O Meu Mundo em Poemas [2]

@Costa Norte de Portugal

Mar, 
Metade da minha alma é feita de maresia
***
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim
A tua beleza aumenta quando estamos sós.
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
***
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar...

Sophia de Mello Breyner Andersen
(Atlântico, p.9; Mar Sonoro, p.16; Inscrição, p.40)

ser MAIS ser MELHOR

Por que é que as pessoa recorrem à psicoterapia?
Se, na atualidade - e com a indispensável colaboração de Woddy Allen, dos Sopranos, ... -, a prática psicoterapêutica se foi integrando no nosso quotidianos urbanos, e fazendo parte de um entendimento cada vez mais extenso, de que não somos, nem podemos ser, simultaneamente, observadores e observados de nós mesmos, o facto, é que a tradição pesa e há sempre aquele momento em que alguém pergunta: mas, para quê fazer psicoterapia?

Implícito neste questionamento ainda está a ideia de que tratamentos psicológicos só podem estar relacionados com doenças mentais, com situações de enorme desvio emocional ou comportamental, com alterações de grande anormalidade ou óbvia diferença.
Não se percebe por que havia de ser assim. Seria estranho que só os doentes em fase terminal fossem ao médico, ou que só os delinquentes procurassem os advogados.

Sempre que não nos sentimos bem, sempre que a realidade pesa insuportavelmente, sempre que os dias se arrastam cansativos, sempre que os amanhãs se carregam de cores escuras ou o que foi, há muito tempo, esmaga o momento presente e a capacidade de fruir, percebemos (ou então não percebemos, mas alguém por perto nos diz)  que não estamos a saber lidar com a realidade.
As razões por que muitos de nós, em algum momento do seu trajeto , mergulham de cabeça, na desesperança e no sofrimento, são tão plurais como nós mesmos.

Muitos de nós não foram, simplesmente, treinados para lidar com a rejeição, com a agressividade, com a frustração, com o desamor, com o abandono, com o não reconhecimento, com o efémero. Outros, que até vão conseguindo gerir os seus dias pouco acidentados, deparam-se, subitamente, com perdas que convulsionam o seu mundo e os lançam em estados de desespero, de que não sabem sair.
Ninguém está preparado para tudo e, sendo assim, os nossos insucessos, as nossas doenças, os nossos múltiplos acidentes de percurso, muito provavelmente, um dia abatem-se sobre nós, com uma intensidade paralisante, ou quase.

Os que de nós conseguem entender que não têm sempre que saber tudo, resolver tudo, decidir tudo, aguentar tudo, são capazes de procurar uma psicoterapia. Umas vezes para tentar resolver um assunto específico, outras, para perceber um funcionamento repetitivo e desagradavelmente consequente.Seja pelo que for, o brinde que vem junto de um trabalho que nos obriga a pensar, a questionar as nossas razões e dificuldades é: SER MAIS, SER MELHOR.

Obrigada pela inspiração, Cibele O. P. Simões !

Não será mais simples do que imaginamos?!




Os estudos revelaram que as pessoas infelizes são as que costumam ser mais centradas nelas próprias e que, em termos sociais, com frequência são retraídas, ensimesmadas e até mesmo hostis. Já as pessoas felizes são em geral consideradas mais sociáveis, flexíveis, criativas e capazes de suportar as frustrações diárias com maior facilidade do que as infelizes.

Manter o cérebro ativo e curioso atrasa o envelhecimento










Segundo Daniel Serrão, médico especialista em Bioética, manter o cérebro ativo e "em curiosidade permanente" atrasa o envelhecimento. O especialista, de 85 anos, defende que é tão importante exercitar a mente como o corpo.

"Manter o cérebro curioso, em curiosidade permanente, faz com que o indivíduo se mantenha 'ativamente vivo', porque é no cérebro que envelhecemos". O médico salienta que as articulações podem não funcionar bem, mas não é o envelhecimento corporal que conta, é o envelhecimento do cérebro. Vemos isso muito bem nos doentes com Alzheimer e com demências senis. "Os corpos podem estar perfeitos, mas o cérebro deixou de funcionar porque envelheceu", salienta. 


Para o investigador as pessoas são cérebro e é em relação ao cérebro que é preciso trabalhar, a par do exercício físico. E a melhor forma de ativar o cérebro é mantê-lo curioso e voltado para o mundo exterior, garantindo assim o atraso no envelhecimento.