Prazer

“Ensinaram-me tanta vergonha em sentir prazer, que acabei sentindo prazer em ter vergonha.”
Mia Couto, in “O Fio das Missangas”

«(...) Aparentemente simples, muitas vezes é extremamente difícil fazer o que nos dá prazer, temos tendência a sentirmo-nos culpados, até porque isto de ter prazer... não é pecado? (...) Sabemos que a nossa forte cultura judaico-cristã, os tempos da inquisição e da ditadura ensinaram-nos a ser recatados e sentir muito a culpa. Mas culpa de quê? Às vezes de nada... 
Sermos capazes de nos censurar mostra uma evolução saudável da nossa personalidade, não deverá é tomar conta da nossa vida. O que é preciso é encontrar (como em tudo na vida) o ponto de equilíbrio...


(...) Nas escrituras originais, “pecar” é quando fugimos aos nossos objetivos, segundo Jean-Ives Leloup (e não só) é quando nos desviamos do nosso propósito de vida!»



Butterflies & Hurricanes, in "Viva o dolce fare niente!"