Exorcizar fantasmas

Uma certa dose de preocupação é benéfica ao ser humano. Como diria o poeta: "na medida certa, nem demais e nem de menos."

É inegável que as pessoas têm desassossegos sobre muitas coisas. Eu tenho! Há quem se preocupe legitimamente com questões de dinheiro e segurança familiar, questões de saúde, relacionamentos pessoais, profissionais, etc. 

Porém, existe uma outra categoria de preocupações que além de não ajudarem em nada são até perigosas para a nossa saúde... Estou a referir-me àquele tipo de preocupações criadas pela nossa imaginação…

Se não “exorcizarmos esses fantasmas” que residem em nós, eles acabam por nos bloquear e impedir-nos de avançar...
Aviso de amiga: "eles são péssimos conselheiros!"…
Qual a ironia da situação? A ironia é que ficamos à mercê de algo que fomos nós que arquitetamos na nossa  própria mente.

Afinal de contas, somos fruto da nossa imaginação, não é verdade?! 

25 Novembro - Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres



Entristece-me, enquanto ser em sociedade, e apesar do reconhecimento da igualdade das mulheres, continuarmos a assistir à reivindicação da masculinidade através do controlo forçado, no qual qualquer sinal de autonomia da mulher é visto como uma provocação, e legitima o restabelecimento da dominância através da força. E assim, passa a ser o corpo a regular a resolução do conflito e não a inteligência.
É, ironicamente, o paradoxo de uma situação na qual a violência acaba por refletir a fraqueza do homem.
As mulheres, essas, submetem-se por acreditar que o dia seguinte será melhor...e permanecem em medo no silêncio.
Condenar o homem que se gosta/gostou, o pai dos seus filhos e tornar público o fracasso de uma relação é difícil. Mas a tolerância e a aceitação não resolvem a situação e pensar que o tempo o fará é mera ilusão.
O medo e a vergonha impedem de falar e de intentar uma saída, a culpa e a autorresponsabilização fazem o resto.
Mas é intolerável viver com um homem que recorre à violência. É necessário quebrar o silêncio sem esperar pelo momento em que não se aguenta mais os golpes.

E de repente, alguém me surpreendeu com uma mensagem muito simpática...


Mensagem: “…Lembro-me que quando deste início ao blog, tinhas dúvidas sobre a continuidade do mesmo ou se terias condições para o manter! Hoje penso que teria sido um erro não o teres iniciado! A pertinência dos temas que abordas são tão profundos e tão nossos que levam a refletir sobre as nossas atitudes!
…Tens um lugar merecido por mérito próprio na web! Não te dou os parabéns porque não entendo que tenha mais valor do que teres em mim um espectador atento às tuas publicações! Conviver e conhecer as pessoas não nos permite valorizar os que lhes vai na alma! Depois, como és uma pessoa que faz em vez de agitar, pouco se conhece de ti!”

Como gosto de ser surpreendida, mas também gosto de surpreender… aqui fica a minha resposta:

“Como sabes, numa publicação anterior, já assumi que sinto tudo demais…e que o pouco me diz sempre muito. Portanto, as tuas palavras amigas emocionaram-me!
As dúvidas em relação à continuidade do blog mantêm-se… Mas são alguns reforços intermitentes (como a tua mensagem) que acabam, indubitavelmente, por marcar a diferença na “vida” do mesmo!
De há um ano a esta parte, a única coisa que se alterou foi mesmo o “peso” da responsabilidade… dado que agora tenho seguidores atentos!

Tens toda a razão. É difícil conhecerem-me. Não o faço conscientemente (ou será que faço?!), mas, e principalmente em contextos mais formais, “abotoo-me até ao último botão!!”. Sou “observadora a tempo inteiro”, “mais de bastidores do que de palcos” e "facilmente me perco nos trilhos do meu mundo!”. E como costumo dizer: “gosto de me dar com todos, sem me envolver com ninguém!”. Positivo ou negativo? Não sei. Simplesmente sou assim!

No entanto, e por ser muito observadora, e por ser muito do “sentir”, sei reconhecer aqueles que se encaixam no meu conceito de “boas pessoas”, aquelas pessoas para quem olho e penso: deve ser bom ser amiga dele/a. E como o meu coração é espaçoso, está sempre em condições de receber novos inquilinos… Sê bem-vindo!

Com amizade,
Liliana.