Doença de Alzheimer

























Visitando o "espaço" de uma simpática blogger M&A, deparei-me com um lindo texto do romance: "O Diário da Nossa Paixão", de Nicholas Sparks (para ver publicação clique em Amor.).
Este romance fala-nos da grande paixão de Allie e Noah. Os dois têm uma vida preenchida com tudo a que dois apaixonados têm direito: recordações, filhos, netos e um amor que não se apaga com o passar dos anos...mas que se vê ameaçado por um terrível mal: a doença de Alzheimer.
E é sobre este tema que decidi escrever hoje.

Como podemos caracterizar a doença de Alzheimer? Como se diagnostica? Tem cura? Que cuidados podem retardar a evolução da doença?


A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência na velhice. Caracteriza-se pela perda da memória associada à deterioração das funções intelectuais, emocionais e cognitivas. Ocorre entre homens e mulheres na mesma proporção sendo que incide em 8% da população de idosos. É uma doença de carácter progressivo.
Deve-se à disfunção das células nervosas, de causa ainda desconhecida, que provoca a diminuição de uma hormona de grande importância na função cerebral (acetilcolina). Sabe-se, ainda, que se trata de uma doença com características hereditárias.
O início da doença é discreto, com o aparecimento de esquecimentos e pequenas confusões (com datas, por exemplo). Logo numa fase inicial, começa a evidenciar-se uma dificuldade em memorizar factos recentes, e, progressivamente, surgem  dificuldades em realizar pequenas tarefas domésticas.
Com a evolução da doença começam a acentuar-se os seguintes sintomas:
  • Dificuldades na fala
  • Incapacidade em manter um  um raciocínio lógico
  • Défices de concentração e atenção
  • Isolamento social
  • Progressiva desorientação no tempo e espaço
  • Perda das capacidades de leitura, escrita e de efectuar cálculos
  • Humor instável: com momentos de raiva, choro, depressão e agressividade
  • Dificuldade em se alimentar e efectuar a higiene pessoal
O diagnóstico é de exclusão com outras demências (aterosclerótica, por exemplo), com manifestações de certas intoxicações (por drogas tipo tranquilizantes, alcoolismo, etc.), com certas infeções (encefalites) e com sequelas de traumatisma craniano.

Não deve ser confundida com as alterações de memória, "lapsos de memória", muito comuns em qualquer idade e que se acentuam na velhice, ou com estados de forte emoção e depressivos. Estes "lapsos de memória" são processos benignos e nunca são acompanhados de outras alterações como ocorre na Doença de Alzheimer.
Não há cura para a doença nem um tratamento específico. Existem duas substâncias que possuem algum efeito sobre os sintomas da doença na sua fase inicial: a tacrina e o hidroclorido de donepezil. Estas substâncias devem ser administradas com cautela pois podem provocar problemas digestivos e hepáticos. O tratamento baseia-se em medicamentos sintomáticos, atividades físicas e mentais, sendo fundamental a constante estimulação da pessoa doente. Estes cuidados podem retardar a evolução da doença. Neste processo, a participação da família é fundamental e deve começar pela compreensão da doença. A manutenção da dignidade e do auto respeito deve ser uma constante.