...DE OUTROS CARNAVAIS

Considerado o Carnaval mais glamoroso de todos...

© Fotografias| Butterflies & Hurricanes

As origens do carnaval de Veneza remontam ao governo do doge Vitale Faleir (1084 – 1096). A palavra tem origem na expressão latina carnis laxatio, cujo significado é “abandono da carne”. Originalmente, o vocábulo teria sido associado a um comportamento casto dos penitentes, no início da Quaresma, como uma espécie de purificação antes dos ritos pascais.

Em 1296, a terça-feira anterior à Quaresma foi declarada feriado pelo Senado, oficializando assim a criação da festa popular que já chamada de Carnaval.

Nos anos seguintes, a festa cresceu a tal ponto que durava meses: o carnaval começava nos primeiros dias de outubro ( início da temporada teatral), era suspenso durante o Advento ( tempo litúrgico que, na Igreja Católica, corresponde às quatro semanas anteriores ao Natal), recomeçava em 26 de dezembro para terminar na terça-feira anterior à Quaresma.

Para celebrar o carnaval em plena liberdade, os venezianos usavam túnicas e vestes que os protegiam dos olhares curiosos e lhes permitiam cometer todo tipo de excesso. A máscara protegia os rostos e eliminava a diferença entre sexos e classes sociais. A festa era completada pela presença de saltimbancos, músicos, atores, operadores de marionetes, comediantes, adestradores de animais, além da profusão de peças teatrais e grandes banquetes que se espalhavam por toda a cidade.

Uma das atrações mais famosas do carnaval veneziano é a chamada “O Vôo da Colombina”, que era, na verdade, um escravo descendo por uma corda presa ao campanário da igreja de São Marcos até o centro da praça. Posteriormente, o escravo foi substituído por um acrobata e, finalmente, por uma pomba (em italiano, colomba) de madeira , que jogava flores sobre os animados pedestres.

Quem conhece sabe que o carnaval em Veneza, para além de glamoroso, conserva toda a sua mística...

AMIGOS IMAGINÁRIOS

Sentada no degrau das escadas mantinha longas conversas com ela. Falávamos de tudo quanto apetecesse. Nunca lhe dei um rosto, uma idade. Mas tinha um nome: Ana e vivia no planeta da minha imaginação. Não recordo como a “inventei” nem sequer como, ou quando, a “mandei embora”...


O amigo imaginário é tão real quanto a imaginação da criança que o cria. Pode fazer “milagres” no desenvolvimento infantil e os pais devem respeitá-lo. Ele surge, normalmente, em mentes mais criativas e desaparece quando o mundo real se impõe.

Questões que os pais, habitualmente, colocam:
É prejudicial a criança ter um amigo imaginário?
Antes pelo contrário, é saudável, pois permite desenvolver o imaginário da criança e em situações de stresse emocional (como a mudança de um amigo de escola ou o divórcio dos pais) pode funcionar como um mecanismo de defesa que conforta e ajuda a ultrapassar esse momento. Existem dois tipos de amigos imaginários: os amigos invisíveis ou os objetos personificados.

Porque é que existe em algumas crianças a necessidade de criar um amigo imaginário?
Se existe em algumas situações a “necessidade” de recorrer a um amigo imaginário (como são as situações assinaladas anteriormente), noutras não é propriamente uma necessidade mas sim o resultado do imaginário da criança. De facto, as crianças que têm amigos imaginários são na maioria muito criativas e inteligentes.

Com que idade é mais frequente a criança procurar um amigo imaginário?
É muito comum entre os três e os seis anos. Normalmente, na idade de entrar para a escola, estes amigos desaparecem de forma natural.

Existe um padrão de criança que procura esta companhia real na sua fantasia?
Sim, normalmente são crianças mais criativas e mais inteligentes, que criam os amigos imaginários. Um estudo americano doInstitute of Child Development da Universidade de Minnesota, EUA, feito com 79 crianças conclui que existe uma tendência para serem os primeiros filhos e filhos únicos a criarem os amigos imaginários.

