A palavra constrói/mantém; o silêncio afasta/isola

A comunicação é algo de extremamente complexo e extraordinário… Imaginar a construção (e manutenção) de uma relação (de amizade, amorosa, parental,…) sem comunicação é tão difícil como imaginar o infinito. É retirar algo de fundamental dessa mesma relação.

Acabei de estar IMENSO TEMPO  ao telefone com uma AMIGA. Conversamos, rimos, exclamamos, interrogamos, quase choramos… Se me perguntarem sobre o que falamos, ao certo, eu respondo-vos: já não me recordo muito bem, só sei que A CONVERSA SOUBE TÃO BEM!!
Como é possível? Porque a conversa cumpriu a sua função: pôs em contacto emocional duas pessoas que se querem muito bem. O importante foram os conteúdos afetivos (o termos conversado) e não tanto aquilo que foi dito.
Mas estamos sempre a adiar aquele telefonema, aquela conversa, não é verdade?! E assim, vamos maltratando as nossas relações, e muitas vezes as mais preciosas...

Para ouvir

Completamente rendida a NOISERV

O projecto musical Noiserv (David Santos) tem vindo a afirmar-se como um dos mais criativos e estimulantes, de entre os surgidos em Portugal na última década. O seu percurso tem sido marcado pela criação de peças musicais de um minimalismo capaz de atingir cada individuo na sua intimidade, relembrando-lhe vivências, momentos e memórias intrincadas entre a realidade e o sonho, e por concertos de elevadíssima intensidade, nos quais o público é suspenso a partir de uma teia sonora, criada por um vasto leque de instrumentos inusuais.

Uma Oficina Chamada NOISERV  - Diário de Notícias
Teclados, guitarras, xilofones, instrumento de sopro e percussão convivem com instrumentos tão improváveis como máquinas fotográficas, de escrever, relógios, brinquedos infantis... qualquer objeto, no projeto Noiserv, pode acabar como um instrumento. A composição musical obriga David Santos a explorar sons. muitos do quotidiano, em cima de linhas musicais repetidas.
As paredes da sala onde trabalha estão repletas de recordações de espetáculos passados e de ideias rabiscadas para projetos futuros. Um homem com formação em engenharia, muitos instrumentos e uma sala onde pensa construir muitas mais músicas.




"A day in the day of the days"... a banda-sonora para um dos nossos dias!


Para ouvir o álbum completo, clique em AQUI


O QUE DIZEM OS ESTUDOS -- O AMOR é uma receita fisiológica e com prazo de validade


Como que por acaso, e naquele lugar, os nossos olhares, que vagos giravam, cruzaram-se… de súbito fui invadida por aquela sensação de ritmo cardíaco a disparar e maças do rosto a corar! Mas nessa hora a viver começamos...
Recordo-me de no nosso primeiro encontro sentir uma ansiedade, um calor no peito que logo se espalhou em calafrios que procurei disfarçar. Um leve suor nas mãos. As palavras tremeram embaraçadas em pensamentos confusos. Joelhos que mal sustentavam o peso do meu corpo. Recordas-te do nosso primeiro beijo?...
E, desde então, quantas vezes nos esquecemos do mundo lá fora...?!

