A audácia tem génio

Depois de estar à conversa com uma amiga que está “híper” entusiasmada com o próximo concerto de Madona em Portugal, dei comigo a pensar no percurso da cantora… No seu “ingrediente secreto” para o sucesso.
Eu teria começado a falar quando o álbum “Like a Virgem” foi lançado… Estavamos na década de 80, Madona transpirava irreverência e criatividade… com uma atitude rebelde que atraía… Seguiram-se  outros grandes sucessos, e algumas polémicas também, como o lançamento do livro Sex, já na década de 90. Mas a atitude implacável permanecia. Audaz, a quebrar barreiras… Traçando o seu caminho, sem aceitar que lhe dissessem “é por ali”…
Se me perguntarem: “És fã da Madona?”, “Já assististe a algum concerto dela?”, … A resposta é:" NÃO".
Mas admiro o seu percurso. A extraordinária capacidade que tem de inovar, quando o caminho mais fácil seria copiar ou continuar a fazer o mesmo (não é o que todos fazem? Ou quase todos!). Aprecio a forma como ignora os críticos (e se ela foi criticada!), mantendo-se firme. Enquanto isso, somou sucessos junto do público (que é afinal, quem interessa atingir), deixando os críticos entretidos em esgrimir argumentos para a fragilizarem.
Há quem diga que as árvores são mais resistentes nos locais onde o vento e as tempestades sopram mais forte. Madona tem mostrado que é assim…!
A audácia tem génio, força e magia em si.
-- Goethe
Alguns dos “Ingredientes secretos”: audácia, determinação, irreverência, criatividade, inovação, firmeza/persistência, disciplina, muito trabalho…
… acrescento ainda: estar rodeada (ou saber fazer-se rodear) pelas pessoas certas!...

E aqui está ela, aos 54 ANOS, com mais uma super produção...

Criatividade… [2]


Terá a criatividade  uma base biológica?

Os cérebros das pessoas criativas parecem estar mais recetivos aos estímulos provenientes do meio ambiente circundante, enquanto os cérebros das outras pessoas parecem fechar-se a essa mesma informação. Estas últimas têm a capacidade de ignorar os estímulos considerados irrelevantes (processo a que nós psicólogos designamos de “inibição latente”). Assim, Jordan Peterson (University of Toronto), Shelley Carson (Harvard University) e Daniel Higgins (Harvard University) consideram ter identificado uma das bases biológicas da criatividade.

As pessoas criativas possuem níveis mais baixos de inibição latente, o que implica um trabalho contínuo de recolha da informação adicional, proveniente do exterior, com que são constantemente bombardeados. Em oposição, as pessoas pouco criativas classificam um objeto e posteriormente esquecem-no, mesmo que este seja mais complexo e interessante que aquilo que elas pensam.

Uma das questões que ocupam há mais tempo os cientistas é a relação entre loucura e criatividade. Ao que parece, os baixos níveis de inibição latente e a flexibilidade de pensamento excecional podem predispor para a doença em determinadas condições e para a criatividade noutras. Por exemplo:  nas etapas iniciais de doenças como a esquizofrenia, muitas vezes acompanhadas por sentimentos de profundo insight, conhecimento místico e experiências religiosas, ocorrem alterações químicas que fazem desaparecer a inibição latente.

Criatividade... [1]

As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, criam-nas.
Bernard Shaw (filósofo)

criatividade pode ter várias definições dependendo do ponto de vista com que é questionada. Sob o ponto de vista humano, a criatividade é uma qualidade adquirida e iniciada na infância. É Durante essa fase que o potencial criativo é ou não ativado. Esse, que é a capacidade de produzir e transformar o ambiente segundo as necessidades, desenvolve-se graças aos estímulos e elogios que a criança recebe dos outros.

É uma qualidade adquirida por pessoas curiosas que procuram inspiração em informações e têm a sensibilidade de percebê-las de forma diferente. Características das pessoas criativas? Em regra, são muito curiosas, são persistentes, são bem humoradas, são independentes nos seus atos e responsáveis pelos mesmos, possuem rápida desenvoltura em atividades, fácil perceção, habilidade na aprendizagem e são, também, visionárias.

... mas a criatividade  é uma qualidade que pode também desenvolver-se após a infância...
Para isso deve-se adquirir hábitos como dormir no mínimo oito horas, anotar ideias que surgem no decorrer do dia para executá-las, caminhar ao ar livre, evitar locais que enfraquecem o cérebro com barulhos e excessos, traçar objetivos, utilizar o tempo ocioso a favor da criatividade, fazer sempre anotações, ser curioso em todos os aspetos.
Como dizia Thomas Edison “as minhas invenções são fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração”.


...de férias!

Existem algumas associações bem interessantes com a palavra férias. Antigamente às férias associávamos o descanso, a calma, a sesta, a conversa, a narração de histórias, a reflexão, os passeios, o tempo livre ou os passatempos.
Nos dias de hoje os conceitos associados às férias são bem diferentes: descanso ativo, ocupação dos tempos livres e outros semelhantes, que remetem para a necessidade imperiosa de ocupar ativamente o tempo de forma continuada e permanente.
Na sociedade atual esta obsessão pela ocupação de todos os minutos e segundos do dia é colmatada por um conjunto de produtos e serviços, que tratam o tempo como apenas mais uma mercadoria, e que nos transforma incessantemente em consumidores compulsivos, mesmo quando estamos de férias: ocupamos os nossos dias com tantas atividades quantas as possíveis… Não é por acaso que ouvimos sistematicamente os regressados de férias dizerem que necessitavam de férias das férias, pois encontram-se mais cansados no final das férias do que no seu início…
Quanto a mim, vou fazer com que as minhas férias sejam apenas férias, e não uma forma frenética de ocupar o tempo e uma fuga de encontro comigo mesma e com os outros…
E sobretudo, tentar afastar de mim tudo o que me possa travar o sorriso!