Quais são os principais motivos que levam a criança a criar um amigo que existe apenas na sua imaginação?
Existem várias razões para exaltar o amigo imaginário. Tais como a necessidade de criar uma personagem que acompanhe a criança nas suas brincadeiras; a possibilidade de pôr  em prática o resultado da sua imaginação fértil (criar uma fada, um ser fantástico que existe nas florestas encantadas…); funcionar como conforto para os momentos de stresse; o querer mandar na brincadeira ou controlar a situação (a criança dá as ordens, define as regras, muda de regras quando lhe apetece); para fazerem coisas que normalmente não fariam; porque ajudam a lidar com a raiva ou inveja que a criança sente no seu dia -a- dia, mas de uma forma segura; porque podem funcionar como um amigo substituto nas crianças que não têm amigos ou que estão sozinhas.

Que tipo de conversas as crianças mantêm com o seu amigo imaginário?
As crianças têm com os seus amigos imaginários todo o tipo de conversas e partilham com elas os seus segredos mais íntimos (desde os seus sentimentos em relação a alguma criança da sua sala, em relação às atitudes dos pais, em relação a algum acontecimento traumático). Mas na maioria das vezes as conversas são inventadas e os diálogos são feitos em função do contexto da brincadeira e não quer dizer que tenham um significado muito concreto. São apenas imaginação, criatividade.

O que é que os pais devem fazer?
Os pais devem lidar com a situação do amigo imaginário de forma natural, uma vez que a maioria das vezes é um acontecimento normal no desenvolvimento da criança. Devem respeitar o amigo imaginário, lembrar-se do seu nome, não “gozar”, não se sentar em cima, não o usar para conseguir que o filho como a sopa… Mas também não devem ir mais longe, ou seja, não devem atuar como a criança, não devem conversar demasiado com o amigo imaginário. Se a criança pede um prato extra podem dar, mas não devem promover dizendo: “toma ele também precisa de um guardanapo e de um copo…”. Será a criança a definir qual o grau de participação do amigo imaginário na sua vida real e qual o envolvimento dos pais. O importante para os pais é tentar identificar se há alguma razão concreta para existir esse amigo imaginário: a morte de alguém, mudança de casa, divórcio, perda de uma amigo, … Se existir este tipo de razão deve-se tentar estar atento aos diálogos da criança porque podem transmitir os seus sentimentos, medos, ansiedades em relação aos acontecimentos. No entanto, se os pais sentirem muita desorientação devem pedir ajuda a um psicólogo.

Quando é que os sinais da presença de um amigo imaginário passam a ser patológicos?
Quando a criança fica demasiado agarrada ao amigo imaginário, começando a isolar-se; quando tenta incorporá-lo totalmente no seu dia a dia; quando o amigo imaginário está sempre a fazer coisas malfeitas, ou está sempre a arranjar problemas ou chega a tornar-se agressivo e manipulador; quando a própria criança culpa sempre o amigo imaginário pelos seus erros ou ainda quando já passou a fase normal para ter um amigo imaginário (mais de seis anos). Nestas circunstâncias os pais devem sempre manter a tranquilidade e ser compreensivos, mas se as estratégias que adotarem não resultarem  e a situação se mantiver devem consultar um psicólogo.

Quando e como é que as crianças “mandam embora” o amigo imaginário?
Os amigos imaginários deixam de existir da forma como aparecem – naturalmente. Desaparecem porque a criança deixa de ter necessidade de os ter, quando o mundo real está mais incorporado em si e a criança começa a dar mais importância aos amigos reais.

SOBRE A REVOLTA DO MAR


Fotografia| Rafael Peixoto

Saímos de casa e a rua tornou-se nossa e os heróis, em cima de chaimites, eram iguais a nós, estavam ali e também eram nossos…

As fábricas, os campos, os barcos pertenceram-nos; homens e mulheres, de rosto queimado pelo sol e pela geada do interior da nossa terra, saíram das aldeias, vieram ver o outro lado do mundo e exclamaram: Olha o mar! e ficaram encantados, porque o mar também lhes pertencia…

Correu um vento novo pelas planícies e pelas serras e mãos calejadas sentaram-se pela primeira vez em bancos de escola e aprenderam a escrever o seu nome em letras grandes e assumidas.

O futuro já tinha chegado e o impossível tinha-se cumprido.
Os vampiros refugiavam-se atrás do nevoeiro e as hienas trabalhavam na sombra….

