Mostrar mensagens com a etiqueta Perturbações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Perturbações. Mostrar todas as mensagens

CRIATIVIDADE

© Fotografia| Butterflies & Hurricanes - Liliana Fernandes

Presépio feito com garrafas e copos de plástico @ Vila Nova de Cerveira


Curiosidade...

Descobriu-se que os sistemas cerebrais envolvidos na divagação mental estão ativos precisamente antes de as pessoas chegarem a uma intuição criativa - e estão invulgarmente ativos nas pessoas com distúrbio de atenção. Os adultos com distúrbio de défice de atenção, por comparação com os que não o têm, mostram também níveis mais elevados de pensamento criativo original e mais realizações criativas concretas.

Os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças dizem que 10 por cento das crianças ssofrem desse distúrbio, misturado com hiperatividade. Nos adultos, a hiperatividade atenua-se, permanecendo o distúrbio; cerca de quatro por cento dos adultos parecem ter esse problema. Quando colocados perante o desafio de uma tarefa criativa, por exemplo, como encontrar novos usos para uma garrafa de plástico, os indivíduos com distúrbio do défice de atenção saem-se melhor, apesar de se dispersarem - ou talvez por causa disso mesmo.

Todos nós podemos aprender algo com isto. Numa experiência em que os voluntários eram desafiados com uma tarefa de novos usos, aqueles cujas mentes tinham divagado - quando comparados com aqueles cuja atenção tinha estado completamente focada - apresentaram quarenta por cento mais respostas originais. E quando pessoas que tinham executado produções criativas como um romance, uma patente ou um espetáculo foram testadas para ver se conseguiam afasyar informação irrelevante para se focarem numa tarefa, as suas mentes divagavam mais frequentemente do que as dos outros - indicativo de uma consciência aberta que lhes poderá ter servido para o seu trabalho criativo.

Nos nossos momentos criativos menos frenéticos, mesmo antes de uma intuição dessas, o cérebro, em geral está assente num foco descontraído e aberto, o que é indicador de um estado de devaneio acordado. Uma vez que o cérebro armazena diferentes tipos de informação numa rede de circuitos de longo alcance, uma consciência livremente errante eleva as hipóteses de combinações originais...

O acaso, conforme disse Louis Pasteur, favorece uma mente preparada. O sonhar acordado gera a descoberta criativa.

CABELOS (DO NORMAL AO PATOLÓGICO)

Quem gosta de mexer no cabelo?! Assumo. Adoro colocar os dedos entre os cabelos e enrolá-los. Penso que é algo que me acompanha desde a infância, não estou bem certa.

No entanto, não sei se sabem, mas deste simples mexer e enrolar pode nascer/ter início uma perturbação. Perturbação essa que se caracteriza pela necessidade de arrancar fios de cabelo. É verdade. Sentir prazer em separar fio a fio, puxá-los e arrancá-los. 
Estou a falar-vos de uma perturbação designada de tricotilomania/ TTM (trhix em grego significa cabelo, etillein refere-se a arrancar).
As áreas mais comuns para puxar cabelo são o couro cabeludo, cílios e sobrancelhas, mas pode envolver o cabelo/pelo de qualquer parte do corpo.  Apesar de em crianças a tricotilomania ocorrer igualmente em meninos e meninas, em adultos é mais comum em mulheres do que em homens.
Alguns podem arrancar só fios que estão a nascer ou os mais curtos, os mais grossos, os longos, os com textura ou cor diferentes, o grosso ou o escuro. Alguns "arrancadores de cabelos" demonstram interesse no cabelo alisando-o, sentindo o fio na mão, correndo o fio entre os lábios, mordendo a raiz ou comendo o fio ou parte dele. 
Crianças com TTM manifestam frequentemente outros comportamentos impulsivos, como onicofagia (roer unha), arrancar a cutícula ou esfolar ferimentos (skin picking), contrair a face, chuchar o dedo polegar, bater no rosto, mastigar ou morder a língua, bruxismo (ranger os dentes), beliscar, morder ou torcer os lábios, entre outros.
Episódios de arrancar o cabelo podem ocorrer em qualquer lugar e durar minutos ou horas. Em crianças com TTM pode ser passageira, episódica ou contínua, e podem durar semanas ou meses até interromper o comportamento, levando a acreditar que está completamente livre, mas inesperadamente ter um súbito e inexplicado ressurgimento da TTM. Como qualquer transtorno, há graus de severidade. Para alguns a perda pode ser mínima; para outros, o dano pode ser extenso, até mesmo chegar à calvície total.

