Para ler

TÍTULO: O homem à procura de si mesmo
AUTOR: Rollo May
EDITORA: Editora Vozes
Rollo May é um dos maiores psicanalistas do século XXI.
Apesar de ter sido escrita em 1953, esta obra continua atual, ao propor que quanto mais conhecimento o indivíduo tiver sobre si mesmo, maior é a sua capacidade de lidar com ele, com os outros e com o mundo que o rodeia. Esse conhecimento libertador exige um esforço profundo de reflexão e, longe de receitas rápidas e superficiais, o autor põe em causa os valores da sociedade atual, referindo a necessidade do indivíduo se recentrar naquilo que é importante: a sua autorrealização como pessoa.

O autor trata com uma profundidade pouco vista temas como: solidão, liberdade, ansiedade, perdas, doença, crises existenciais, vazio existencial, ódio e ressentimento, dependência, autenticidade, maturidade e virtude.


Acabei de ler e aconselho.

Illusion...



It matters not who you love, where you love, why you love, when you love or how you love; it matters only that you love.
 John Lennon

Cinematerapia

Uma simples ida ao cinema pode ser um bilhete para uma viagem aos meandros da nossa mente. Da sala semi-escura raramente saímos indiferentes. Soltamos gargalhadas, contemos o nó na garganta. Porque o cinema tem esse poder. Choca-nos. Afeta-nos. Sentimos. Pensamos. Criticamos. Esta é a base da cinematerapia. Técnica que pode ser usada como recurso no trabalho terapêutico.
A revista Saúde Mental publicou um estudo, realizado em Portugal, sobre os efeitos da cinematerapia. Tratou-se de uma Investigação realizada pelo Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria, na qual 10 doentes foram submetidos a análise. Ao fim de sete sessões em grupo com duas terapeutas e com filmes pré selecionados que focassem algumas problemáticas emocionais, "conclui-se que os resultados foram positivos e que esta técnica pode ser uma adjuvante ao tratamento Standard".

Lições de 40 Filmes...
As “lições” são retiradas de filmes que vão desde a série Star Wars, Clube dos Poetas Mortos, passando por Matrix, Gladiador, Forrest Gump, Rei Leão, ... e mais 34!

Obrigada!


"OBRIGADO.                                                                  
                                                                                                       
(…) todas as palavras me parecem insuficientes…não ter palavras é muito melhor do que ter rios de palavras. Aquilo que não sei dizer, existe com muita força e, se tentasse encontrar-lhe nomes, estaria a diminuí-lo, a transformá-lo em qualquer coisa possível.
É essa a natureza da matéria que partilhamos, é essa a forma daquilo que nos juntou. Sem esse mistério, continuaríamos a seguir os nossos caminhos. Talvez a metros, talvez a quilómetros, talvez em hemisférios distintos, talvez em ruas paralelas, as nossas existências seriam indiferentes uma à outra. Não quero sequer imaginar a possibilidade desse mundo cinzento. Ainda bem que existem os livros, ainda bem que existe esta revista, ainda bem que existem a internet, o facebook, as feiras do livro e todos os lugares físicos e não-físicos onde nos encontramos. Ainda bem que existe o pensamento e a memória. Ainda bem que existe a ternura.
(…) Vocês foram chegando devagar, foram entrando e quero que saibam que, hoje, são parte da minha família. Penso em vocês entre aquilo que me é mais valioso e, sem explicação, sinto saudades vossas de repente. Muitas vezes, sinto o toque do sol, tão suave, e sorrio ao lembrar-me que vou partilhar esse bem-estar convosco. Sinto-me muito grato pela companhia que me fazem. Convosco, nunca estou sozinho. (…)
(…) Vocês têm muitos rostos, muitas histórias. Eu ouço-vos e encho-me de esperança humana, de amor humano, e transbordo. Mesmo quando estou em silêncio, agradeço-vos por me acrescentarem um sentido tão profundo. Estar-vos grato é estar grato ao mundo inteiro, ao fácil e ao difícil, ao doce e ao amargo. Sem um, não existiria o outro. Mesmo. Sem um, não existiria o outro, repito para que não restem dúvidas. Chegou a hora de, todos juntos, agradecermos pelas contrariedades. São elas, por mais feias, que nos permitem alcançar aquilo que está para lá delas. Ao mesmo tempo, são essas contrariedades, esses silêncios, que nos permitem prestar atenção ao que realmente nos interessa e que, como uma fogueira, nos ilumina o rosto (…)”
                                            Crónica de José Luís Peixoto, de 09/02 -- REVISTA VISÃO
Para ler crónica na integra http://aeiou.visao.pt/obrigado=f645618