O amor, esse inventava-se, sem sinais proibidos, descia a avenida de mãos dadas com o sol e até a liberdade tinha atracado no Tejo.
Hoje, as hienas estão aí, os vampiros escondem o céu do nosso país e só o mar mostra a revolta…

Nenhum povo, depois de ter conhecido o sol, pode ficar silenciado por um tempo de chuva! Se somos um país de marinheiros, por que é que estamos a deixar o mar sozinho?!


Memória de um tempo que tem de ser presente por Ana Paula Alexandre.


Mãos à obra!

Este vídeo é uma verdadeira delícia, de uma sensibilidade extrema. A beleza da narrativa, ainda que sem palavras, vem da delicada expressão de Arguine, a protagonista da história. Uma princesa solitária e silenciosa que prova que é possível acreditar nos sonhos (afinal somos os realizadores da nossa história). Para tal, basta acreditar em contos de fadas, suspirar a cada cena romântica, chorar no encontro de um amor verdadeiro, rejubilar com a prática do bem e acreditar em finais felizes! ...
Para finalizar, e porque acreditar apenas não basta: Mãos à Obra!


By Liliana Fernandes

Yo soy Yo. Tú eres Tú.

Fotografia| Butterflies & Hurricanes
Yo soy Yo.
Tú eres Tú.
Yo no estoy en este mundo para cumplir tus expectativas.
Tú no estás en este mundo para cumplir las mías.
Tú eres Tú.
Yo soy Yo.
Si en algún momento o en algún punto nos encontramos,
será maravilloso.
Si no, no puede remediarse.
Falto de amor a mí mismo,
cuando en el intento de complacerte me traiciono.
Falto de amor a ti,
cuando intento que seas como yo quiero,
en vez de aceptarte como realmente eres.
Tú eres Tú y Yo soy Yo. (Fritz Perls)




No encontro de duas pessoas que se querem bem, como no amor romântico, é criada a união em que, ao mesmo tempo, ambos permanecem indivíduos sem desistir das suas características de personalidade que os distinguem, da sua identidade individual. Assim, os protagonistas de uma relação serão sempre três: "eu", "tu" e "nós"!

A intimidade extrema não é a situação ideal para duas pessoas que se querem dar bem. A proximidade excessiva dá sempre origem a que as pessoas se magoem.
A independência e a distância que advêm do respeito são essenciais para a dignidade pessoal do indivíduo, e este respeito deve ser mantido até com as pessoas que nos são mais próximas.
Uma vez quebrada essa distância de respeito, uma vez que tenha sido ultrapassada a marca e atingido o estado de “importunar”, de tal forma que as pessoas já não estão devidamente independentes umas das outras, então surgirão problemas. Não tardarão a verificar-se danos (que podem não ser percetíveis à primeira vista), o distanciamento ou até mesmo a rutura total no relacionamento.

By Liliana Fernandes

A Lenda do Galo de Barcelos (The Legend of Barcelos Cock)

The Legend Of Barcelos Cock

At a banquet given by a rich landowner in Barcelos a silver piece was stolen and one guest was accused of the thetf. He was tried by the court and found guilty. In spite of the overwhelming evidence against him he stills protested his innocence. The masgistrate granted the man a final chance to prove his case. Seeinga roast cock in a basket nearbyhe said: "If I'm innocence the roast cock will crow". Everyone standed astonished when the cock crowed. The prisioner was allowed to go free.


***

A sabedoria popular está recheada de inúmeros dizeres, superstições, costumes e tradições... Uma das superstições com a qual simpatizo diz que ter um Galo de Barcelos em casa dá Sorte. 
Não é que me considere propriamente supersticiosa, mas, por via das dúvidas, lá em casa mora um! 

© Fotografias| Butterflies & Hurricanes

Aquando de uma das minhas visitas à linda cidade de Barcelos, a minha avó disse-me: “Não te esqueças de trazer um galo…(rindo-se, acrescentou) Ah, mas não te esqueças que, para dar sorte, tem de ser dado ou roubado!”. Contei à minha amiga de viagem o “conselho” da minha avó e, como a opção roubar estava fora de questão!!, lá fomos nós a uma loja de artesanato onde cada uma comprou um galo com o objetivo de nos presentearmos mutuamente (troca de galos!). Pois é, e o meu não se tem saído nada mal!

