EM VIAGEM| Angola
Fotos: Butterflies & Hurricanes
@ Angola - Parque Natural de Quiçama
Um povo amigável e
hospitaleiro, uma variedade incrível de paisagens e uma cultura dinâmica e
cativante fazem de Angola um país que vale a pena explorar.
HAVEMOS DE VOLTAR
Às casas, às nossas lavras
às praias,
aos nossos campos
havemos de voltar
Às nossas terras vermelhas do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar
Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar
Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar
À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar
À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar
À bela pátria angolana nossa terra,
nossa mãe havemos de voltar
Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente
às praias,
aos nossos campos
havemos de voltar
Às nossas terras vermelhas do café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar
Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar
Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar
À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar
À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar
À bela pátria angolana nossa terra,
nossa mãe havemos de voltar
Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente
Agostinho Neto
"Há normas e normas"
As crianças sentem-se seguras quando lhes fixamos limites,
mas, como diz Orlando Lourenço, “Há normas e normas, ou convicções e convicções!”
Não duvido que acha
mal, horrível mesmo, que o seu filho bata nos colegas por tudo e por nada.
Também não duvido que acha incorreto que o seu filho tire dinheiro da sua
carteira e acuse, depois, outro irmão. Num caso como no outro, há poucas
dúvidas de que se comportou mal, na medida em que prejudica o bem-estar dos outros, sem ter qualquer direito de
fazê-lo. Os especialistas do desenvolvimento para a justiça falam em NORMAS MORAIS para estes casos.
Também imagino que não vê especial gravidade pelo facto de o
seu filho se sentar para jantar com o boné na cabeça, ou entrar com ele pela
aula dentro. Em ambos os casos, está a fazer apenas o que a família e a escola
não acham muito “civilizado”, mas não imoral. De facto, há culturas em que, ao
invés da nossa, seria pouco decente e civilizado descobrir a cabeça de tal
ocasião. Ou seja, esse tipo de normas não interfere no bem-estar e dignidade de
pais, professores, irmãos ou colegas, pretendendo apenas coordenar alguns aspetos da vida social. Por isso, os especialistas
do desenvolvimento social chamam-lhes NORMAS
CONVENCIONAIS ou de convenção.
Antecipo que reconhece que ninguém, mesmo que sejam pais ou
professores, tem nada a ver com os colegas que a criança escolhe para amigos,
que convida para a festa de anos, ou com o tipo de penteado e de camisa que
gosta de usar. Os especialistas do desenvolvimento social falam aqui em
comportamentos da esfera privada ou DOMÍNIO
PESSOAL.
Isto é, há normas e normas! Do ponto de vista educativo e
psicológico, é uma pessoa justa e
competente se procura promover nos seus filhos:
- Convicções fortes em relação a certo tipo de normas e princípios morais;
- Muitas dúvidas e relativismo quanto às normas convencionais; e
- Um sentido profundo de iniciativa e liberdade individual quanto ao domínio pessoal.
Os seus filhos ou alunos terão muita sorte em ter pais e
professores deste género. Provavelmente, crescerão num contexto que os ajuda a
chegar longe em termos de desenvolvimento pessoal e social.
Há pais e professores, contudo, que tendem a invadir a esfera
do domínio pessoal da criança, pensando que são eles que lhes devem escolher os
amigos, preferências e gostos. É muito bem possível que este tipo de pais e
professores eduquem, sem querer, para o conformismo
e obediência.
Os dados da psicologia do desenvolvimento mostram que a
existência bem vincada de um domínio pessoal é indispensável para a criança
desenvolver autoestima e sentido de poder sobre as coisas, sendo isto
essencial, por sua vez, para o seu
desenvolvimento saudável.
De modo não surpreendente, as pessoas que mais se respeitam a
si próprias, domínio pessoal, são também as que mais tendem a respeitar os
outros, domínio moral.
ORLANDO, L. (1996). Educar Hoje Crianças para o Amanhã.
Porto: Porto Editora.
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