Quem nunca sentiu este misto de emoções e sensações? Parece que os cientistas, esses “desmancha prazeres”! Querem-nos convencer de que o AMOR não passa de um conjunto de reações químicas, anatómicas e bioquímicas.
Será? Mas até que ponto a ciência pode, efetivamente, traduzir em experiências químicas o que para muitos é a verdadeira essência do ser humano?
Apesar de tudo, é provável estarmos certos, quando assumimos sentirmos química por alguém. Só que essa química, para os cientistas, traduz-se na seguinte receita (!):
  • Feniletilamina - provoca sensações de exaltação, alegria e euforia;
  • Dopamina - responsável pela sensação de prazer que sentimos, e pelas manipulações físicas, tais como: pele avermelhada, mãos húmidas, … e
  • Ocitocina -  um neurotransmissor associado ao AMOR.
Helen Fisher, antropóloga da Universidade de Rutgers, New Jersey, demonstrou, ainda, que a: instabilidade; exaltação; euforia e falta de apetite, sentidos pelos apaixonados, estão associados a altos níveis de dopamina e norepinefrina, estimulantes naturais do cérebro.
Posto isto, concluímos que para os cientistas o AMOR não passa de uma receita fisiológica de vários compostos físicos que se dá no cérebro de cada um de nós.
Mas, em última análise, porque é que acontece somente entre algumas pessoas e não com todas, porque nos sentimos “atraídos” por determinado indivíduo e não por outro?
Dra. Helen Fisher tenta dar uma resposta: "Normalmente, as pessoas apaixonam-se por alguém com quem interagem, mas, sobretudo, por alguém que considerem misterioso. Depois, a maior parte interessa-se por pessoas com o mesmo background sociocultural e com atitudes, expectativas e interesses paralelos." Verdade ou não, cada um sabe de si!
Mas, então se realmente o amor e a paixão não passam de reações químicas do corpo, será que duram para sempre? Ou pelo contrário existe um limite de tempo para homens e mulheres sentirem o arrebatamento da paixão?
Segundo a professora Cindy Hazan, da Universidade Cornell, Nova Iorque: "os seres humanos são biologicamente programados para se sentirem apaixonados durante 18 a 30 meses". Ela entrevistou e testou 5.000 pessoas de 37 culturas diferentes e descobriu que o "amor" possui um limite para o seu "tempo de vida". Com o tempo, o organismo vai se tornando resistente aos seus efeitos - e toda a "loucura" da paixão desvanece gradualmente - a fase de atração não dura para sempre. Posteriormente, o casal, habitua-se a manifestações mais brandas de amor - companheirismo, afeto e tolerância…
Em jeito de conclusão, só vos digo que, como explicação do AMOR, esse cúmulo de loucura e sabedoria, continuo a preferir as palavras de Fernando Pessoa:
“Amo como ama o amor.
Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar.
Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que
TE AMO?”

Tirar partido das CORES

 “As cores que as pessoas não gostam dizem muito sobre o que elas são no seu íntimo, mas têm medo de demonstrar. As cores preferidas funcionam como as máscaras que utilizamos para nos apresentarmos ao mundo.”—Mark Wentworth


O ser humano está rodeado de cores desde o nascimento e é influenciado por elas através da visão, da pele e da respiração. Relacionada com os diferentes comprimentos de onda do espetro eletromagnético, a cor tem diferentes vibrações. Existem estudos que demonstram que essas vibrações são emitidas diretamente sobre as células e as glândulas do corpo, acabando por influenciar as pessoas a nível físico e emocional.
Cores claras dão energia enquanto cores mais escuras podem retirar essa energia. Pode ficar-se mais bem-disposto com o uso do amarelo claro e laranja, enquanto cores mais escuras, como o castanho e o verde- escuro, são quentes e confortáveis…
No vestuário além das mensagens que cada cor transmite subtilmente, há cores e tonalidades que nos ficam melhor do que outras. As cores certas dão harmonia, as cores erradas dão-nos um aspeto pálido ou, até mesmo, doente! Esta análise da cor está relacionada com as características físicas da pessoa: cor do cabelo, da pele e dos olhos.
O objetivo é as cores fazerem parte da pessoa que as veste e não aparecerem como algo independente. A ideia é a pessoa entrar num espaço e ser vista como um todo, um ser completo”, resume Mark Wentworth. Nas suas sessões de consultoria de imagem, começa por identificar a que estação do ano pertence a pessoa.
O truque é colocar sobre os ombros da pessoa, próximo da cara, dois tecidos. De um lado está um prateado (que representa os tons frios do Verão e do Inverno) e do outro, um tecido dourado (que representa os tons quentes do Outono e da primavera). O que fizer o rosto da pessoa mais luminoso, magro e com as feições definidas é o tom a que ela pertence. Por exemplo, uma pessoa a quem o prateado fique melhor deve usar os tons frios no vestuário. De seguida, o especialista pega em dois tecidos da mesma cor – mas de tonalidades diferentes – que representam o Verão e o Inverno (as estações do tecido prateado). Coloca-as de novo junto ao rosto da pessoa para descobrir a qual das duas estações do ano a pessoa pertence. Feita esta descoberta, cada estação tem uma paleta de cores que podem ser usadas para benefício do utilizador.
Ao contrário do que muitas vezes se pensa, todas as cores têm um lado positivo e um lado sombra, não é apenas o preto! “Todas as cores podem ser usadas para manipular”, alerta  Mark Wentworth. O vermelho é um exemplo flagrante de manipulação. Utilizado nas lojas, sobretudo em época de saldos, porque transmite uma mensagem de impulsividade, de compra imediata.