A LENDA
Ora reza a lenda que os habitantes de Barcelos andavam alarmados por uma misteriosa vaga de crimes. Certo dia, apareceu um galego (a caminho de Santiago de Compostela) que se tornou suspeito, tendo sido preso pelas autoridades, apesar dos seus juramentos de inocência.

Após ter sido condenado à forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara, que nesse momento se banqueteava com um galo assado. O galego, apontando para o galo morto na travessa exclamou: "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem."
Bem dito, bem certo! Aquando do enforcamento o galo assado ergueu-se e cantou. Apercebendo-se do erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz, tendo voltado anos depois a Barcelos para esculpir o Cruzeiro do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a São Tiago, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.

Efeitos Terapêuticos dos Contos Infantis

© Fotografia| Butterflies & Hurricanes

AQUI já vos falei da importância de ler contos infantis durante a infância. Hoje, partilho três dos seus possíveis efeitos terapêuticos nas crianças, segundo Marisol Montero Sendin:
  1. Possibilidade que oferecem à criança de criar para si pontos de referência reais, que poderá interiorizar;
  2. A possibilidade que as histórias dão de pensar os conflitos que propõem e que são, no fundo, os conflitos da própria criança, postos à distância pela metáfora;
  3. A possibilidade que ela terá, em função desses processos, de adquirir uma capacidade de lidar com a própria angústia. 
Os contos infantis são, sem dúvida, uma das melhores companhias para as nossas crianças. O melhor dos presentes que lhes podemos oferecer.
By Liliana Fernandes

STREET ART @ Passagem subterrânea de Viana do Castelo


This is the most famous costume of Portugal, and the most colorful. You will often see it representing Portugal as a whole. It is native to a number of villages around the city of Viana do Castelo in the northern Province of Minho. This city lies on the Atlantic just north of the mouth of the river Lima.

This area has several costumes which differ according to purpose and to social class.  I will be speaking of is called “Traje de Lavradeira” by the local people. In the rest of Portugal it is often called the costume of Viana do Castelo, and outside Portugal it is usually referred to as the Minho costume.


Quem me conhece sabe que eu adoro Street Art. Recentemente, descobri que uma passagem subterrânea em Viana do Castelo, que até há pouco tempo se encontrava vandalizada, foi coloridamente decorada com figuras tradicionais da identidade cultural desta linda cidade minhota. Deixo-vos com alguns exemplares...

Adorei.

© Fotografias| Liliana Fernandes: Butterflies & Hurricanes


FRASE DO DIA| "Com todo o meu amor, amor te AMO"



O amor...
Ah! o amor...
Essa palavra imensa
com sílabas de chocolate.
É uma metáfora de tudo
o que as minhas palavras adiam.
É a alegria do meu corpo
sem vergonha de te amar.
É o teu olhar
a procurar-me entre a multidão.
É a tua presença
que me perfuma a alma.
É o teu sorriso
que me enfeitiça.
É o meu nome
na tua boca ♥
By Liliana Fernandes

FRASE DO DIA| "A melhor maneira de nos tornarmos bons para as crianças é fazê-las felizes."

© Fotografia| Butterflies & Hurricanes

"Ma petit prince" (sobrinho)


Partilho convosco aquelas que são consideradas as 8 dicas que, perspetivadas de forma flexível, poderão ajudar pais/mães a educar para a felicidade.

  • SEJA O EXEMPLO| A criança é um ser bio-psico-social. Portanto, a sua personalidade tem uma base biológica, mas, ao longo do seu desenvolvimento, vai moldando-a em função do meio (e os primeiros anos de vida são fundamentais) … Como já referi numa publicação anterior, as crianças “não são o melhor do mundo”, mas O MELHOR (ou o pior) de nós mesmos… A criança vê, a criança faz…
  • OFEREÇA TEMPO| Como diz Eduardo Sá, todas as crianças têm direito a brincar... todos os dias, sem direito a férias, pontes ou feriados (...) e a brincar com um dos seus pais, 30 minutos, de segunda a domingo. Têm, também, direito a ser filhos únicos dos seus pais, uma vez por semana, por um bocadinho. E a ter os pais ao jantar e depois dele, sem telemóveis, sem internet e sem televisão, só para a família...sem que tenham de estar sempre quietas e caladas. Porque só quando se pensa com os outros, conversando com os botões e em voz alta, ao mesmo tempo, se aprende a crescer.
  • ENSINE A GRATIDÃO| Ensine-o a ser grato e admirar. Ensine-o a admirar os pais e os avós. Porque só quem admira se torna humilde. E só quem conhece a sua história, e se orgulha dela, conquista o direito a ter futuro...