A tensão interna causada por medos, inibições sociais, dificuldades de expressão de emoções e estados depressivos faz com que os sintomas sejam mantidos. E, frequentemente, a esses motivos acrescenta-se a força do hábito: arrancar cabelos torna-se um ritual diário, por exemplo, ao conduzir, ler ou telefonar, que ocorre de forma inconsciente e automática, sem um desencadeador concreto. Além desses fatores psicossociais, causas biológicas, como o genótipo, por exemplo, parecem desempenhar um papel importante: estudos mostram que o transtorno surge com frequência de 5% a 8% acima da média se outro membro da família já sofre do mesmo problema. O quadro, no entanto, não pode ser atribuído apenas à herança genética; também pode ser explicado como comportamento aprendido.
A tricotilomania é muito mais que uma 'mania' de arrancar os fios de cabelo. É um distúrbio sério que vem acompanhado de outros problemas e merece muita atenção e que pode trazer danos irreversíveis ou de difícil tratamento.


By Liliana Fernandes
(Psicóloga)

 Fotografia| Butterflies & Hurricanes

"FOMO" (Fear of Missing Out), sabem o que significa?

O "medo de ficar de fora" (traduzindo à letra) é sentido por cada vez mais pessoas que usam as redes sociais. Segundo o estudo Connecting and Communicating Online: State of Social Media, pela MyLife, esta ansiedade surge quando alguém tem medo de perder eventos, informações e posts importantes dos amigos.
Avaliem os vossos níveis de ansiedade quando sabem que não vão poder ligar-se a uma rede social: AQUI

Entre a imaginação e a realidade: A Hipocondría

SER HIPOCONDRÍACO É...
Uma perturbação vista aos olhos da ciência
A Sociedade Americana de Psiquiatria define hipocondria como uma perturbação em que estão presentes as seguintes características em simultâneo:

  • Medo excessivo de ter uma doença, acompanhado por alguns sintomas.
  • A preocupação persiste apesar da avaliação médica se revelar negativa e do especialista assegurar que não há qualquer problema de saúde.
  • A situação leva a um estado de ansiedade e stresse que prejudica o comportamento do dia-a-dia em várias áreas (social, pessoal, profissional).
  • Mantém-se ao longo do tempo. Dura, pelo menos, seis meses.
O PÚBLICO-ALVO
A hipocondría é mais frequente entre as mulheres e surge principalmente entre os 30 e os 40 anos.

TESTE
Tendência para a hipocondria (descubra a probabilidade de vir a ter uma perturbação que é muito mais do que imaginação)
  1. Preocupação constantemente com a probabilidade de ter alguma doença grave?
  2. Sofre de dores e sintomas variados?
  3. Presta muita atenção a tudo o que acontece no seu corpo?
  4. Está muito preocupado/a com a sua saúde?
  5. Com frequência, tem sintomas de doenças muito graves?
  6. Se tem informação de alguma doença grave (através da imprensa, por exemplo) preocupa-se com a possibilidade de adoecer?
  7. Quando está doente, preocupa-se e incomoda-se se alguém diz que você já está melhor?
  8. Sente-se atingido por muitos sintomas diferentes?
  9. Custa-lhe a acreditar no médico quando ele afirma que não tem nenhuma doença?
  10. Tem a sensação de que as pessoas não levam a sério a sua doença ou queixas?
  11. Tem convicção de que a sua preocupação com a saúde é maior do que as dos seus amigos?
  12. Acredita que há algo no seu corpo que está a funcionar mal?
  13. Tem medo de ter alguma doença?
Avaliação: cada resposta afirmativa vale um ponto. Resultado igual ou superior a oito deve fazer com que questione a importância de procurar ajuda profissional.
Nota: Baseado no índice de Witeley

A EFICÁCIA DE UMA SOLUÇÃO porque a hipocondia tem tratamento
  • O tratamento da hipocondria tem duas componentes, a farmacológica e a comportamental.
  • Através da psicoterapia, psicólogos ou psiquiatras, procuram desconstruir a perturbação e todos os comportamentos que lhe estão associados.
  • Adaptando a terapêutica a cada caso, os psiquiatras têm como principais ferramentas farmacológicas os ansiolíticos e os anti-depressivos.
  • A duração do tratamento pode ir até um ano, mas este é, em geral, eficaz.
**
MÚSICA DO DIA

O QUE DIZEM OS ESTUDOS| Sofrer de Paranóia

Uma em cada três pessoas sofre de paranóia ou suspeita excessiva, segundo em estudo do Instituto de Psiquiatria do King's College, de Londres, o que pode colocar em causa a qualidade de vida das pessoas.
A equipa do instituto entrevistou 1,2 mil pessoas e perceberam que os níveis de paranóia são muito elevados e quase tão altos quanto os níveis de depressão e ansiedade.
O estudo concluiu que 40% dos entrevistados se preocupavam habitualmente com comentários negativos; 27% acreditava que outras pessoas os irritavam propositadamente; 20% considerava estar a ser seguido ou observado; 10% achava que alguém estava a "preparar" algo contra eles e 5% preocupava-se com uma possível conspiração que pudesse ter consequências negativas para estes.