AS CORES DA ROUPA

Não se esqueça: as cores que se escolhem para vestir refletem estados de espírito e influenciam, mesmo inconscientemente, quem as usa. Além disso, projetam uma imagem e passam mensagens subtis que, por vezes, são o contrário do que se pretendia transmitir naquela situação.

VERMELHO Cor de energia. Dá autoconfiança e autocontrolo. É a cor de estimulação e mostra uma personalidade forte. É também uma cor agressiva e pode significar alguém com carácter dominante e impaciente. Chama a atenção e transmite força. Deve evitar-se em situações de cansaço e insegurança.

CINZENTO O cinzento-claro ajuda o utilizador a permanecer emocionalmente neutro. O cinzento-escuro exige regras. Uma vez que não oferece suporte emocional, o cinzento deve ser evitado quando se trabalha com jovens.

AMARELO Ideal para ocasiões em que se exige um espírito lógico e analítico. Deve evitar-se em situações de stresse e pouca clareza de espírito. Na decoração da casa, por exemplo, não se aconselha o uso do amarelo no quarto, porque estimula a mente e não proporciona o relaxamento mental necessário ao descanso.

PÚRPURA Projeta confiança, individualidade e criatividade. Estimula os sentimentos, pelo que é de evitar quando se lida com situações de tristeza.

PRETO Cor da autoridade, alguém com opinião e disciplina. Pode, também, significar falta de criatividade e pouca autoconfiança pois pode implicar que alguém se ‘esconde’ atrás da cor. Use quando precisa de mostrar autocontrolo e autoridade. Cria impacto e dá a sensação de mistério. Oferece segurança quando quem o utiliza atravessa profundas mudanças emocionais. Evitar quando se está deprimido ou se pretende ganhar a confiança dos outros (nunca vestir preto quando trabalhar com crianças).

AZUL Cor da lógica, ativa a mente. Simboliza confiança, paz e ordem. Pode, também, significar autoridade. O azul-marinho, utilizado nas fardas da polícia, projeta autoridade e confiança. Já o azul médio é indicado para entrevistas, visto indicar calma e comunicação aberta. O azul-claro é usado por enfermeiras e pessoas que cuidam de outras.

CASTANHO Cor da terra, ideal em situações descontraídas. Transmite simpatia, com pés no chão e com uma atitude séria. Também é a cor da proteção e do desejo de querer ser aceite por toda a gente.

ROSA Sugere simpatia e empatia, dá o toque feminino. Pode, também, significar pouco confiante e dependência. Promove o trabalho de equipa e cria um ambiente romântico. A evitar quando se pede uma promoção ou quando se quer ter os pés assentes na terra.

BEJE Cor ideal para substituir o preto e o castanho, no Verão. É uma cor não agressiva, simpática e ajuda a aproximar-se de outras pessoas. Ideal para quem tem empregos na área do coaching ou recursos humanos, onde uma boa relação é essencial. Desaconselha-se usar o bege sem outra cor mais viva.

BRANCO Significa frescura e pureza espiritual. Mostra uma personalidade positiva, equilibrada, otimista e individualista.

VERDE Sugere calma e simpatia. Também pode significar imaturidade e uma pessoa cautelosa que não confia nos outros facilmente. O verde e o verde-claro dão a sensação de leveza e renovação. A utilizar quando se precisa de equilíbrio mental e se tem necessidade de espaço. O verde-escuro oferece resistência à mudança e, por isso, deve evitar-se quando se tentam promover novas ideias.

LARANJA Aumenta o valor próprio. Assim como a cor de pêssego, pode ser usado por assistentes sociais ou em trabalhos de aconselhamento. Em entrevistas, tende a enervar o entrevistador. Não ajuda ao autocontrolo, evita-se em casos de dieta (estimula a vontade de comer doces).