Tarde de trabalhos manuais :)


Este ano, tenho cá em casa um espetador atento às decorações natalícias...o meu gato! 
A árvore, com as decorações dos anos anteriores, facilmente quebráveis, não iria resistir! Assim, hoje dediquei-me a forrar bolas de esferovite com tecido. Uma divertida tarefa.
Para além de me ter divertido, personalizei as decorações com apenas 8€!...
...depois mostro a árvore decorada!

Ah! Visitem a página de fazebook da professora:  Retalhos de Ternura






"Um ano de vida!"


Este blog comemora hoje um ano de vida!

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E, acima de tudo,
o Carinho.




"Quero mudar a minha vida sem mudar a minha vida!"



Não quero mudar a minha vida. Quero mudar a minha vida sem mudar a minha vida. Porque sei que não vou descobrir a felicidade (ou mais felicidade) num lugar distante ou em circunstâncias invulgares; será aqui e agora – tal como na peça de teatro The Blue Bird, em que duas crianças passam um ano a percorrer o mundo à procura do Pássaro Azul da Felicidade, apenas para o encontrar à sua espera quando regressam finalmente a casa.

Não entendo nada de física, nem de escalas temporais. A minha “ciência” é outra! Mas acredito que uma escolha, uma pequena mudança na minha vida, por mais insignificante que possa parecer, pode mudar muita coisa lá na frente – sou 'simpatizante' da teoria do caos! –. A dimensão de tal facto? Não faço ideia, nem serei capaz de medir. Mas, por via das dúvidas, previno-me: controlo as borboletas que voam na minha barriga e exijo-lhes calma. Afinal, nunca se sabe o temporal que somos capazes de criar!

Afinal, a lei é só uma: Ação, Reação, Repercussão. Pense nisso!
Obrigada Querida Sofia  pela imagem!

Tudo anda à volta do "antes de" e do “naqueles tempos”.


Acredito que tudo anda à volta do "antes de" e do “naqueles tempos”, que tudo gira em redor da antecipação do momento, mas não do momento em si, ao contrário do que nos diz a filosofia Zen.
Em alemão, existe uma bela palavrinha para isto: Vorfreude, que é ligeiramente diferente de “deleite” e de “prazer”. Digamos que é o “antes da alegria”, o “pré-gozo”, ou seja, o prazer de esperar pela chegada de um determinado momento, os estados de júbilo do tipo “mal posso esperar”, o esperar-desejar alguma coisa ou alguém…

Os sábios, os Dalai-Lamas, … dizem-nos que tudo está, supostamente, nos momentos – que devemos entesourar o momento e não nos importarmos com a continuação do tempo. Mas desde muito cedo, me apercebi de que, de alguma maneira, a beleza reside no tempo antes, na expectativa, na espera, na imagem imaginária, pintada na perfeição, desse instante no tempo. E então, depois que esse passou, num piscar de olhos, o que permanece connosco é a memória, o reflexo, a lembrança desse tempo.

Esperar pelo primeiro beijo pode dar-nos vagos arrepios de emoção pela espinha, mas quando acontece mesmo é um monte de moléculas em colisão – na verdade uma confusão. Em antecipação, o momento será glorificado pela inocência, pelo não saber. Na recordação, o momento será purificado pelos filtros da memória. E são estas fases, do antes e do depois, que sufocam por completo a monotonia diária (...)

Butterflies & Hurricanes, in "A minha pomposa teoria filosófica!"