Stresse [1]

“Stresse é o processo complexo através do qual um organismo responde aos acontecimentos que fazem parte da vida do dia-a-dia suscetíveis de ameaçar ou de pôr em causa o bem-estar desse organismo”. (Gautchel, Baum & Krantz, 1989)

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Não existe nenhum ser humano que esteja livre de se confrontar com situações potencialmente stressantes. O stress é natural e por vezes indispensável.
Ao contrário do que se possa pensar, este pode surgir em resposta a um acontecimento/circunstância que cause uma grande alegria ou uma grande tristeza.
É um erro pensar que o stresse deve ser evitado sempre que possível, pois muitas vezes não é evitável e pode ser essencial à evolução da nossa espécie. Como um dia ouvi dizer: "O Stresse é o sal da vida!". O que devemos evitar é o stress excessivo, assim, temos o Eustress, o nível positivo de stresse e o Destress, o nível negativo de stresse.
O stresse é uma resposta do organismo a uma exigência que lhe é feita, é a resposta a uma necessidade de adaptação.
Por outro lado, segundo Lazarus e Launier (1978), para que um acontecimento seja stressante, tem de ser apreciado como tal, caso contrário o sujeito não sentirá stresse.
Encontramos diferenças individuais na apreciação e reação ao stresse. Verificamos que pessoas diferentes face às mesmas fontes de stresse têm sobre elas perceções diferentes, e, por outro lado, a mesma pessoa em momentos diferentes perceciona a mesma fonte de stresse de forma mais ou menos ameaçadora. Depende da sua história e acontecimentos de vida e experiências passadas. A saúde atual (física e psíquica) também contribui para a resistência ao stresse.
(Continua)
***
Entretanto, teste a sua capacidade de lidar com o stresse do dia-a-dia!
I – Costuma divertir-se com amigos ou com a família?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
II – Procura atividades relaxantes que lhe provoquem bem-estar?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
III – Pratica atividade física (atividade moderada ou intensa)?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
IV – Aos fins-de-semana costuma fazer algo diferente e agradável?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
V – Dá e defende a sua opinião quando os seus colegas têm uma opinião diferente?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
VI – Procura ajuda de amigos quando tem um problema e está triste?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
VII – Quando tem um problema, foca-se e tem uma atitude ativa na resolução do problema?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
VIII – Pensa nos aspetos positivos das situações?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
IX – Mesmo em situações difíceis, esforça-se por ter sucesso?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente
X – Mantém relações próximas de amizade?
     a)      Quase sempre
     b)      Às vezes
     c)       Raramente

Mais respostas a)
Apresenta uma ótima capacidade de lidar com o stresses do dia-a-dia. Tem tendência para se empenhar em tudo o que faz, sente que tem controlo sobre a sua vida e o seu bem-estar, avalia as situações novas como desafios a ultrapassar com sucesso. Tenta compreender as verdadeiras causas do stresse.

Mais respostas b)
Vai gerindo o stresse do seu dia-a-dia, mas poderia sentir um maior bem-estar e um maior controlo sobre a sua saúde física e psicológica. 

Mais respostas c)
Apresenta bastantes dificuldades em gerir o stresse do seu dia-a-dia. não esquecer que o stresse em excesso pode provocar perturbações físicas e psicológicas. Deve ter uma atitude mais proativa e otimista, não se deixe invadir por um estado emocional não positivo.

NOTA: O presente teste não apresenta validade científica.

O Meu Mundo em Poemas [3]


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A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
existir como eu existo.
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A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
Fernando Pessoa

Sinto-te...

O Desenho e o Desenvolvimento Infantil

Os rabiscos ganham complexidade conforme a criança cresce e, ao mesmo tempo, impulsiona o seu desenvolvimento cognitivo e expressivo.

Diogo - 2 anos

No início, o que se vê é um emaranhado de linhas, traços leves, pontos e círculos que, muitas vezes, se sobrepõem em várias “camadas”. Poucos anos depois, já se verifica uma cena complexa, com edifícios e figuras humanas detalhadas.

O desenho acompanha o desenvolvimento das crianças como uma espécie de radiografia. Nele, vê-se como se relacionam com a realidade e com os elementos da sua cultura e como traduzem essa perceção graficamente.

Toda a criança desenha. É algo que ela aprende por imitação – ao ver os pais a escrever ou os irmãos a desenhar, por exemplo. O prazer de produzir um traço sobre o papel faz a criança agir.

No período da produção de rabiscos/gatafunhas, ocorre uma importante exploração de suportes e instrumentos. A criança experimenta, por exemplo, desenhar nas paredes ou no chão e interessa-se pelo efeito dos diferentes materiais e formas de manipulá-los, como pressionar os marcadores com força e fazer pontinhos. Essa atitude de experimentação tem um valor indiscutível. Para a criança “ver é crer”, e o desenho desenvolve-se com base nas observações que ela realiza sobre a sua própria ação gráfica.
De início, desenha pelo prazer de riscar sobre o papel e pesquisa formas de ocupar a folha. Com o tempo, a criança procura registar os elementos do mundo que a rodeia.

Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade que oferece de representação da realidade. Trazer os objetos vistos na sua realidade/mundo para o papel é uma forma de lidar com os elementos do dia-a-dia.
Quando uma criança veste uma roupa da mãe, entende-se que ela esteja a procurar entender/experimentar o papel da mulher. No desenho ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visão e a motricidade.

Margarida - 4 anos

Desenhar é uma forma da criança lidar com a realidade que a cerca, representando situações que lhe interessam. Mais cedo ou mais tarde, todas elas se interessam em registar no papel algo que seja reconhecido pelos outros. No começo, é comum observar o que se convencionou chamar de boneco girino. Uma primeira figura humana constituída por um círculo de onde sai um traço representando o tronco, dois riscos para os braços e outros dois para as pernas.

Matilde - 2 anos e meio (a Matilde e o Papá) 

Depois, essa figura incorpora cada vez mais detalhes, conforme a criança refine o seu esquema corporal e ganhe reportório imaginário ao ver desenhos da sua cultura e dos próprios colegas.


Maria - 6 anos (a Modelo sou eu!)

Uma das primeiras pesquisas das crianças, assim que entram na figuração, é a relação topológica entre os objetos, como a proximidade e a distância entre eles, a continuidade e a descontinuidade e assim por diante. Em seguida, interessam-se em registar tudo o que sabem sobre o modelo ao qual se referem no desenho, e é possível verificar o uso de recursos como a transparência (o bebé visível dentro da barriga da mãe, por exemplo) e o rebatimento (a figura vista, ao mesmo tempo, por mais de um ponto de vista). Assim, a criança vai aproximando-se das noções iniciais de perspetiva e escala, estruturando o desenho numa cena, sem misturar na mesma produção elementos de diferentes contextos. 

Mariana - 5 anos
O desenho é espontâneo ou é fruto da cultura? 

"A única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil são os rabiscos. Tudo o resto depende do contexto cultural", diz Rosa Iavelberg.

Detalhes da figura humana, noções de perspetiva e realismo visual são elementos da evolução do desenho.
O desenho é uma forma de linguagem que tem os seus próprios códigos. Para se aproximar do que ele expressa, é preciso fazer uma escuta atenta enquanto ele é produzido.


A relação entre a aquisição da escrita e a diminuição do desenho ocorre porque a escola dá pouco espaço a este quando a criança se alfabetiza…

Agradeço a todos os pequenos (grandes) artistas que me emprestaram os seus lindos desenhos para a presente publicação.

Motivação


O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr o risco de viver os seus sonhos.

 (material com fins educativos)
Vale a pena ver!