CAMPANHA| "Para Ti Mor" (PTM)

“…Se for para semear, 
então que seja para produzir 
milhões de sorrisos…”

© Fotografia: Cidália Parente| Butterflies & Hurricanes

Cidália Parente, colega e amiga, encontra-se a lecionar em Timor Leste, Dili. Confrontada com as carências do povo timorense lançou, recentemente, uma campanha batizada de: “Para Ti Mor” (PTM). A presente campanha visa recolher, preferencialmente, material escolar.

Vamos Ajudar?!

Partilho com todos vós o apelo lançado pela Cidália (e, se puderem, façam o mesmo):

“Quantos de nós tem material escolar, roupa e outras coisas que já não utiliza e que ocupa espaço nas nossas casas? 
E… aquela mochila e que foi arrumada no fundo do “baú”, porque é feia, porque não precisamos, porque…. porque…. porque…
E…. os livros escolares que já foram utilizados (em tempos), onde estão?
E… aquela roupinha e calçado (nossas, dos nossos filhos, …) que anos a fio fomos comprando e que nunca chegamos a usar só porque é feia, passou de moda ou as crianças cresceram?
Tantas e tantas coisas…. que são excedente em nossa casa e que aqui em Timor são (tão) necessárias. O que para nós é secundário e acessório, aqui poderá ser um bem essencial.

Por isso, a título pessoal e informal, decidi criar uma pequena campanha a que chamarei PTM (Para Ti Mor) cujo objetivo é durante dois meses, reunir todas as encomendas que vocês (amigos, amigos de amigos, conhecidos…) me farão chegar de Portugal (conto com isso!). 
É minha intenção, no final do mês de Outubro, fazer uma distribuição a título pessoal, de tudo o que conseguir reunir. Para isso, em devido tempo, dar-vos-ei conta como e a quem irei entregar o material.

Para quem quiser contribuir, peço que coloquem o material numa caixa de sapatos, (isolem/lacrem bem com fita cola e/ou outro material), vão aos CTT e digam que querem enviar uma encomenda económica para Timor Leste. Não podem ultrapassar os dois quilos, mas poderão enviar várias encomendas. O valor a pagar por cada encomenda (até dois quilos) é de três euros. 
Peço que coloquem a vossa morada e dirijam as encomendas para o seguinte destino:

Dr. Filipe Silva
A/C Cidália Parente
Apartado 20
Díli, Timor Leste

P.S. Preferencialmente gostaria de reunir material escolar; Peço que não me enviem comida nem dinheiro. Tudo o resto será bem vindo. 

Partilhem este apelo. Certa de que não irão defraudar as minhas expectativas, conto convosco. 
Obrigada. 
Cidália Parente

FRASE DO DIA


Em mim vivem pessoas e momentos inesquecíveis. Afinal, ainda hoje, continuam a inspirar-me e a fazer-me sorrir. Afinal, ainda hoje, continuam a ajudar-me a abrir caminhos, a dar força ao meu hoje, a gostar da vida. Cedo aprendi que o “para sempre” nem sempre dura tanto quanto eu desejaria. No entanto, também aprendi que o mais importante é que tudo o que me é precioso seja verdadeiramente acarinhado, intensamente vivido, prazerosamente sentido! Só assim, tudo o que é bom dura o tempo suficiente para que seja inesquecível! Como diz Drummond: “as coisas findas, as muito mais que lindas, essas ficarão.”

FRASE DO DIA| Paciência: intervalo entre o casulo e uma linda borboleta...

© Fotografia: Butterflies & Hurricanes| Butterfly Mary

Deixo-vos com as palavras de uma amiga* especial...

"(...) Como a lagarta transformamo-nos enquanto aprendemos, precisamos de alimento, calor, água, sol e o mais importante, de medida. Entretanto, cada pessoa ou lagarta vai ter a sua medida e o seu tempo.
Por isso, não adianta querer apressar o processo, pois para as asas da borboleta se abrirem e, esta, mostrar a sua beleza por completo, é necessário ter paciência e sabedoria, sendo que o momento de ser casulo é necessário para acomodarmos novas informações e assimilá-las. Enfim, não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

*Cibele Simões - Psicóloga Social e Clínica (Psicoterapeuta Sistêmica)
Texto disponível em:  www.psicologiaviva.com.br (Ciclo-Ceap - Centro de Estudos Avançados de Psicologia)

O MEU MUNDO EM POEMAS| Noturnamente

© Fotografia: Butterflies & Hurricanes

Noturnamente te construo 
para que sejas palavra do meu corpo 

Peito que em mim respira 
olhar em que me despojo 
na rouquidão da tua carne 
me inicio 
me anuncio 
e me denuncio 

Sabes agora para o que venho 
e por isso me desconheces 


© MIA COUTO 
In Raiz de Orvalho e outros poemas, 1999