Complexo de Inferioridade


O que é o complexo de inferioridade?
A denominação “complexo de Inferioridade” foi criada por Alfred Adler (1870-1937), fundador da psicologia do desenvolvimento individual, para designar sentimentos de insuficiência ou até mesmo incapacidade para resolver problemas, circunstância que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todas, ou em algumas dimensões da sua vida. É aquilo a que hoje designamos de baixa autoestima.

E o que é a autoestima?
A autoestima é o valor autoatribuído, aceitação pessoal pelo próprio ou um sentimento de competência pessoal auto percebido.
A autoestima, à semelhança de muitos outros conceitos psicológicos, é algo que se desenvolve no berço e nas interações com os indivíduos nos primeiros anos de vida. Tal como defende Bandura, a ideia que os indivíduos têm de si mesmos deriva da forma como são tratados pelos contextos e pelo ambiente social.
Uma baixa autoestima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar ou social.

Adler sugeriu existirem, principalmente, três situações na infância que desencadeiam o complexo de inferioridade:
  • Inferioridade orgânica/física: crianças que sofrem de alguma doença e/ou são portadoras de uma deficiência física. Estas tendem a isolar-se, fugindo da interação com as outras crianças devido a um sentimento de inferioridade ou perceção de incapacidade para fazer face ao sucesso das outras crianças. Contudo, se estas crianças forem motivadas a superar as suas dificuldades/limitações tendem a compensar a sua fraqueza física, acima da média, e podem desenvolver as suas potencialidades de forma surpreendente
  • Crianças superprotegidas e mimadas: estas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança nas suas próprias competências, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas.
  • Rejeição: crianças não desejadas e rejeitadas não conhecem o amor e a cooperação no seio da família. Não sentem confiança nas suas competências e não se sentem dignas de receber amor e afeto dos outros. Quando adultas, tendem a tornar-se frias, duras, ou extremamente carentes e dependentes de aprovação e reconhecimento das outras pessoas.
Quanto maior a necessidade de aprovação e reconhecimento, maior a necessidade de agradar. Isso faz com que a pessoa deixe de ser ela mesma, tornando-se o que os outros gostariam que fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o seu sentimento de inferioridade, pois não se satisfaz a si mesma.

Adler enfatizou a importância da agressão (= força anímica) enquanto forma de lutar pela sua capacidade de superar obstáculos e acreditar em si mesma. Muitas vezes, a agressão pode manifestar-se como poder, superioridade e perfecionismo, porém a procura de superioridade como forma de compensação pode tomar uma direção positiva ou negativa. Pode ser positiva e saudável quando orienta no sentido de  realizações construtivas e de procura de conhecimento. Será negativa e destrutiva quando existe uma luta pela superioridade pessoal, dominando os outros através do poder, podendo inclusive desenvolver uma ambição desmedida (desejo de crescimento material, deixando de lado pessoas e factos significativos da sua vida) e inveja (desejar ter tudo o que o outro tem); tudo para compensar o seu sentimento de inferioridade.

A capacidade do outro será sempre percebida como superior. Esse sentimento pode, também, fazer com que a pessoa se acomode à situação. Ainda que isso lhe traga insatisfação e tristeza, nada faz para mudar, pois não se sente capaz ou com forças.

Acontece, ainda, que, não raras vezes, deparamo-nos com pessoas que demonstram possuir uma elevada autoestima, mas, se observarmos melhor, perceberemos que na verdade são máscaras para compensar o seu sentimento de inferioridade, não refletindo o seu verdadeiro sentimento em relação a si, ou seja, a sua essência…

Perante este sentimento de inferioridade, o que fazer?
  • Evitar comparações. Somos todos diferentes, possuímos necessidades, desejos, histórias de vida diferentes… e efetuar comparações não irá fazer sentir-se melhor.
  • Tentar compreender a sua história de vida e a origem do seu sentimento de inferioridade. Por que razão se sente inferior? Não desista, compreenda as suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas.
  • Enfrentar o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a perceção de si mesmo está baseada nas consequências de situações passadas. Não se podendo alterar o passado, já o presente e o futuro podemos!
  • Reconhecer o seu valor. Perceber que o valor de cada um não pode e nem deve ser baseado na forma como foi, ou ainda é tratado, ainda que isso tenha durado a vida toda. Convém, ainda, relembrar que o valor de cada um deve ser baseado no que se é e não nos bens materiais que possui.
  •  Observar e compreender cada um dos seus sentimentos. Perceber quando sente inveja, ciúmes, necessidade de poder ou superioridade. Esses sentimentos podem estar a ocultar e/ou a compensar um sentimento de inferioridade.
  •  Fazer psicoterapia. Muitos de nós não fomos, simplesmente, treinados para lidar com a rejeição, com a agressividade, com a frustração, com o desamor, com o abandono, com o não reconhecimento, com o efémero…Ninguém está preparado para tudo e, sendo assim, os nossos insucessos, as nossas doenças, os nossos múltiplos acidentes de percurso, muito provavelmente, um dia abatem-se sobre nós, com uma intensidade paralisante, ou quase…Assim, o brinde que vem com a psicoterapia, um trabalho que nos obriga a pensar, a questionar as nossas razões e dificuldades é: SER MAIS, SER MELHOR.