“Ensine o seu filho a ser feliz com o que tem, em vez de ficar triste com o que não tem.”

  • PROMOVA O AUTODESENVOLVIMENTO E AUTODESCOBERTA DE TALENTOS|“As pessoas felizes dominam uma habilidade. Ao dar as primeiras pedaladas na bicicleta, o seu filho aprende a cair e levantar-se tantas vezes que chega a ficar frustrado, isso vai ensinar-lhe a ser persistente e a ter força de vontade. Quando finalmente conseguir andar de bicicleta, vai sentir o sabor da vitória, fruto dos seus próprios esforços. Ninguém é feliz todos os minutos da sua vida. As crianças precisam de aprender a tolerar a angústia e a infelicidade. O nosso papel é ensiná-los a caminhar, e não carrega-los ao colo o resto da vida.”
  • INCENTIVE A TOMADA DE DECISÃO/ESCOLHA|“As crianças têm muito pouco controle sobre suas vidas. Nós decidimos tudo para o seu dia a dia, muitas vezes sem questionar quais seriam as suas escolhas. O poder de escolha ensina-os a tomar decisões. Deixe-o escolher a roupa, ou o menu de jantar uma noite por semana. Dê-lhe a oportunidade de tomar pequenas decisões. A sensação de controle vai fazê-lo feliz.”
Se quer ajudar a construir a felicidade de seu filho, não pode passar a vida a dar-lhe ordens, ainda que disfarçadas de pedidos. Estimule o seu sentido de controlo sobre as coisas.
  • SAIBA DIZER NÃO| “O mundo vai fechar muitas portas na cara do seu filho. Mais do que possa imaginar. Se quer que ele seja feliz, habitue-o a ouvir “não” quando está em casa rodeado de pessoas que o amam. E o resto do mundo agradece por não ter de lidar com a birra “disseram-me não pela primeira vez” do seu filho.”
Como afirma Eduardo Sá: Se as crianças não aprendem a tolerar as frustrações, nunca hão de ser engenhosas e nunca hão de aprender com as dificuldades. A dor dói, magoa, mas é uma oportunidade de crescimento e não há dores que venham por bem. As dores são as grandes oportunidades para nos interpelarmos e para nos transformarmos.
  • PROMOVA A EXPRESSÃO DAS EMOÇÕES| “É importante permitir que o seu filho seja infeliz de vez em quando. As crianças precisam saber que não há problema em estar triste, e que às vezes, faz parte da vida. Ajude-o a exteriorizar e reconhecer os seus sentimentos. Eles precisam de sentir o nosso apoio nessas alturas. Abrace-o, ele vai sentir que o compreende.”
  • AME INCONDICIONALMENTE| Porque só pode amar e amar-se quem foi amado.
By Liliana Fernandes
Fontes:

Butterflies & Hurricanes| "Há normas e normas": http://butterfliesehurricanes.blogspot.pt/2013/04/ha-normas-e-normas.html

Butterflies & Hurricanes| "Só pode amar e amar-se quem foi amado": http://butterfliesehurricanes.blogspot.pt/2013/04/so-pode-amar-e-amar-se-quem-foi-amado.html

Butterflies & Hurricanes| "As crianças “não são o melhor do mundo”, mas O MELHOR (ou o pior) de nós mesmos": http://butterfliesehurricanes.blogspot.pt/2013/04/as-criancas-nao-sao-o-melhor-do-mundo.html

O IMPORTANTE É LER| "Escreve-me devagar"

