De que cores são feitos os meus dias?| (Também) Em tons de rosa...

© Fotografia: Butterflies & Hurricanes
Não é preciso muito para que existam coisas extraordinárias na vida ... Uma delas é estar com os meus sobrinhos. Dos programas mais deliciosos. Eles são extraordinários! Transformam cada minuto que passo com eles numa verdadeira nuvem de sentimentos cor-de-rosa.
Olhar para esta fotografia faz-me rir. A Princesa M. bisbilhotava a minha bolsa (algo que adora fazer), o Príncipe E. ria-se porque, segundo ele, a lua estava a ser comida! (passava-lhe uma nuvem à frente) e o Rei R. tentava uma pose séria, o que é praticamente impossível...Não há tia que resista!!

Divirto-me, divirto-me muito com eles...Não sofro de Síndrome de Peter Pan, mas, por vezes, considero que nunca deixei de ser criança! 

Ah! E vejo o mundo a cores. Acredito no que as crianças podem trazer de novo. Porque elas, afinal, “não são o melhor do mundo”, mas o melhor de nós mesmos…

Tão simplesmente...

Fotografias: Butterflies & Hurricanes
@ Caminhada à Peneda|Melgaço

BREVES DESABAFOS| Ouve o que o meu silêncio te diz...

Há momentos em que não encontro palavras para verbalizar aquilo que sinto… mas é muito melhor não as ter do que ter uma imensidão de palavras. Pois, aquilo que o meu silêncio te quer dizer existe com muita força… e se tentasse encontrar as palavras, muito provavelmente, deturpar-lhe-ia o significado e, principalmente, a sua intensidade…

PENSAMENTOS SOLTOS| Sem medo das emoções...


As emoções expressam o que somos, relembrando que estamos vivos e por essa razão nos perturbam. Ficando a escolha entre controlá-las, através da racionalização, ou, simplesmente, deixar-nos avassalar pela sua agitação e intensidade. A complexa opção entre estagnar ou viver....

Aliás, as emoções podem tornar-se o pior inimigo para quem as considera uma fraqueza, ou um erro, e procure controlá-las. Impedindo a sua expressão, acaba por recalcá-las e, como tal, deixa-se consumir lentamente por sentimentos corrosivos.

Torna-se vital encontrar na vida um equilíbrio, mesmo que frágil, onde as emoções e os sentimentos possam ser genuínos, para permitir uma existência intensa, na qual se mantenham fiéis a si mesmos e à sua essência.

Partilho da opinião de Eduardo Sá quando afirma que nos educam para abotoarmos o coração até o último botão. E, às vezes, as pessoas despem-se facilmente por fora e têm dificuldade em perceber que o grande desafio da vida é despirmo-nos por dentro. É expressarmos genuinamente as nossas emoções. Pois, quanto mais as reprimimos, mais dificuldades teremos em verbalizar o que sentimos, o que somos...e é assim que o nosso "eu" vai adoecendo...

Dê Lugar à emoção e à procura da felicidade...