Bibliografia:
Adler, Alfred. Estudo sobre a inferioridade de órgãos e de compensação psicológica.

    Não resisti a partilhar :) Para quem não conhece, aconselho vivamente o visionamento deste pequeno vídeo. Fabuloso!

    O Vício das Compras - Oniomania.

    Um em cada três europeus compra mais do que necessita. Eis uma das conclusões do recente Relatório Europeu Sobre Problemas Relacionados com Adição ao Consumo, Hábitos Pessoais de Compra e Sobre-endividamento. Mais: 5% da população europeia sofre de oniomania, perturbação do foro psicológico que requer tratamento.


    Galerias Vittorio Emanuelle II @ Milão


    Becky Bloom, no filme "Louca por Compras", é viciada em compras. E nem o facto de ter a conta bancária a zero, vários cartões de crédito no limite e dívidas em várias lojas lhe serve de alerta para o facto de algo muito grave estar a acontecer na sua vida. Como diz a sinopse das aventuras imaginadas pela escritora Sophie Kinsella, «a sua única esperança é tentar ganhar mais e gastar menos. O seu único consolo é comprar alguma coisa, só mais uma coisinha...»



    Por tudo isto está mais que visto que a protagonista desta história se aproxima dos tais um em cada três europeus que compram mais do que precisam, numa conclusão do Relatório Europeu sobre Problemas Relacionados com a Adição ao Consumo, Hábitos Pessoais de Compra e Sobre-endividamento.

    Em tempo de crise, o panorama fica ainda mais negro se tivermos em conta outro dado estatístico: 5% da população do Velho Continente sofre de Oniomania, a doença das compras diagnosticada há cerca de 30 anos, perturbação do foro psicológico que requer tratamento. A perturbação afeta quase na mesma medida homens e mulheres. No estudo divulgado pelo jornal espanhol El País, as pessoas que sofrem deste distúrbio demoram em média 10 anos a pedir ajuda.

    A vítima de oniomania adquire objetos que não têm a menor utilidade, compra porque sim. «Quando a compra não é realizada, há uma sensação de angústia e mal-estar», definem os especialistas. O consumismo compulsivo pode ser desperto pela necessidade extrema de nos sentirmos especiais e/ou pode servir como forma de combater a solidão. O pior é que nenhuma destas alíneas fica satisfeita e o resultado é o agravamento de tal comportamento. À semelhança de outros vícios, os consumidores compulsivos vivem numa montanha-russa de sensações: à euforia inerente à compra segue-se a ansiedade e a desilusão.

    Quando a doença piora, ou começa a chamar a atenção de amigos e familiares, a tendência é para começar a comprar às escondidas. De qualquer forma não há conta bancária ou armário lá de casa que aguentem. É então que começa o ciclo da vergonha, das mentiras e da autonegação e, com isso, a deterioração das relações sociais.

    As consequências da oniomania podem ser devastadoras: casamentos falhados, carreiras destruídas, bancarrota, solidão. Crê-se que a causa da doença é uma conjugação de fatores biológicos e psicológicos. Privação emocional na infância, incapacidade para gerir sentimentos negativos, necessidade de preencher um vazio… estão na origem do problema. Uma vez diagnosticado, além de cortar todas as formas de crédito (cheques e cartões), o ideal é que alguém da família ou um amigo assuma o controlo das finanças do doente. Este deve procurar ajuda psicológica ou frequentar grupos de apoio, ao jeito de uns AA.

    É importante lembrar que nem todas as pessoas que consomem muitos supérfluos sofrem de oniomania. Pessoas com bom poder de compra que não sacrificam as suas vidas para ir às compras não são necessariamente "consumistas compulsivas".



    (Confesso que estou a fazer um "exame de consciência"!!...)


    [oniomania (grego onê, -ês, compra + -maniaPsicopatologia:  Mania de comprar muita coisa ainda que seja desnecessário. =ONEMANIA, ONEOMANIA, ONOMANIA]

    Obsessão Fatal

    Os distúrbios alimentares afetam um número cada vez maior de crianças e adolescentes. 

    A Anorexia Nervosa, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), “é uma doença que se caracteriza por uma perda deliberada de peso, induzida ou mantida pelo(a) próprio(a) doente”. Por seu lado, a Bulimia é uma síndrome que se caracteriza por “episódios repetidos de ingestão excessiva de alimentos e por uma preocupação quase obsessiva pelo controlo do peso corporal, o que leva o(a) doente a adotar medidas extremas para mitigar o aumento de peso produzido pela ingestão de comida”.

