Memorizarção, em vias de extinção!!

No livro “A Arte de Memorizar”, de Joshua Foer, encontramos um capítulo intitulado: “O fim do recordar”, no qual é abordada a história da memorização, e é curioso constatar como esta faculdade humana foi perdendo “protagonismo”. 
Antes da invenção da imprensa, por exemplo, as poucas pessoas que tinham acesso a livros, os quais eram manuscritos, não tinham, em regra, a oportunidade de os consultar mais do que uma vez. Era necessário memorizar o seu conteúdo. A transmissão oral de conhecimentos era, pela inexistência de outros meios, importante e necessária.
Como atualmente possuímos diversos mecanismos externos de armazenamento de informações (cadernos, livros, telemóveis, computadores e a própria internet), os mecanismos internos de memorização foram-se tornando irrelevantes. Não precisamos mais de memorizar o telefone de ninguém, temos o telemóvel para isso; nem de saber a data de aniversário dos nossos amigos, pois o Facebook sabe; nem de guardar qualquer informação específica aprendida em sala de aula, afinal é só pesquisar no Google e encontrámos a informação em poucos segundos...
Foer afirma que "… estamos acostu­mados a não lembrar… dependemos tanto da tecnologia que não confiamos na nossa memória".