TRABALHO EM EQUIPA. Encontrar o ponto de equilíbrio

Conhecem a história dos três ratinhos do campo?


Certa vez, andavam três pequenos ratos a correr por entre campos todos atarefados a preparar os mantimentos para o Inverno.

O primeiro rato andava atarefadíssimo em busca de provisões, acartando todo o tipo de grãos e sementes para a toca.
O segundo rato andava à procura de coisas que o mantivessem quente, e levou muitas palhas e materiais fofinhos para a toca.
E o terceiro rato? Continuava a andar nos campos de um lado para o outro a olhar para o céu, depois para a terra e depois deitava-se para descansar um pouco (simpatizo com esta criaturinha!!).
Os seus dois companheiros diligentes criticaram-no dizendo: "És tão preguiçoso, não te prepares para o Inverno, vamos lá ver como é que depois te vais arranjar!"
O terceiro rato não fez qualquer tentativa de se explicar.

Mais tarde, quando o Inverno chegou, os três ratos do campo esconderam-se na pequena toca apertada. Não tinham falta de alimentos e dispunham de tudo o que precisavam para se manterem quentes, mas não tinham nada com que se entreter ao longo de todo o dia. Gradualmente, o tédio foi-se instalando, e não faziam ideia de como passar o tempo.

Assim, o terceiro rato começou a contar histórias aos outros dois: acerca de uma criança que uma vez, numa tarde de Outono, tinha encontrado nos limites do campo e do que a viu fazer, acerca de um homem que viu junto ao lago numa manhã de Outono e do que ele estava a fazer. Contou-lhes conversas que tinha tido e falou-lhes de uma canção que tinha ouvido um pássaro cantar...
Foi só então que os seus dois companheiros perceberam que este rato do campo tinha andado a "arrecadar luz do sol" para os ajudar a passar o Inverno.


Porque me lembrei desta história? Porque hoje dei comigo a pensar na importância do trabalho em equipa e no segredo do seu sucesso…


Pensando em cada elemento isoladamente, podemos afirmar o seguinte: cada indivíduo tem diversas aptidões, que vão desde a criatividade e capacidade de inovação, ao pensamento crítico, ao trabalho em equipa, de cooperação, de argumentação e expressão, de decisão racional, de alguma estabilidade emocional e evidentemente capacidade de aprendizagem e de perceção.
Para além destas aptidões também são necessárias: uma certa flexibilidade mental e capacidade de adaptação perante as situações ao longo do tempo.
A falta desse equilíbrio, seja porque razão for, gerará ineficácia e incompetência. O que parece óbvio.

Quanto ao grupo, facilmente se depreende que: as decisões a tomar têm de ser corretas, racionais e todos os implicados num projeto devem saber argumentar corretamente e a favor deste, ou seja, todos os esforços devem estar focalizados na mesma direção.
Resumindo, o sucesso também dependerá de um equilíbrio emocional individual, das competências próprias e das dos outros.

Vejamos: uma pessoa racional pode ser pouco criativa, uma criativa pode ter dificuldade em organizar e gerir a sua racionalidade, outras podem ter dificuldades em expressar-se, and so ono segredo está no equilíbrio e na harmonia. São fatores basilares numa empresa/instituição, e não devem existir conflitos pessoais, contendas ou falhas na comunicação ou cooperação entre as pessoas, equipas e departamentos.

Gerir esse equilíbrio, manter os níveis de motivação elevados e alcançar um ritmo de trabalho que se mantenha num compasso inalterável é a tarefa mais complexa da questão e a mais motivante.