Bullying

“Uma pessoa está a ser vítima de Bullying quando se encontra exposta, de forma repetida e ao longo do tempo, a acções negativas por parte de uma ou mais pessoas.”
(Dan Olweus)


O Bullying é um problema mundial,

um problema do ser humano imaturo, um fenómeno encontrado em qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária, básica ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana.
A intencionalidade de fazer mal e a persistência de uma prática violenta a que a vítima é sujeita é o que diferencia o Bullying de outras situações ou comportamentos agressivos.
CINCO TIPOS DE BULLYING
(1) Físico – violência física;
(2) Verbal – violência verbal;
(3) Relacional/Racial – exclusão de grupos sociais/comportamentos racistas;
(4) Sexual – utilização de comentários sexuais e até mesmo contactos sexuais e
(5) Cyberbullying – difamação com recurso às novas tecnologias (MSN, Hi5, Mysapace,…)
PESSOAS ENVOLVIDAS: Espetador, Vítima e Agressor
1.   ESPETADOR: aquele que presencia as situações de Bullying. O espectador omite por duas razões: (1) por tornar-se inseguro e amedrontado, uma vez que tem medo de sofrer represálias e (2) por estar solidário com o sofrimento da vítima e não ter coragem de assumir a identidade do agressor.
2.   VÍTIMA: costuma ser uma pessoa frágil e que não dispõe de habilidades físicas e emocionais para reagir, tem um forte sentimento de insegurança e o isolamento social suficiente que a impede de pedir ajuda. Tem também dificuldades para fazer novas amizades ou para se adequar ao grupo.
Sinais de alerta(1) Ira intensa; (2) Ataques de fúria; (3) Irritabilidade extrema; (4) Frustrar-se com frequência; (5) Impulsividade; (6) Auto-agressão; (7) Poucos amigos; (8) Dificuldade em prestar atenção e (9) Inquietude física
Muitas vezes, os pais e professores só notam que se está a passar alguma coisa grave quando observam os efeitos dos danos desta pressão, que se manifestam sob a forma de fobia à escola, baixo rendimento escolar, depressão e sintomas psicossomáticos.
CONSEQUÊNCIAS PARA A(S) VÍTIMA(S)(1) Percepção distorcida da realidade cognitiva; (2) Perda de auto-confiança; (3) Perda de auto-estima; (4) Dificuldade de ajustamento na adolescência e vida adulta, nomeadamente de problemas nas relações pessoais e (5) Morte, muitas vezes suicídio ou vítima de homicídio.
3.   AGRESSOR: os agressores por norma são antipáticos ou arrogantes. Estes de um modo geral vêm de famílias pouco estruturadas, nomeadamente de pobre relacionamento afectivo com os seus membros familiares.
TIPOS DE AGRESSORES: (1) Impulsivo – aquele que tem dificuldades em compreender as emoções dos outros e por isso com uma tendência agressiva maior e (2) Dissimulador – aquele que possui uma excelente cognição social, utilizando-a para manipular e controlar os outros. Desta forma, faz sofrer de uma maneira muito subtil e evita ser descoberto.
CONSEQUÊNCIAS PARA O(S) AGRESSORE(S)(1) Percepção distorcida da realidade cognitiva; (2) Crença na força para resolução dos seus problemas; (3) Dificuldade em respeitar as ordens inerentes à sociedade; (4) Dificuldades na inserção social; (5) Problemas de relacionamento afectivo e social e (6) Incapacidade ou dificuldades de auto-controlo e comportamentos anti-sociais.
TENTE PERCEBER SE O SEU FILHO/EDUCANDO/ALUNO/COLEGA É VÍTIMA DE BULLYING
(1) É muitas vezes alvo de brincadeiras de mau gosto?
(2) Qual é a alcunha que tem na escola?
(3) Há alguma característica na sua personalidade ou fisionomia que o coloca na situação de ser um “alvo fácil”?
(4) Recusa-se a ir à escola ou anda triste?
(5) Parece não ter amigos ou não se sentir à vontade com eles?
(6) Mostra-se muito sensível às brincadeiras e reage, ou chorando, ou de forma agressiva?
O QUE SE DEVE FAZER?
(1) Não ser hiper-protector, mas vigiar com atenção;
(2) Explicar-lhe que é natural sentir medo e vergonha, mas que deve ser capaz de falar sobre o que está a acontecer para que o possam ajudar;
(3) Falar com os pais da criança agressora;
(4) Explicar-lhe que ela não se deve culpar pelo que aconteceu e caso necessário oferecer-lhe um acompanhamento psicológico para que possa elaborar os traumas a que foi sujeita.
PERGUNTA/RESPOSTA
Como fazer com que a criança/adolescente afirme que está a ser vítima de bullying?
É importante dar-lhe segurança, fazê-la perceber que possui capacidades internas para lidar com a situação e que o silêncio não é a solução, que pode parecer, mas que com os outros (pais, professores e amigos mais próximos) se pode pensar em alternativas à sua forma de actuação. Estes elementos são importantes fontes de apoio para a criança.
E os pais que medidas podem tomar?
Os pais devem assumir uma postura de escuta activa e pensar com os seus filhos formas de limitar a situação. Devem ter proximidade com a escola, pois é no espaço escolar que se resolvem estes problemas.
Quais as medidas essenciais para reduzir este mal na sociedade?
É necessário que nas escolas sejam trabalhadas áreas como a cidadania, cooperação, assertividade, competências pessoais e sociais, empatia. É necessário que se tomem medidas para incutir nos nossos alunos a responsabilidade, o viver em comunidade, o direito à diferença e, acima de tudo, a necessidade de preservar uma identidade individual e não uma identidade grupal, pois, muitas vezes, a inserção num grupo de pares “obriga” a tomadas de posição que não são consistentes com o pensar individual.

SAIBA MAIS


Título Original: Bullying
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2010

Bullying Título de um filme espanhol que mostra com detalhes o sofrimento do jovem Jordy, vítima de bullying na escola. O final é trágico. O filme, muito didático, deveria ser visto e debatido em sala de aula.
Perguntas importantes que poderiam ser feitas após a projeção do filme:

• Qual seria a conduta correta da escola para evitar o bullying sofrido por Jordy?
• O que deveria ter feito a própria vítima para se proteger?
• O que deveriam ter feito as testemunhas silenciosas que a tudo assistiam?
• A família de Jordy agiu corretamente?

Aconselho.