    Juntas, estas duas doenças afetam mais de três por cento das mulheres em algum momento da sua vida. É preciso não se esquecer que a anorexia e a bulimia são dez vezes mais frequentes no sexo feminino do que no masculino (embora a sua incidência esteja a aumentar discretamente nos homens) e que afetam principalmente raparigas de idades compreendidas entre os 13 e os 23 anos.

    Há dois tipos de anorexia nervosa: a restritiva e a purgativa. As anoréxicas restritivas, que mostram uma disciplina férrea, costumam deixar de comer de forma radical, perdendo peso até adoecerem. Em contrapartida, as anoréxicas purgativas, que são incapazes de manter o autocontrolo alimentar, recorrem a medidas absurdas, como os vómitos e os laxantes.
    As mesmas estratégias purgativas são usadas pelas pessoas com bulimia, que, presas a uma fome desmedida e voraz, se satisfazem com grandes ataques ao frigorífico de forma compulsiva.

    Ao contrário do que muitos imaginam, a anorexia não é um “disparate da adolescência”: é uma doença grave de foro psicológico; não é uma mania alimentar, como as manias das dietas. É, de facto, algo complicado, que tem a ver com complexos e outros fatores. É uma doença da adolescência que tem de ser encarada como grave.

    Doenças que deixam marcas graves

    As consequências destas doenças para o(a) próprio(a) e para os familiares são assustadoras. Para o(a) próprio(a), a pior consequência da anorexia nervosa é a osteoporose. O longo período sem funcionamento dos ovários, a desnutrição e o stresse fazem com que haja osteoporose na quase totalidade dos casos, e há dúvidas quanto à sua possível recuperação, a médio e a longo prazo. São traços que ficam para sempre, além de todo o sofrimento. Na bulimia as piores consequências são gastrointestinais e gastroesofágicas, e nos dentes.
    Por outro lado, as famílias passam um período terrível. É quase como se fosse uma questão de toxicodependência. Gera-se um grande confronto com o(a) jovem que não quer comer, o que faz aparecer conflitos, os que já existiam e outros novos. É uma situação grave dentro da família.


    Os sinais da anorexia…
    Para médicos experientes, o diagnóstico não é difícil. As vítimas da doença apresentam alguns destes sinais e sintomas comuns, embora nem todos os atinjam de igual modo
    e os da bulimia
    O comportamento bulímico pode manter-se escondido durante meses (até anos), perante a ignorância de familiares e amigos. Eis alguns dos sintomas que podem ocorrer


    SINTOMAS DO COMPORTAMENTO

    • Recusa voluntária dos alimentos com muitas calorias;
    • Preparação dos alimentos só por cozedura ou grelhados;
    • Diminuição notável da ingestão de líquidos;
    • Condutas alimentares estranhas, como cortar os alimentos em pequenos pedaços, espremê-los, esconde-los ou deitá-los fora;
    • Diminuição do número de horas com o pretexto de estudar;
    • Maior irritabilidade;
    • Aumento da atividade física, para incrementar o gasto energético. Realização compulsiva de desporto;
    • Uso de laxantes e diuréticos;
    • Vómitos auto-induzidos;
    • Isolamento social;
    • Uso compulsivo da balança.


    SINTOMAS DO COMPORTAMENTO

    • Empanturrar-se de comida às escondidas duas ou mais vezes por semana e durante pelo menos três meses;
    • Armazenar alimentos em diferentes lugares da casa;
    • Ingerir comida destinada a terceiros e, quando surpreendidos, negar a evidência;
    • Consumo indiscriminado de pastilhas elásticas sem açúcar e cigarros;
    • Ingestão compulsiva de alimentos congelados, de restos de comida tirados do caixote do lixo ou até dos que se destinam a animais de estimação;
    • Consumo abusivo de água, café, leite e bebidas light;
    • Vómitos autoprovocados;
    • Chupar e cuspir comida;
    • Uso indiscriminado de laxantes, clisteres e diuréticos;
    • Aumento do exercício físico sem outro fim que não seja queimar calorias;
    • Aumento aparente das horas de trabalho e estudo, mas com uma consequente diminuição de rendimento;
    • Aumento da irritabilidade;
    • Mentiras;
    • Contacto escasso com a família;
    • Vida social intensa com intervalos de isolamento;
    • Atividade física que oscila entre a abstinência e a promiscuidade;
    • Abuso do álcool e drogas, por vezes até perder o conhecimento.
    SINTOMAS PSICOLÓGICOS E EMOCIONAIS
    • Perturbação grave da imagem corporal;
    • Manifesta negação das sensações de fome, sede, fadiga e sono;
    • Medo ou pânico de aumentar de peso;
    • Negação parcial ou total da doença;
    • Dificuldade de concentração e aprendizagem;
    • Desinteresse sexual;
    • Medo de perder o autocontrolo;
    • Afloramento de estados depressivos e obsessivos;
    • Desinteresse pelas atividades lúdicas e pelos tempos livres.
    SINTOMAS PSICOLÓGICOS E EMOCIONAIS
    • Pânico de engordar;
    • Desejo impulsivo de perder peso;
    • Perturbação da imagem corporal;
    • Negação total ou parcial da doença;
    • Sensação persistente de fome;
    • Sonhos frequentes com comida;
    • Dificuldade de concentração e aprendizagem;
    • Sensação constante de culpa e facilidade em culpar os outros;
    • Pouca autoestima pessoal, assim como física e moral;
    • Fixação de metas acima das suas possibilidades reais;
    • Egocentrismo acentuado;
    • Variações rápidas do humor e do estado de espírito;
    • Sensação de inutilidade e vazio.

