Frase do dia:"A tristeza não tem fim, a felicidade sim." [19]


Como diria o imortal Tom Jobim: A felicidade é como uma gota de orvalho numa pétala de flor, brilha tranquila, depois de leve, oscila e cai, como uma lágrima de amor (…). A felicidade é como uma pluma que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve: precisa que haja vento sem parar. A minha felicidade está sonhando (…), e como esta noite, passando, passando, em busca da madrugada... A tristeza não tem fim, a felicidade sim...". 



Só nos resta passar a maior parte do tempo possível a usufruir, saborear e planear novas sensações de felicidade...!

Frase do dia: "Conversation is food for the soul." [18]

Educados para reprimir emoções?


Uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é tristemente míope. Basta pensarmos na etimologia da palavra "emoção", que vem do latim motore = mover; com o prefixo "e-" fica "mover para", o que demonstra que as emoções são impulsos importantes para atuar e encarar a vida.

Sem perceber muito bem porquê, sinto que somos educados para reprimir as emoções. Quem nunca ouviu expressões do género: "Não dês parte de fraco/a"; "Não respondas, ignora", "Pareces um/a pinga-amor", "Para de chorar, parece mal", "Sê amável, não te irrites", "Deixa-te disso...fica muito lamechas", "Não demonstres o que estás a sentir"... Parece que algo, ou alguém, nos convenceu de que, quanto mais racionais, melhores pessoas.

Na verdade, cada um é como é… E eu, eu irrito-me e sinto raiva – os meus ansiolíticos de eleição. Muitas vezes, “engulo as palavras, tusso para respirar, mas se o nó na garganta apertar… digo tudo! E desnudo a alma”. Eu choro – porque chorar é para mim uma catarse, um expelir de sentimentos em turbilhão… Eu fico triste – porque a tristeza só há de passa se eu me permitir entristecer. Eu demonstro que gosto, quando gosto muito – porque é bom cuidar de quem se ama, porque é bom não perder a oportunidade de dizer que se ama. Eu sinto medos – são as inquietações que me dão vida. Eu preciso do silêncio – só ele me permite autoconhecer, refletir, recordar, reviver... Eu rio à gargalhada – por vezes sabe tão bem exibir a minha felicidade! Eu sinto indiferença – porque sou humana. Eu gosto de dar e receber gestos carinhosos – afinal, a ciência diz-nos que abraçar, beijar, tocar, retarda o envelhecimento, protege a saúde e, acima de tudo, alivia a dor!...

Partilho da opinião de Eduardo Sá: quanto mais reprimimos as emoções, menos hábeis nos tornamos para as palavras… Sentimos tudo e todos, somos muito intuitivos, mas deixamos de conseguir verbalizar o que sentimos… e é assim que a nossa alma adoece. 

Banda Sonora do Dia: Muse In Concert Live from the BBC Radio Theatre in London

Se pedirem a minha opinião (que vale o que vale!) quanto àquela que considero ser a melhor banda de palco da atualidade, esta é a minha resposta: MUSE!
Adorei o alinhamento deste concerto mais "intimista", no passado dia 31 de Outubro de 2012.



Alinhamento: 

00:00:30 - Supremacy (Novo álbum) - a minha favorita!
00:05:34 - Interlude + Hysteria
00:10:30 - Panic Station (Novo álbum)
00:13:38 - Supermassive Black Hole
00:17:05 - Follow Me (Novo álbum)
00:22:05 - Animals (Novo álbum)
00:26:40 - Undisclosed Desires
00:30:47 - Explorers (Novo álbum)
00:37:06 - Falling Down
00:41:15 - Madness (Novo álbum)
00:46:09 - Time Is Running Out
00:50:46 - Starlight
00:55:12 - Uprising