Fazer o que nos dá prazer?


Aparentemente simples, é extremamente difícil fazer o que nos dá prazer, temos tendência a sentirmo-nos culpados, até porque isto de ter prazer… não é pecado? Bem, nós sabemos que a nossa forte cultura judaico-cristã, os tempos da inquisição e da ditadura ensinaram-nos a ser recatados e sentir muito a culpa. Culpa de quê? Às vezes de nada. Mas sermos capazes de nos censurar mostra uma evolução saudável da nossa personalidade, não deverá é tomar conta da nossa vida. Nas escrituras originais, “pecar” é quando fugimos aos nossos objetivos, é quando nos desviamos do nosso propósito de vida.

Recordo-me de um trecho de uma série televisiva, “Ally Mcbeal”, que, com humor, retrata a nossa dificuldade em lidar com o que a vida tem de bom. “Otimista, podem chamar-me. Direi antes realista. Todos temos qualidades, quais são as suas Ally?
Ally – Acho que preciso de ajuda psicológica.
John – Porquê?
Ally – Sinto-me feliz… não estou equipada para isto.”

Muitas vezes estamos demasiado centrados nos problemas, nas dificuldades, nas tristezas….é importante, sem dúvida, perceber o que nos entristece, mas sem perder o rumo, a orientação da nossa vida, ou seja, o que nos faz felizes? E, qual o nosso propósito de vida?

Deixo-vos com as sábias palavras de Carlos Drummond de Andrade: 
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."

Uma excelente semana.
Beijinho,
Liliana.