    SINTOMAS FÍSICOS
    • Perda de peso notável;
    • Fadiga;
    • Pele seca e escamada;
    • Cabelo quebradiço e ralo (cabelos finos);
    • Vertigens e dores de cabeça;
    • Desidratação;
    • Amenorreia (perda da menstruação);
    • Arritmias e braquicardias;
    • Hipotermia (pés e mãos frias);
    • Osteoporose;
    • Insónias;
    • Infertilidade;
    • Alterações dentais;
    • Prisão de ventre;
    • Edema (retenção de água);
    • Perturbações renais e hepáticas;
    • Hipertrofia parótida;
    • Enfarte e morte (casos muito graves)
    SINTOMAS FÍSICOS
    • Fadiga e perda de energia;
    • Amenorreia e menstruação irregular;
    • Vertigens e dores de cabeça;
    • Desidratação;
    • Diarreia e prisão de ventre;
    • Falta de alento;
    • Batidas irregulares do coração;
    • Depressão e melancolia;
    • Perda de cabelo;
    • Dores de estômago;
    • Erosão do esmalte dental;
    • Dor de garganta crónica;
    • Lesões renais e hepáticas;
    • Cara inchada e hipertrofia das glândulas parótidas;
    • Hipotensão;
    • Dores de peito;
    • Úlcera péptica e pancreatite;
    • Dilatação e rotura gástrica;
    • Anemia;
    • Enjoos;
    • Abrasões nas mãos e nos nós dos dedos;
    • Enfarte e morte (casos crónicos).
    10 Conselhos Para os Pais
    Os pais podem ajudar os filhos a prevenir perturbações alimentares
    1. Analise de que modo o excesso de peso influenciou a atitude e opinião dos seus filhos face ao seu corpo e ao dos demais. Depois, informe-os sobre a natureza e os perigos de danos contra as várias constituições corporais;
    2. Examine detalhadamente os objetivos que marcou para os seus filhos. Nãos lhes transmita a falsa ideia de que o êxito está ligado à beleza e a um corpo estilizado;
    3. Informe-se e discuta com os seus filhos os riscos que implica emagrecer com regimes alimentares, os benefícios do exercício moderado e as virtudes da alimentação saudável e equilibrada;
    4. Faça desporto com fins saudáveis e não para emagrecer ou queimar o excesso de calorias;
    5. Não deixe de praticar atividades como a natação e a dança por medo de mostrar o corpo;
    6. Quando estabelece relações, não julgue as pessoas exclusivamente pelo seu aspeto físico;
    7. Faça os seus filhos entenderem de que forma a televisão, as revistas e outros meios de comunicação usam de forma interessada a imagem corporal;
    8. Informe os seus filhos sobre as várias formas de violência contra a mulher, incluindo o excesso de peso, e ensine-os a evitá-las;
    9. Nunca limite a ingestão de calorias aos seus filhos, salvo por prescrição médica;
    10. Nunca discrimine os seus filhos por questões de sexo, e ofereça a todos as mesmas oportunidades de estudo e lazer.

    PARA SABER MAIS
    • Madrugada de Lágrimas. Dulce Bouça. Dinter, 1997.
    • Magros, Gordinhos e Assim, Assim. Isabel do Carmo. Dinter, 1997.
    • Vivemos Livres Numa Prisão. Daniel Sampaio. Editorial Carminho, 1998.

    Distúrbios alimentares. Padrão de Beleza, a quanto obrigas?...

