Não há como fugir...



Não há como fugir: em algum momento, a relva do vizinho é - e sempre será - mais verde. Não adianta termos o que precisamos, pois queremos sempre mais...

A verdade é que sem autoconhecimento e sem simplicidade, a vida pode parecer (sempre) pequena demais diante de tanto sonho. E o que fica? Uma insatisfação, uma inveja que volta e meia procuramos disfarçar. Juramos a pés juntos que não "guardamos" sentimentos negativos  no peito. Afinal, crescemos a ouvir que tudo isso é feito. Muito feio. É, concordo que inveja é um sentimento desdenhoso. Mas, se prestarmos atenção, é possível transformar o tal pecado em algo positivo.

Como? Imagine que me senti "incomodada" ao saber que uma amiga foi promovida e ganhou um aumento inacreditável!...
...E que tal, para começar, sorrir. De coração. Reciclar o sentimento negativo inicial. Comemorar com ela, vê-la como exemplo e transformar aquela invejazinha em pura fonte de inspiração (felizmente tenho muitas fontes de inspiração!)...

Mas cuidado, o conselho não é copiar ninguém. (Afinal, onde está a nossa personalidade?). Temos de encontrar o nosso estilo, o nosso jeito de lidar com a vida, as nossas limitações. Temos de nos descobrir. Temos de nos aceitar. E voilá...avançar!

Era isto que eu tinha para dizer numa época de muitos pecados e poucas confissões. Sentimentos pouco nobres habitam todos nós e não há como fugir disso. O importante é o que iremos fazer com eles. E o que eles poderão fazer connosco. (Se deixarmos).