Quis o acaso




Quis o acaso que viesses bater à minha porta.
Não costumo fazê-lo sem convidar, mas deixei-te entrar…
Foi então que:
O teu olhar desarrumou o meu mundo;
O teu pensar desorientou o meu rumo;
O teu ser acordou o meu ser.

Sinto-me a flutuar no caos.
Sim, eu.
A esposa da razão.
A amante do silêncio.
A amiga da solidão.
Eu que sempre gostei de conduzir.
O carro. O ritmo. A ordem. O destino.

Apareceste e tomaste de assalto o meu refúgio.
Há quanto tempo não sei precisar.
Pois nem dele tenho mais noção.
Só sei…
Só sei que tudo em ti é original demais, que a tua alma é delicada, intensa e infinita.
E que agora te quero.
E que agora te necessito.
Estarei eu a amar?
Não sei, mas convido-te a ficar!