Dando continuidade a esta minha publicação, hoje trago outra sugestão…

Da minha primeira experiência profissional guardo muitas memórias. Como em tudo, umas más, outras boas e outras ainda muito, muito boas. As últimas dizem respeito às pessoas lindas que conheci. Dessas pessoas, destaco, hoje, a autora de um blog delicioso. A NB é dona de uma sensibilidade e criatividade ímpares. Brinca com as palavras. Sempre que leio um dos seus textos penso : “Como gostaria de escrever assim.” A sério. Para quem aprecia uma boa leitura é imperdível...
Experimentem “Escreve-me devagar” e verão como tenho razão!
Link do blog: AQUI

Boas leituras

HOJE FUI PARA A COZINHA| Bolo de azeite e mel, com nozes e canela.

Não foi hoje, mas foi no sábado... Os amigos - e ele - adoraram! Ainda bem, porque assim só tive oportunidade de provar :)


  • 4 ovos inteiros
  • 150 gr de açúcar mascavado
  • 40 ml de azeite
  • 3 colheres de sopa de mel
  • 120 ml de leite com 1 colher de sopa de sumo de limão
  • 220 gr de farinha integral
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 1 colher de sobremesa de canela em pó
  • 100 gr de nozes picadas grosseiramente

Bater os ovos com o açúcar. Acrescentar o azeite, o mel e o azeite com o limão e bater apenas até se obter uma mistura homogénea. Para uma tigela, peneirar a farinha, o fermento e a canela. Juntar as nozes e envolver delicadamente os ingredientes secos na mistura de ovos.

Deitar na forma e levar ao forno por cerca de 35/40 minutos.

MINHA CASA, MINHA CARA| gosto de...

Gosto quando amigos e familiares me dizem: “a tua casa é a tua cara.” Gosto porque, acima de tudo, esta opinião reflete que a minha casa revela os meus gostos, a minha história, aquilo que sou… Ou seja, é uma extensão da minha personalidade.
...

Desde miúda que sou fascinada por aves de rapina. Particularmente pelos mochos/corujas, símbolo da sabedoria!
Rapina @ Monção
Fotografias| Butterflies & Hurricanes

Pois é... lá por casa podemos encontrar vários exemplares de mochos/corujas. Adoro-os. Eis a dúvida: "Mas são mochos ou corujas?" Pelo que sempre me disseram a diferença está apenas no nome. Ambos são aves de rapina noturnas, têm hábitos semelhantes e pertencem à mesma ordem  - Strigiformes -, e à mesma família - strigidae. Algumas espécies da família strigidae são chamadas de corujas, outras de mochos. E eu, por norma, utilizo sempre a terminologia Mocho.

O IMPORTANTE É LER| "A GRANDE ILUSÃO" (para amantes de cinema, e não só!)

Desde muito cedo, a  minha mãe sempre me disse: "Ler muito é a melhor forma de crescermos inteligentes." E acrescentava: "O hábito da leitura desenvolve a nossa concentração e curiosidade, melhora o raciocínio e a memória." -  Claro, e hoje, digo o mesmo aos meus sobrinhos!

Sou daquelas pessoas que adora presentear os outros com livros e que, em casa ou no trabalho, tem sempre por perto inúmeras coisas interessantes para ler: livros, revistas, jornais, folhetos, desdobráveis, atas de reuniões (!!)... e, obviamente, alguns blogs. Quanto a estes últimos, não precisam de ser populares, nem de ter para lá de muitos seguidores (muitas vezes é precisamente o contrário), basta terem significado para mim. E existem alguns que merecem a minha atenção e leitura assídua, pelo seu conteúdo, pelas suas características, pela sua qualidade. 
Tentarei partilhar (um a um) quem são, reforçando o porquê de me terem cativado.

EM DESTAQUE|“A Grande Ilusão”

"A Grande Ilusão" é um blog que fala sobre a arte e a indústria do cinema, estimulando, desta forma, o conhecimento, debate e sentido crítico relativamente ao mesmo. E, na minha opinião, cumpre e bem o seu papel no meio de algumas dezenas de blogs de cinema que hoje existem em Portugal.

Para quem quiser conhecer

THE BLACK KEYS| "LONELY BOY"


E quem consegue ficar indiferente?!

O TEU SORRISO, O MEU OLHAR E...FALTA DE AR!





