temos sonhos, projetos, ambições e desafios... a felicidade está no equilíbrio entre esses sonhos e a nossa capacidade em os atingir. Por exemplo, se a distância entre o que queremos e o que conseguimos for excessiva ficamos desiludidos, desanimados, ansiosos, irritados. Se a distância for muito reduzida, numa primeira fase ficamos calmos e tranquilos mas rapidamente ficamos entediados e limitados. Assim, para mim, a felicidade está em encontrar a distância certa entre o que se quer e o que se consegue.

Mas ... a felicidade é efémera, é um processo, é dinâmica, e não é um estado permanente ou um lugar onde se chega e não se faz mais nada.
Depende de nós passar a maior parte do tempo possível a usufruir, saborear e planear novas sensações de felicidade...

Como diria o imortal Tom Jobim: A felicidade é como uma gota de orvalho numa pétala de flor, brilha tranquila, depois de leve, oscila e cai, como uma lágrima de amor (…). A felicidade é como uma pluma que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve: precisa que haja vento sem parar. A minha felicidade está sonhando (…), e como esta noite, passando, passando, em busca da madrugada...
A tristeza não tem fim, a felicidade sim..."


Só para relembrar! A felicidade é algo pelo qual temos de lutar e procurar ... E nada é mais útil ao homem do que o próprio homem … pois na vida tudo pode acontecer, e sobretudo pode não acontecer absolutamente nada, tudo depende de nós enquanto realizadores (e atores!) do filme da nossa vida.

Os desafios da diferença


“Somos todos filhos do cosmos, mas transformamo-nos em estranhos através do nosso conhecimento e da nossa cultura”. -- Edgar Morin
No século XVIII, Voltaire, disse: “os chineses são iguais a nós, têm paixões, choram”. Herbert, o pensador alemão, afirmou:” entre uma cultura e outra não há comunicação, os seres são diferentes”. Afirmações polémicas?...Os dois tinham razão, mas na realidade essas duas verdades têm que ser articuladas. Nós temos os elementos genéticos da nossa diversidade e, é claro, os elementos culturais da nossa diversidade.
Hoje, perante uma sociedade multicultural, é preciso lembrar que rir, chorar, sorrir, não são atos aprendidos ao longo da educação, são inatos, mas modelados de acordo com a educação/cultura…
Falar de multiculturalidade é falar de diferenças: de língua, de religião, de costumes, …; é falar de uma cultura que acolhe outras culturas.
PALAVRA-CHAVE: Diferença. E a diferença constitui-se como um desafio.
O desafio de aceitar e respeitar a diferença. Perceber que não há culturas melhores que outras, mas que há apenas culturas diferentes.
A diferença é um valor que nos enriquece. Conhecer outras culturas, outras formas de estar e de pensar a realidade só nos valoriza e torna-nos mais capazes para nos aproximarmos e compreendermos o outro.
O respeito não passa só pela cultura que recebe, pela sociedade que acolhe. O respeito passa também pela cultura que é recebida, pelo indivíduo que é acolhido. Também ele tem de respeitar as regras da cultura, da sociedade que o acolhe.
O respeito é mútuo. Cabe a cada uma das partes não gerar um confronto de culturas, mas fomentar e construir um encontro de culturas e saberes.



  LÁGRIMA DE PRETA

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)
                                                        e cloreto de sódio.    (António Gedeão)

SUGESTÃO: http://www.acidi.gov.pt/