E se as crianças não aprenderem a tolerar as frsutrações?...

(...) Se as crianças não aprendem a tolerar as frustrações, nunca hão de ser engenhosas e nunca hão de aprender com as dificuldades. A dor dói, magoa, mas é uma oportunidade de crescimento e não há dores que venham por bem. As dores são as grandes oportunidades para nos interpelarmos e para nos transformarmos (...) -- Eduardo Sá

Doença de Alzheimer

























Visitando o "espaço" de uma simpática blogger M&A, deparei-me com um lindo texto do romance: "O Diário da Nossa Paixão", de Nicholas Sparks (para ver publicação clique em Amor.).
Este romance fala-nos da grande paixão de Allie e Noah. Os dois têm uma vida preenchida com tudo a que dois apaixonados têm direito: recordações, filhos, netos e um amor que não se apaga com o passar dos anos...mas que se vê ameaçado por um terrível mal: a doença de Alzheimer.
E é sobre este tema que decidi escrever hoje.

Como podemos caracterizar a doença de Alzheimer? Como se diagnostica? Tem cura? Que cuidados podem retardar a evolução da doença?


A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência na velhice. Caracteriza-se pela perda da memória associada à deterioração das funções intelectuais, emocionais e cognitivas. Ocorre entre homens e mulheres na mesma proporção sendo que incide em 8% da população de idosos. É uma doença de carácter progressivo.
Deve-se à disfunção das células nervosas, de causa ainda desconhecida, que provoca a diminuição de uma hormona de grande importância na função cerebral (acetilcolina). Sabe-se, ainda, que se trata de uma doença com características hereditárias.
O início da doença é discreto, com o aparecimento de esquecimentos e pequenas confusões (com datas, por exemplo). Logo numa fase inicial, começa a evidenciar-se uma dificuldade em memorizar factos recentes, e, progressivamente, surgem  dificuldades em realizar pequenas tarefas domésticas.
Com a evolução da doença começam a acentuar-se os seguintes sintomas:
  • Dificuldades na fala
  • Incapacidade em manter um  um raciocínio lógico
  • Défices de concentração e atenção
  • Isolamento social
  • Progressiva desorientação no tempo e espaço
  • Perda das capacidades de leitura, escrita e de efectuar cálculos
  • Humor instável: com momentos de raiva, choro, depressão e agressividade
  • Dificuldade em se alimentar e efectuar a higiene pessoal
O diagnóstico é de exclusão com outras demências (aterosclerótica, por exemplo), com manifestações de certas intoxicações (por drogas tipo tranquilizantes, alcoolismo, etc.), com certas infeções (encefalites) e com sequelas de traumatisma craniano.

Não deve ser confundida com as alterações de memória, "lapsos de memória", muito comuns em qualquer idade e que se acentuam na velhice, ou com estados de forte emoção e depressivos. Estes "lapsos de memória" são processos benignos e nunca são acompanhados de outras alterações como ocorre na Doença de Alzheimer.
Não há cura para a doença nem um tratamento específico. Existem duas substâncias que possuem algum efeito sobre os sintomas da doença na sua fase inicial: a tacrina e o hidroclorido de donepezil. Estas substâncias devem ser administradas com cautela pois podem provocar problemas digestivos e hepáticos. O tratamento baseia-se em medicamentos sintomáticos, atividades físicas e mentais, sendo fundamental a constante estimulação da pessoa doente. Estes cuidados podem retardar a evolução da doença. Neste processo, a participação da família é fundamental e deve começar pela compreensão da doença. A manutenção da dignidade e do auto respeito deve ser uma constante.

Para ver ou rever


Este fim-de-semana vi (pela primeira vez, confesso) o filme: “Separados de fresco”. Achava eu que ia ver uma comédia romântica, digna de uma tarde fria de inverno e dou por mim a pensar seriamente nas relações homens-mulheres e a irritar-me com a estupidez (desculpem!) das mulheres, com as reações básicas dos homens, e com o tempo que se perde em discussões!
Ri-me por vezes, é verdade, mas creio que o filme é uma armadilha: esconde-se por trás de uma aparência lúdica e afinal põe-nos a refletir.
Aconselho-o. No filme, podemos ver de uma forma bastante crua e básica, as grandes diferenças que separam, por vezes, abissalmente, as mulheres e os homens, e vice-versa.
Brooke (Jennifer Aniston) e Gary (Vince Vaughn) são o casal vítima desta análise: o que parecia ser uma relação amorosa promissora começa a deteriorar-se até que chega o momento de colapso no qual Brooke põe fim a tudo. Questão prática: a casa que partilham foi comprada por ambos. Depois de muito discutir, decidem partilhá-la até que um deles ceda.
Vemos então um casal que gosta genuinamente um do outro, mas incapaz de o mostrar, incapaz de assumir alguns erros, incapazes de conviver.
Na fase em que atravessamos, que muitos dizem ser a era da pastilha elástica ou do fast-food, em que tudo acontece muito rápido e é ainda mais rapidamente deitado fora, um filme como estes, por entre piadas, obriga a pensar. Retrata a vida como ela é: o dia-a-dia e as relações têm sempre um lado cómico e um dramático, têm sempre as suas dificuldades, os erros, os esforços em vão e os arrependimentos. Afinal, as relações idílicas não passam disso mesmo: idílicas e ilusões. É preciso trabalhar a relação para que esta seja “perfeita”.

No fim, e depois de algumas confusões e mal-entendidos, de seguidos ou não os conselhos dos amigos e colegas de trabalho surreais, as conclusões a que ambos chegam parecem ser as mais acertadas e sensatas!!

De coração abotoado?


Educam-nos para nós abotoarmos o coração até o último botão. E, às vezes, as pessoas despem-se facilmente por fora e têm dificuldade em perceber que o grande desafio da vida é despirmo-nos por dentro. É darmo-nos a conhecer por dentro.-- Eduardo Sá