    A escravização a que as pessoas das sociedades “civilizadas” se submetem, para enquadrarem determinados padrões de beleza, tem sido um dos fatores socioculturais associados ao incremento da incidência de alguns dos chamados transtornos dismórficos, sejam corporais (anorexia, bulimia) ou musculares (vigorexia) ou obedecendo a dietas naturalistas (ortorexia).
    Quando a preocupação com o corpo passa a uma obsessão geradora de sentimentos de insegurança, de introversão, de timidez, o corpo e a mente passam a ser “vítimas” de doenças de foro emocional. Podem ser acompanhadas de ansiedade, depressão, fobias, atitudes e comportamentos impulsivos e repetitivos e que conduzem ao já denominado Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), historicamente conhecido como Dismorfofobia ou medo da fealdade.
    DEFEITO IMAGINÁRIO
    A DSM-IV (Classificação Americana de Doenças Mentais) diz que a caraterística essencial do Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é uma preocupação com um defeito na aparência, sendo este defeito imaginado ou, se houver uma ligeira anomalia de facto, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva e desproporcional. Esta preocupação deve causar sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social e/ou ocupacional, ou em outras áreas importantes da vida da pessoa.

    ANOREXIA, VIGOREXIA E ORTOREXIA

    A Anorexia Nervosa* é um transtorno alimentar caraterizado por limitação da ingestão de alimentos, devido à obsessão de magreza e o medo mórbido de ganhar peso. E este medo, geralmente, não é aliviado pela perda de peso. Na verdade, a preocupação com o ganho ponderal, frequentemente, aumenta à medida que o peso real diminui.
    A autoestima dos pacientes com anorexia nervosa depende, obsessivamente, da sua forma e peso corporais. A perda de peso é vista como uma conquista notável e como um sinal de extraordinária disciplina pessoal, ao passo que o aumento de peso é percebido como um inaceitável fracasso do autocontrolo.
    Escolhem a comida e o corpo representantes de um afeto que na verdade nada tem a ver com a alimentação no seu sentido mais concreto.
    A Vigorexia (ou Complexo de Adónis) ainda não tem critérios definidos claramente pela CID.10 (Classificação Europeia das Doenças Mentais) e pela DSM-IV, mas algumas caraterísticas de personalidade começam a ser evidentes: baixa autoestima; dificuldades de integração social; introversão; rejeitar ou aceitar com sofrimento a própria imagem corporal; obsessão em tornarem-se musculosos; o sintoma central parece ser uma distorção na perceção do próprio corpo.
    O culturismo é um desporto que se associa com este tipo de desordem, no entanto, não significa que todos os praticantes da modalidade tenham Vigorexia.
    Emocionalmente, a Vigorexia pode ter como consequência um quadro de Perturbação Obsessiva-Compulsiva (POC), fazendo com que o próprio se sinta fracassado e abandone as suas atividades sociais, laborais, com o propósito de treinar e exercitar-se se pausa.
    Estas duas doenças, Anorexia e Vigorexia, promovem a distorção da imagem que as pessoas têm de si mesmas: os anoréticos nunca se acham suficientemente magros, os vigoréticos nunca se acham suficientemente musculosos. Ambas podem ser, também consideradas, “patologias do narcisismo”, deficiência de amor próprio na saúde patológica.
    A Ortorexia é um quadro onde a pessoa se preocupa muito com os os hábitos alimentares e dedica bastante tempo a planear, comprar e preparar e fazer refeições, ou seja, o exagero das dietas naturalistas, uma espécie de obsessão dietética.

    CORPO IDEAL VS. CORPO REAL
    O habitual, desejável para o ser humano em equilíbrio, é estar moderadamente preocupado com o seu corpo sem que esta preocupação se converta numa obsessão.
    É olhar-se e sentir-se bem, é cuidá-lo.
    O ideal, desejável e sadio não é o padrão imposto pelas revistas de beleza e pelos modelos publicitários, mas sim estar satisfeito consigo mesmo e saber aceitar-se como se é. A aceitação do corpo é a aceitação de quem somos, do todo que somos. É aceitar o local onde habitamos.

    Referência Bibliográfica
    Fonseca, A.F. (1985). "Psiquiatria e Psicopatologia", II Vol. Lisboa: Edições Calouste Gulbenkian.
     * Estou a escrever texto sobre a Anorexia Nervosa e Bulimia, em breve partilho com vocês.

    MUSE - Muscle Museum

    SÍNDROMES| Síndrome do Sotaque Estrangeiro

    Tiffany Roberts, de 61 anos, nascido no estado americano de Indiana, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral, passou a falar inglês com sotaque britânico, sem ter estado na Grã-Bretanha. Os médicos afirmaram que estava a sofrer da chamada "Síndrome do Sotaque Estrangeiro", uma doença rara que ocorre quando uma parte do cérebro é danificada, após um acidente vascular cerebral, ou um traumatisma craniano.
    Na literatura médica existem casos semelhantes registados, contudo, os especialistas ainda estão a estudar a forma como a doença se manifesta.
    O primeiro caso registado surgiu na Noruega, em 1941, quando uma mulher passou a falar norueguês com um forte sotaque alemão, depois de ter sido atingida por um projétil durante um ataque aéreo. Consequentemente, passou a ser hostilizada na sua comunidade.
    Acredita-se que apenas 60 pessoas em todo o mundo sofram com a síndrome do sotaque estrangeiro.

