As crianças “não são o melhor do mundo”, mas O MELHOR (ou o pior) de nós mesmos…

"Children see, children do."
Sobre a imitação...

Os teóricos da aprendizagem social vêm a aprendizagem por observação como um dos mecanismos mais poderosos da socialização.
A criança observa outra pessoa que serve de modelo e depois começa a imitar o que o modelo faz e, deste modo, aprende a fazer algo que não sabia fazer antes.

A imitação pode ocorrer mesmo sem o observador copiar as ações do modelo na altura em que as observa (aprendizagem sem realização) e mesmo sem receber uma recompensa nem ver o modelo a recebê-la (aprendizagem sem reforço). 

A imitação pode envolver uma resposta que já se conhece. Neste caso, o que se aprende com a observação dos outros é se a resposta deve ou não ser realizada.
Exemplo: uma visitante estrangeira é convidada para uma festa numa ilha do Pacífico. No fim da refeição, os seus anfitriões arrotam estrondosamente e depois olham para ela. Ela hesita, engole em seco e acaba por arrotar também. Obviamente, ela não aprendeu a arrotar observando os anfitriões. Mas aprendeu que era, de facto, exigível fazê-lo no momento.
Neste exemplo, uma resposta, previamente aprendida mas quase sempre inibida, é desinibida pela aprendizagem por observação.

Quando a criança imita um modelo adulto, não está especialmente interessada em ganhar doces ou receber elogios. Uma razão não menos importante para copiar os mais velhos é a de querer ser capaz de fazer algumas das muitas coisas de que os adultos todo-poderosos são capazes. Afinal, também quer ser todo-poderosa. Neste sentido, a imitação é a sua recompensa. 

Para além de a imitação de algo que o modelo faz depender, em parte, das consequências que pareçam ocorrer ao modelo, nunca esquecer...é mais provável que as crianças imitem pessoas de quem gostam, respeitam e consideram competentes...Assim sendo,

"Make your influence positive!"
As crianças não são o melhor do mundo, mas o melhor (ou pior) de nós mesmos...