O Meu Mundo em Poemas [4]

Foto by Rute Melo
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim.
Conheço-me e não sou eu.
Fernando Pessoa


Também eu invejo a simples felicidade que existe quando se vive plenamente as coisas sem pensar...
Mas eu penso e sinto tudo demais...

Stresse [3]

A ansiedade não se evita: pelo contrário. A melhoria nos vários domínios da nossa existência implica que saibamos desenvolve
r estados de ansiedade.
Os fatores que interferem nos níveis de ansiedade são: genéticos e comportamentais, designadamente os alimentares e os ambientais.

Fatores Genéticos
Exemplo: Há um gene, no cromossoma 11, que pode controlar o desejo de emoções fortes, denominado D4DR. O efeito deste gene está relacionado com uma substância química específica existente no cérebro, a dopamina. O cérebro da maioria das pessoas é muito sensível a este neurotransmissor. 

Pessoas que têm genes D4DR “longos” têm um baixo grau de resposta à dopamina, razão porque necessitam de fazer uma abordagem mais aventureira em relação à vida para terem a mesma “estimulação” pela dopamina que as pessoas com genes de versão “curta” têm com coisas simples.

Todos conhecemos pessoas que experimentam seja o que for e outras que, pelo contrário, são apegadas ao seu modo de estar e têm relutância em experimentar algo de novo.
Portanto, não se pode generalizar afirmando que o stresse (strech) “mata”. Cada pessoa tem as suas características genéticas, que lhe permitem ter um modo de vida diferente…

"A" em Queda Livre... É mesmo preciso um "D4DR longo"!!

Fatores Comportamentais
Exemplo: No pico da II Guerra Mundial, em Londres, a cidade foi devastada por bombardeamentos. Com os níveis de ansiedade ao máximo, o conhecimento convencional esperaria observar um aumento de problemas como as doenças cardiovasculares. Mas, a investigação realizada descobriu uma informação surpreendente: aquelas doenças diminuíram em quase 50% nesse período. Estranho?!

Com o aprofundar da investigação descobriu-se que o racionamento tinha forçado os britânicos a alterar radicalmente os seus hábitos alimentares e de exercício: não conseguiam obter carne de vaca, ovos, manteiga; tinham de ingerir uma dieta pobre em gorduras; não tinham petróleo e tinham de andar muito. Chegaram à conclusão que, apesar da ansiedade, se a dieta for adequada e se existir um programa de exercícios, então a taxa de doenças cardiovasculares tem tendência para diminuir.

Bem, resta-me acrescentar o seguinte: a ansiedade é tão perigosa quanto o oxigénio, que é essencial à vida, mas em doses excessivas pode ser letal!
 (Continua)

Stresse [2]



Fotografia by Rafael Peixoto, profissional com quem vou poder contar para ilustrar algumas das minhas publicações. Um privilégio :)
Podem conhecer um pouco mais do seu trabalho AQUI. - Luz, a essência da imagem
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Stresse ou Strech?

Stresse é um termo da física e significa pressão. Traduz a força exercida, por um objeto ou substância, numa área em que esteja em contacto.

Exemplos: num estádio de futebol, uma bancada pode entrar em stresse pela força sobre ela exercida por parte da sobrelotação de espetadores.Também a pressão atmosférica resulta do stresse exercida pelo ar.
Portanto, é um erro de semântica o significado atribuído à palavra stresse (em psicologia usado como sinónimo de ansiedade e tensão).

Pensa-se que este erro seja devido ao seu autor, Hans Seyle (austríaco??) que, provavelmente pouco fluente da língua inglesa, quando pretendia dizer “strech” disse e escreveu “stress”. De facto, a palavra correta é “strech”, que significa extensão. Ou seja, é o ato de se estender, esticar, prolongar, exagerar que, excedendo o limite, pode esgotar as foças e enfraquecer ao extremo.