O teu sorriso - volta e meia - invade os meus pensamentos...

Tu olhas-me, sorris-me, e eu fico muda! 
Tu e o teu sorriso lindo. Eu e a minha falta de palavras.
Eu olho e tu caminhas. Caminhas na minha direção (com o teu sorriso lindo)...

Falta de palavras. 
Falta de espaço.
Falta de ar...


By Liliana Fernandes


FRASE DO DIA| "See no evil, hear no evil, speak no evil."


"Não vejas o mal, não ouças o mal e não fales o mal."

“LET TOYS BE TOYS - FOR GIRLS AND BOYS”

Brincar é crucial para o desenvolvimento de uma criança.
Nas brincadeiras, as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como: atenção, imitação, memória e imaginação. Amadurecem, igualmente, algumas capacidades de socialização por meio da intenção, da utilização e da experimentação de regras e papéis sociais.

Como disse Piaget, brincar é o trabalho de uma criança. E não há porque dar limites a isso.
Quando questionados, os pais dizem que não há qualquer problema no facto de os meninos e as meninas trocarem de papéis na hora da brincadeira. Pois…na teoria é fácil falar. Na prática, pais e mães compram brinquedos delicados e cor-de-rosa para as meninas, e carrinhos e kits de médicos para meninos. E atire a primeira pedra quem não mudou de assunto quando o filho mostrou interesse numa boneca ou a filha quis saber se podia ter um camião ou umas chuteiras…

É preciso considerar que, quando damos jogos de tabuleiro como xadrez ou damas só para meninos, estamos a excluir as meninas de aprenderem lições de lógica e raciocínio, por exemplo.
Além de precisarem de estímulos diferentes para aprender coisas diferentes, as crianças também precisam decidir por si o que é divertido. Mais, com essa liberdade de escolha, entre outros aspetos, podemos “trabalhar” na desmistificação de estereótipos sociais.

Partilho o vídeo publicitário da empresa de brinquedos Goldie Blox, que chamou a atenção com um roteiro que brinca com os estereótipos do mundo feminino e oferece uma linha de brinquedos para “futuras engenheiras”. Vale a pena visualizar.

By Liliana Fernandes

FRASE DO DIA

"Crianças são como cimento molhado, tudo que cai nelas deixa uma marca. Em grande parte a linguagem e a postura do adulto, determina o destino da criança e do adolescente.” 
Haim Ginott

Acrescento ainda, se quisermos que as crianças tenham a predisposição para serem responsáveis, necessitam de ter oportunidades frequentes de exercer responsabilidade. Se estas predisposições não forem apoiadas, fortalecidas ou apreciadas, ou pelo contrário se forem minadas, são de difícil recuperação (ou manifestação) mais tarde na vida. 

CABELOS (DO NORMAL AO PATOLÓGICO)

Quem gosta de mexer no cabelo?! Assumo. Adoro colocar os dedos entre os cabelos e enrolá-los. Penso que é algo que me acompanha desde a infância, não estou bem certa.

No entanto, não sei se sabem, mas deste simples mexer e enrolar pode nascer/ter início uma perturbação. Perturbação essa que se caracteriza pela necessidade de arrancar fios de cabelo. É verdade. Sentir prazer em separar fio a fio, puxá-los e arrancá-los. 
Estou a falar-vos de uma perturbação designada de tricotilomania/ TTM (trhix em grego significa cabelo, etillein refere-se a arrancar).
As áreas mais comuns para puxar cabelo são o couro cabeludo, cílios e sobrancelhas, mas pode envolver o cabelo/pelo de qualquer parte do corpo.  Apesar de em crianças a tricotilomania ocorrer igualmente em meninos e meninas, em adultos é mais comum em mulheres do que em homens.
Alguns podem arrancar só fios que estão a nascer ou os mais curtos, os mais grossos, os longos, os com textura ou cor diferentes, o grosso ou o escuro. Alguns "arrancadores de cabelos" demonstram interesse no cabelo alisando-o, sentindo o fio na mão, correndo o fio entre os lábios, mordendo a raiz ou comendo o fio ou parte dele. 
Crianças com TTM manifestam frequentemente outros comportamentos impulsivos, como onicofagia (roer unha), arrancar a cutícula ou esfolar ferimentos (skin picking), contrair a face, chuchar o dedo polegar, bater no rosto, mastigar ou morder a língua, bruxismo (ranger os dentes), beliscar, morder ou torcer os lábios, entre outros.
Episódios de arrancar o cabelo podem ocorrer em qualquer lugar e durar minutos ou horas. Em crianças com TTM pode ser passageira, episódica ou contínua, e podem durar semanas ou meses até interromper o comportamento, levando a acreditar que está completamente livre, mas inesperadamente ter um súbito e inexplicado ressurgimento da TTM. Como qualquer transtorno, há graus de severidade. Para alguns a perda pode ser mínima; para outros, o dano pode ser extenso, até mesmo chegar à calvície total.