    **
    VIDEO: Síndrome do Sotaque Estrangeiro - Doença rara faz brasileiro ter sotaque de estrangeiro.


    Histeria



    "It's bugging me
    Grating me
    And twisting me around..."



    Histeria é um tipo de neurose que se caracteriza, predominantemente, pela transformação da ansiedade subjacente para um estado físico. A palavra vem do termo grego “hystéra”, que significa útero. A própria palavra sugere o caráter feminino da doença, já que era atribuída a uma disfunção uterina.

    As pessoas que sofrem de histeria apresentam uma situação de pânico intensa, traduzida sobre a forma de sintomas físicos, como por exemplo, paralisia, cegueira, surdez, etc., perdendo assim o autocontrole.
    Sigmund Freud (1856-1939) estudou os mecanismos psíquicos da histeria, e concluiu que os distúrbios poderiam abranger os sentidos da visão, audição, paladar e olfato e variar desde simples sensações até a anestesia total e intensas dores agudas.

    A maioria dos sintomas da histeria apresenta-se de forma combinada com outros tipos de distúrbios neuróticos. Quem sofre de histeria geralmente possui problemas em manter um relacionamento, seja de que natureza for.
    O doente deve fazer psicoterapia cognitiva comportamental, acompanhada por tratamento farmacológico. A psicoterapia possibilita que a pessoa entenda os seus próprios sentimentos e simbologias, além de aprender a lidar com eles coordenadamente.


    Freud e Breuer falam sobre a Histeria na sua Comunicação Preliminar (1893) e, posteriormente, nos seus Estudos Sobre a Histeria (1895)
    "De maneira análoga, as nossas pesquisas revelam que a maioria dos sintomas histéricos são desencadeados por causas que só podem ser descritas como traumas psíquicos. Qualquer experiência que possa evocar afetos aflitivos tais como os de susto, angustia, vergonha ou dor física — pode atuar como um trauma dessa natureza; e o fato de isso acontecer de verdade depende, naturalmente, da suscetibilidade da pessoa afetada (bem como de outra condição que será mencionada adiante). No caso da histeria comum não é rara a ocorrência, em vez de um trauma principal isolado, de vários traumas parciais que formam um grupo de causas "desencadeadoras". Essas causas só puderam exercer um efeito traumático por adição e constituem um conjunto por serem, em parte, componentes de uma mesma história de sofrimento. Existem outros casos em que uma circunstância aparentemente trivial se combina com o fato realmente atuante ou ocorre numa ocasião de peculiar suscetibilidade ao estímulo e, dessa forma, atinge a categoria de um trauma, que de outra forma não teria tido, mas que daí por diante persiste". (Std. Ed. VolII pág.41)

    A doença dos rituais

    Quando uma simples mania toma conta de nós…
    Quantas vezes lava as mãos, por dia? Quantas vezes verifica se o gás está desligado? Se desligou o fogão ou se as janelas estão fechadas? Quantas vezes se certifica que a porta está trancada ou se o carro ficou aberto? Quanto tempo perde a organizar a roupa antes de se deitar, ou a secretária antes de começar a trabalhar?
    Estas e outras perguntas podem ter uma única resposta: Perturbação obsessivo-compulsiva. Começam por simples “manias”, que não afetam, mas, com o tempo, evoluem para rituais ilógicos capazes de transformar qualquer um em autêntico escravo da sua própria mente.

    • De acordo com a quarta edição do MANUAL DE DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICA DA ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA (DSM-IV), a perturbação obsessivo-compulsiva é uma situação crónica caraterizada pela presença de obsessões e/ou compulsões, que consomem, pelo menos, uma hora por dia, e causam sofrimento ao doente e/ou aos seus familiares.
    • Obsessões são ideias ou impulsos persistentes, que são vivenciados como intrusivos, ou seja, contra vontade do indivíduo e inadequados, causando ansiedade e sofrimento. A pessoa tem a noção de que alguma coisa não está bem com ela, mas que escapa ao seu controlo.
    • Compulsões são comportamentos repetitivos (como lavar as mãos, a híper-organização, rituais de verificação), ou ações “executadas” mentalmente (como repetir frases, contar, repetir palavras em silêncio) cujo objetivo é prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento, ao invés de oferecer prazer ou gratificação. A pessoa sente-se obrigada a executar a compulsão para reduzir o sofrimento que acompanha uma obsessão.
    AUMENTO EXPONENCIAL
    Os números têm vindo a aumentar e a perturbação obsessivo-compulsiva é já a quarta perturbação psicológica mais frequente. De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde, até ao ano de 2020, estima-se que estará entre as 10 causas mais importantes de doença.
    Sim, esta é a minha mania...não a "das grandezas", mas ouvir MUSE...!