Não há como fugir...



Não há como fugir: em algum momento, a relva do vizinho é - e sempre será - mais verde. Não adianta termos o que precisamos, pois queremos sempre mais...

A verdade é que sem autoconhecimento e sem simplicidade, a vida pode parecer (sempre) pequena demais diante de tanto sonho. E o que fica? Uma insatisfação, uma inveja que volta e meia procuramos disfarçar. Juramos a pés juntos que não "guardamos" sentimentos negativos  no peito. Afinal, crescemos a ouvir que tudo isso é feito. Muito feio. É, concordo que inveja é um sentimento desdenhoso. Mas, se prestarmos atenção, é possível transformar o tal pecado em algo positivo.

Como? Imagine que me senti "incomodada" ao saber que uma amiga foi promovida e ganhou um aumento inacreditável!...
...E que tal, para começar, sorrir. De coração. Reciclar o sentimento negativo inicial. Comemorar com ela, vê-la como exemplo e transformar aquela invejazinha em pura fonte de inspiração (felizmente tenho muitas fontes de inspiração!)...

Mas cuidado, o conselho não é copiar ninguém. (Afinal, onde está a nossa personalidade?). Temos de encontrar o nosso estilo, o nosso jeito de lidar com a vida, as nossas limitações. Temos de nos descobrir. Temos de nos aceitar. E voilá...avançar!

Era isto que eu tinha para dizer numa época de muitos pecados e poucas confissões. Sentimentos pouco nobres habitam todos nós e não há como fugir disso. O importante é o que iremos fazer com eles. E o que eles poderão fazer connosco. (Se deixarmos).

Educar crianças para serem FELIZES "todos os dias, sem direito a férias, pontes ou feriados"!


Vejo o mundo a cores. Acredito no que as crianças podem trazer de novo. E nunca é demais recordar que: elas "não são o melhor do mundo", mas o melhor de nós mesmos...!



FELIZ DIA DA CRIANÇA :)


...a Felicidade da LINDA Mariana é contagiante!
(Filha de uma amiga.)

"Todas as crianças têm direito a brincar. Todos os dias, sem direito a férias, pontes ou feriados. E a brincar com um dos seus pais, 30 minutos, de segunda a domingo. Têm, também, direito a ser filhos únicos dos seus pais, uma vez por semana, por um bocadinho. E a ter os pais ao jantar e depois dele, sem telemóveis, sem internet e sem televisão, só para a família...sem que tenham de estar sempre quietas e caladas. Porque só quando se pensa com os outros, conversando com os botões e em voz alta, ao mesmo tempo, se aprende a crescer.
E merecem, ainda, o direito a admirar os pais e os avós. Porque só quem admira se torna humilde. E só quem conhece a sua história, e se orgulha dela, conquista o direito a ter futuro..."
Eduardo Sá


(Eu com 3 aninhos!
Fui, sem dúvida, uma criança feliz...)


"Thank You For Your Love" ♥


Sim, como se faz?

"Como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
Sim, Como se faz? Como se esquece?

Devagar…
É preciso aguentar. É preciso paciência.
A tristeza só há de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo.

A saudade é uma dor que pode passar (ou melhor, tornar-se mais serena) depois de devidamente doída, devidamente sentida. E o primeiro passo é aceitá-la.
É preciso aceitar esta dor que nos despedaça o coração. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução…

Dizem-nos para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos, mais tarde, de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado…"



Nada se esquece. O que é preciso é deixar correr o coração de lembrança em lembrança até ele se acalmar.
E, um dia, as lembranças deixam de nos magoar… Confortam-nos.

                                                                                  Adaptação de texto de Miguel Esteves Cardoso