A tensão interna causada por medos, inibições sociais, dificuldades de expressão de emoções e estados depressivos faz com que os sintomas sejam mantidos. E, frequentemente, a esses motivos acrescenta-se a força do hábito: arrancar cabelos torna-se um ritual diário, por exemplo, ao conduzir, ler ou telefonar, que ocorre de forma inconsciente e automática, sem um desencadeador concreto. Além desses fatores psicossociais, causas biológicas, como o genótipo, por exemplo, parecem desempenhar um papel importante: estudos mostram que o transtorno surge com frequência de 5% a 8% acima da média se outro membro da família já sofre do mesmo problema. O quadro, no entanto, não pode ser atribuído apenas à herança genética; também pode ser explicado como comportamento aprendido.
A tricotilomania é muito mais que uma 'mania' de arrancar os fios de cabelo. É um distúrbio sério que vem acompanhado de outros problemas e merece muita atenção e que pode trazer danos irreversíveis ou de difícil tratamento.


By Liliana Fernandes
(Psicóloga)

 Fotografia| Butterflies & Hurricanes

"À, Á, HÁ OU AH?"

Todos temos as nossas manias. Uma das minhas prende-se com a correta  acentuação gráfica. Confesso inclusive que a habitual confusão entre "À, á, há e ah" me incomoda particularmente. 
Estou eternamente grata à minha professora do 1.º ciclo pelas suas lições de gramática.
Hoje decidi partilhar uma dessas muitas lições!
  • á ou à?
“á” não existe.

Sempre que se trate de utilizar a preposição “a” contraída com o artigo definido “a”, o acento é grave.

Exemplificando:
 O João vai à feira = O João vai a(prep.) a(art.) feira
a + a = à
O acento grave só surge em mais seis palavras portuguesas. A saber:
às (a + as) Ex. Ele foi para casa às quatro horas.
àquele (a + aquele) Ex. Ele foi àquele sítio de que te falei.
àquela (a + aquela) Ex. Ela foi àquela conferência.
àqueles (a + aqueles) Ex. Eles foram àqueles bares famosos.
àquelas (a + aquelas) Ex. Elas foram àquelas lojas.
àquilo (a + aquilo) Ex. Não liques àquilo que ele disse.

  • à ou há?
O  vocábulo “há”, é uma forma do presente do indicativo (3.ª pessoa do singular) do verbo haver. Este verbo tem várias significações e uma das formas de termos a certeza de que se trata da forma verbal, é substitui-la por um sinónimo, como “existe”.

Exemplificando:
Ele disse que há/ à um acento na palavra
Ele disse que existe um acento na palavra
= Ele disse que há um acento na palavra.

Amigos que não vejo existe algum tempo/anos/meses/dias
= Amigos que não vejo há algum tempo/anos/meses/dias.

Os exemplos tentam demonstrar, que sendo possível substituir-se a palavra pela forma verbal “existe”, ficamos a saber que devemos utilizar a forma do verbo haver, ou seja, “há”.

Veja-se outro exemplo:

O João vai à/há escola.
O João vai existe escola (não faz sentido) = O João vai à escola.

No entanto, nem sempre este truque resulta. Assim, aconselho um outro: substituir a palavra por “havia”. Se a frase ficar com sentido, é porque se trata da forma “há”, caso contrário, será a palavra “à”.

  • E a forma “ah”?
“Ah” é uma interjeição exclamativa. Serve para exprimir admiração.

Ex. Ah, que bebé tão lindo!